“Em louvor de Cristo”, Ir. Maria Francisca fala sobre a sua vocação

Publicado em 23 de abril de 2016 Por Seja o primeiro a comentar!

Encerrando a série especial “Vocacionado! eu?!” o JC traz o testemunho da Irmã Maria Francisca de Jesus Crucificado, da Ordem de Santa Clara, que desde cedo decidiu ser toda de Jesus. 

Continuemos rezando para que o Senhor mande operários para a Sua messe, suscitando santas e fecundas vocações para a Igreja!

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“Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi ”.

A menina dos olhos de Deus. É assim que me sinto! Sou a Irmã Maria Francisca de Jesus Crucificado, nome esse que recebi aqui no Mosteiro depois de 1 ano de postulantado. Aqui dou o testemunho do meu chamado vocacional.

Quando tinha 14 anos, procurei a comunidade mais próxima de minha rua para fazer a catequese e minha primeira comunhão. Aos sábados depois de duros trabalhos, faxina em casas de família, chegava cansada, mas queria fazer a primeira comunhão, e para isso era necessário esforço e perseverança.

Nos encontros de catequese comecei a me interessar por Deus, pois para mim Ele era distante, não me amava como as outras pessoas. Então pensei: “Queria ficar bem perto de Ti meu Deus, mas o que faço? Como? De que modo?”. A cada sábado quando terminava o encontro, eu ia sozinha para casa, e no caminho dizia pra Deus: Onde estais? Fala comigo? Eu desejo ficar perto de você, fica perto de mim! Eu comecei a agradecer por tudo o que me acontecia e pedir também a ajuda de Deus. Assim,nasceu dentro de mim um desejo tão profundo e tão forte de buscar a presença de Deus, de encontrar meios de me aproximar Dele. Comecei a participar da Santa Missa todos os dias.

Minha família sentiu a mudança daquela jovem que não ia à missa dos domingos e agora estava indo todos os dias. Estranharam no início e pensaram que eu estava perdendo o juízo.Quanto mais ia a Igreja, mais o desejo de ficar com Deus crescia.

Uma noite rezando em meu humilde quarto, que era um depósito de pá, vassoura, enxada e até de galinhas, me ajoelhei de coração contrito e me consagrei a Jesus e a Nossa Senhora. Naquela noite fiz minha entrega de vida; não ainda para ser religiosa, pois ainda não entendia o modo de como entregar minha vida como Senhor me falava.

Ao fazer a oração de entrega disse ao Senhor: “Sou toda tua, Jesus, agora me diz o que faço para isso. Queres que eu vá pelas ruas cuidando dos mendigos? Queres que eu estude e me forme, trabalhe e construa uma creche para as crianças de rua? O que queres que eu faça?”.

Sou toda tua Jesus

No fundo do coração escutava Jesus me chamar, e eu alegremente respondia: “ Sou toda tua Jesus”! Diante dessa experiência me veio o pensamento: para ser de Jesus, toda como me sinto chamada a ser, eu preciso ser freira. É sendo freira que posso viver esse desejo tão forte dentro de mim. Então fui dizer a minha madrinha que eu queria ser freira e ela quase caiu para trás. Não acreditava, “como pode, isso é muito sério!”, disse ela. Com toda segurança eu disse que era verdade, falei do que estava acontecendo comigo, e ela começou a chorar.

Para dizer à minha família foi difícil, pois eles não aceitaram, acharam que eu estava com problema na cabeça. Impediram-me de ir à Santa Missa e de falar sobre isso, mas esse desejo era tão forte em mim que não desisti.

Fui primeiro conhecer as Irmãs Missionárias de Nossa Senhora de Fátima e lá fiz o acompanhamento vocacional com 16 anos. Ainda com essa idade pedi as irmãs para ingressar no instituto, que abriram exceção e me receberam, por verem o meu desejo tão forte, mas antes de tudo por ser a vontade de Deus.

Fiquei quase 2 anos com as irmãs e um dia ouvindo falar das Irmãs Pobres de Santa Clara, conhecidas como as irmãs clarissas, senti Jesus dizer-me: “Quero mais. Entrega-te, quero-te toda”. Com 18 anos de idade entrei no Mosteiro Santa Clara em Campina Grande.

Deus quando nos escolhe, nos revela o que Ele quer de nós. Quando Ele me chamou a essa vocação, me revelou que a minha missão é ser toda Dele e levar todos a Ele.

A vida de uma irmã enclausurada é uma busca diária de ser toda de Deus e, através da oração e imolação, levar todos a Ele. No momento que fui chamada por Deus, senti forte o Seu amor e foi tão forte que esse amor me fez amar. O meu sim a Jesus é minha resposta de amor a Ele, é uma continua busca de amá-Lo e com o amor Dele amar a todos. Nossa mãe Santa Clara diz que devemos amar Jesus apaixonadamente. Ser esposa de Jesus é: amá-lo apaixonadamente ao ponto de fazermos tudo por Ele.

Jesus nos escolhe antes mesmo do nascimento. Ele nos escolhe para uma missão e na vida Ele caminha conosco, fazendo de tudo para que compreendamos o seu desígnio, a sua vontade para cada um de nós. Deus nos chama pelo coração por isso o homem não resiste, é uma força profunda, forte e cativante; essa força nos move a vida inteira.

Sou feliz, pois Jesus é minha felicidade, o sorriso que o Senhor me traz é tão profundo que quando o rosto sorri, a alma conta com ele. É Jesus que realiza a obra em nós; nossa parte é só amá-lo apaixonadamente. Termino dizendo com o salmista: “Deus clemente e compassivo meu Amor”. Em louvor de Cristo! Amém!

Sua menor; Irmã Maria Francisca de Jesus Crucificado

Por Ir. Maria Francisca de Jesus Crucificado, O.S.C.

 

Confira a Série Vocacional

1º Testemunho da série “Vocacionado!Eu?!: “Testemunho vocacional: jovem e feliz por viver a loucura da cruz”.

2º Testemunho da série “Vocacionado!Eu?!:Deus, às vezes, tira de onde não tem, diz Pe. Everson sobre sua história vocacional.

3º Testemunho da série “Vocacionado!Eu?!”: “Vocação Matrimonial: alegria de viver um amor pleno e verdadeiro”.

4º Testemunho da série “Vocacionado!Eu?!”: “Em louvor de Cristo”, Ir. Maria Francisca fala sobre a sua vocação.

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