Viva São Pedro, a pedra que fortalece nossa fé no Cristo!

Publicado em 29 de junho de 2018 Por Seja o primeiro a comentar!

“E eu te declaro: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja” (Mt 16,18). Celebramos hoje, em meio as festas juninas, São Pedro, o apóstolo chamado a ser “pescador de homens” (cf. Lc 5,10) e que tornou-se um dos mais importantes personagens no nascimento da Igreja e na unidade dos cristãos, sendo ainda hoje um dos santos mais conhecidos. Pescador de profissão, era um homem simples, não era nem ao menos o mais inteligente do grupos de apóstolos, mas sua profissão de fé em Jesus, o “Cristo, Filho do Deus Vivo” (cf. Mt 16,16) colocou-o em figura de destaque na pregação do Evangelho e é para todo nós exemplo de cristão. Convidamos todos a conhecer um pouco mais sobre Pedro, “o homem das chaves do Céu”.

Pescador de homens

Tudo se inicia com um encontro. Algumas pessoas encontram Jesus e ficam com Ele. Como cantamos na famosa música do Pe. Zezinho, Jesus não procurava “nem sábios, nem ricos” e foi no mar de Tiberíades que a vida de Pedro se transformou em um verdadeiro testemunho de fé (cf. Lc 5,1-11). Simão, seu nome, teria nascido em Betsaida, morava em Cafarnaum, era filho de um homem chamado Jonas e tinha por irmão o também apóstolo André, que também trabalhava como pescador. Por esta sua origem, comemora-se hoje também o Dia do Pescador.

A confiança de Pedro em Jesus vem à tona já no primeiro encontro. Como nos relata o Evangelho, após uma noite cansativa e de insucesso na pescaria, Pedro e os outros lavam as redes vazias. É então que Jesus pede para que as redes voltem mas em águas mais profundas. De primeiro, Pedro contesta, diz que seria inútil, mas cede, confiando na Palavra. E as redes são jogadas e o resultado é uma quantidade tão grande de peixes que precisam de ajuda. Pedro caiu aos pés de Jesus, dizendo: para que se afaste, pois não era digno, era um pecador. E então vem o chamado: “ Não temas; de ora em diante serás pescador de homens” (Lc 5,10).

Chaves dos Céus

A iconografia de São Pedro traz o santo segurando chaves. Elas simbolizam a autoridade que ele recebeu do próprio Jesus Cristo, que lhe disse: ‘Eu te darei as chaves do Reino dos Céus. Tudo o que ligares na terra será ligado no Céu; e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu’ (Mt 16, 19).

A negação

Uma característica importante de Pedro, e salientada em diversas passagens dos Evangelhos, é sua humanidade. Uma passagem que explicita essa sua condição é a conhecida “Negação de Pedro” durante a Paixão. Três vezes, tomado pelo medo – algo inerente ao ser humano -, o mesmo homem que reconhecia o confiava na origem divina do Mestre, o nega.

Quando seu olhar cruza com o de Jesus, recorda das Palavras do Mestre, chora com o coração angustiado. A “rocha” via-se convarde, sem coragem de confessar que conhecia Jesus, paralisado pelo medo. Mas o olhar de Jesus não é de julgo, censura ou condenação, mas de misericórdia, algo como “Eu compreendo a sua fraqueza, mas confie e não esqueça do que vivemos”. Jesus vê o coração falho do discípulo, mas que permanece no fundo fiel.

A unidade da Igreja

Conforme algumas observações de Santo Agostinho de Hipona (séc. V), depois da ressurreição, o Senhor entregou a Pedro a responsabilidade de apascentar suas ovelhas. “Não que dentre os outros discípulos só ele merecesse pastorear as ovelhas do Senhor, mas quando Cristo fala a um só, quer, deste modo, insistir na unidade da Igreja. E dirigiu-se a Pedro, de preferência aos outros, porque, entre os apóstolos, Pedro é o primeiro”. Outra importante mostra desta unidade da Igreja na figura de Pedro é que São Paulo, recém convertido, busca estar em comunhão com ele, mesmo tendo alguns pensamentos diferentes do apóstolo.

Bispo de Roma e o martírio

Pintura de Caravaggio representando o martírio de São Pedro, obra exposta na Igreja Santa Maria del Popolo, em Roma

A comunidade de Roma, fundada por Pedro e Paulo, torna-se logo a referência para toda  Igreja. Diversas passagens dos Atos dos Apóstolos mostram este papel de destaque que Pedro tinha na Igreja. Como Bispo de Roma, o apóstolo confere a Roma o primado sