Vocação Matrimonial: alegria de viver um amor pleno e verdadeiro

Publicado em 20 de abril de 2016 Por 1 Comentário

Continuando com a série especial “Vocacionado! eu?!”, o JC traz hoje o testemunho do Zé Baú, casado, pai e realizado na vocação matrimonial. 

Nos diz o Papa Francisco  que “a maternidade da Igreja exprime-se através da oração perseverante pelas vocações”. Motivamos pelo Dia Mundial de Oração pelas Vocações, celebrado no último dia 17 de abril, rezemos pelas famílias do Brasil.

 

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É uma enorme alegria para nós podermos testemunhar um pouco sobre a felicidade do nosso sim ao sacramento e a vocação matrimonial, dentro de nossa caminhada junto à nossa amada Igreja, e junto aos trabalhos com os jovens, que fazemos com muito amor, carinho e dedicação.

Meu nome é José Eduardo da Silva Baú, todos me chamam de Zé Baú, tenho 29 anos, e minha esposa chama-se Talita Cassolato de Meneses Baú, também com 29 anos. Estamos juntos há 14 anos (meu Deus, praticamente metade da minha vida!). Destes 14 anos, 7 foram de namoro e 7 de casamento. Dentro dessa história que estamos construindo juntos já tivemos um fruto chamado Clara, nossa linda Clarinha com 2 aninhos, e recentemente descobrimos a vinda de mais uma benção em nossas vidas. Talita está com aproximadamente dois meses de gravidez; ainda não sabemos quem será, talvez o Francisco, talvez a Ana… Moramos na cidade de Astorga, Paraná, pertencente à Diocese de Apucarana, e participamos do Movimento Renascer.

Nossas vidas dentro do convívio da Igreja graças a Deus começou desde sempre, pelo fato de nossas famílias sempre terem sido bem religiosas e ligadas às atividades de nossa igreja. Usando das palavras de São João Paulo II: “Como a família vai, assim vai a igreja e assim segue a sociedade humana como um todo” (Angelus, 05/10/1997), posso dizer que assim pensamos e que fomos extremamente privilegiados e encaminhados a termos uma boa conduta cristã e social mediante as raízes que tivemos. Essa base levamos para nosso lar e nossos filhos, pois sem dúvidas o reflexo do futuro das pessoas e da sociedade é a vivência de um passado e um presente em seus lares e famílias.

Caminhada na Igreja

Nossa história mais ativa e independente dentro da Igreja iniciou-se no ano de 1999, onde ainda adolescentes começamos a participar de grupos de jovens paroquiais distintos, ainda sem nos conhecer. A nossa troca de olhares começou em um evento que tínhamos em nossa cidade chamado “Carnaval com Cristo”, no ano de 2001. No ano de 2002, estudando juntos e participando de um mesmo grupo de jovens, grupo JSJ (Jovens Servindo Jesus), Deus nos aproximou e começamos a namorar.

Buscamos desde o início um namoro cristão, que sem dúvidas é um imenso desafio, porém extremamente gratificante, pleno e verdadeiro. A palavra central para nós sempre foi o AMOR. Amar sem dúvidas é um exercício diário de muito perdão, renúncia, maturidade, paciência, espera, alegrias e tristezas. Como diz em 1 coríntios 13, 4-7: “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha, não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”, permitindo que o outro te conheça e tenha um verdadeiro prazer em estar ao seu lado. Durante todos os 7 anos de namoro, o nosso crescimento pessoal com faculdade, profissão, entre outras coisas, nunca se sobrepuseram ao nosso crescimento espiritual dentro de nossas vivências cristãs, e de nossos trabalhos com a juventude. Estamos engajados desde 2004 no Movimento Renascer, movimento este que fez com que nossa vivência amorosa enquanto namorados e enquanto “amigos” e “cristãos” se fortalecesse grandemente.

Após sete anos de muito crescimento e com a certeza de que nosso amor era verdadeiro e de que realmente nosso relacionamento teria como centro Cristo, em 13 de fevereiro de 2009, estávamos prontos para o sacramento e vocação Matrimonial. Estávamos prontos para dizer SIM a Deus e cumprir o que Ele nos pedia: “Assim eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu ninguém separe”. (Mateus 19, 6)

Realmente é assim que tentamos viver durante os sete anos de casados que já conquistamos. Em tudo o que um ou o outro faz sempre é preciso que os dois vivam o mesmo consentimento, sabendo fazer renuncias e amando o outro verdadeiramente. Ou seja, AMAR dentro do matrimônio deve significar ver o outro feliz, fazer o outro feliz, serem felizes “juntos”.

Alegrias e realizações na Vocação Matrimonial

Sabendo de tudo isso, hoje, escrevendo este testemunho, eu, Zé Baú, percebo o quanto a Talita me ama, pois nesses sete anos de casamento muitas realizações me foram possíveis porque ela transformou algumas “minhas realizações” em “nossas realizações”. São algumas dessas realizações: muita dedicação ao Movimento Renascer e a seus encontros. Muitas vezes, mesmo ela também fazendo parte do Movimento, fazia com que eu saísse de casa para os vários compromissos e encontros, deixando-a sozinha, mas em oração para que tudo desse certo. Tenho um projeto com um ministério de música chamado Kara do Céu, onde a rotina de ensaios e shows às vezes também fazia com que eu a deixasse um pouco sozinha. O maior sonho que eu tinha que era o de ser pai, e esse também ela me permitiu realizar. Mesmo depois de ser pai, o caminho missionário veio ao meu encontro com a convocação para a primeira Missão Jovem na Amazônia promovida pela CNBB em 2014 e depois para a segunda Missão em 2015, deixando-a mais uma vez só, e dessa vez com uma filhinha para cuidar. Depois de dizer tudo isso, e sabendo que não é só isso, tenho a plena certeza de que o nosso amor é muito verdadeiro, que Deus e Jesus Cristo são o centro de nosso relacionamento, e posso dizer que tenho muito ainda para ama-la e faze-la feliz por tudo que já vivemos juntos e por tanto amor que já recebi.

Sem sombra de dúvidas a Vocação Matrimonial não é nada simples de ser vivida plenamente dentro dos ensinamentos cristãos, mas a certeza que tenho em testemunhar aqui é a confiança de dizer que é a coisa mais gratificante que um homem e uma mulher podem ter em suas vidas quando decidem trilhar o caminho conjugal. Se você se sente chamado à vocação de pai, mãe, esposo, esposa, viva verdadeiramente o que Cristo e a palavra de Deus nos pede. No final de tudo você terá a mesma alegria e certeza que tenho neste momento de minha vida, a alegria de viver um amor pleno e verdadeiro, de ter experimentado todos os prazeres que um relacionamento pode ter, no seu tempo certo, e assim viver com a certeza de estar juntos com Cristo trilhando um caminho abençoado, cheio de realizações, conquistas e vitórias.

Para quem escolhe esse caminho, ainda digo que realmente o juramento feito na cerimônia do matrimônio se cumpre para quem mantem-se unido a Cristo: “Eu, te recebo por minha (meu) esposa(o), e te prometo ser fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias de nossa vida”.

Muito obrigado pela oportunidade de poder partilhar um pouco da alegria de ser um jovem que viveu e vive dentro da Igreja, e que se sente imensamente feliz em dizer que a melhor coisa para o futuro de nossa Igreja e de nossa sociedade seria se todos vivessem plenamente os princípios que nossa Igreja prega para se construir uma família. Assim, teríamos um mundo completamente diferente do que vemos e temos nos dias de hoje.

Talita te amo, Clara te amo, Francisco ou Ana já te amo, Jesus Cristo te amo, minha Igreja eu te amo, Movimento Renascer te amo, Missão te amo, minha vida….como eu amo! Resumo de tudo: vivamos plenamente o sentido do amor e sejamos sempre instrumentos de paz nas mãos de Deus!

Paz e Bem!

Por Zé Báu, membro do movimento Renscer, esposo de Talita  e pai de Clara.

Leia Mais

 1º Testemunho da série “Vocacionado!Eu?!: “Testemunho vocacional: jovem e feliz por viver a loucura da cruz

2º Testemunho da série “Vocacionado!Eu?!:Deus, às vezes, tira de onde não tem, diz Pe. Everson sobre sua história vocacional 

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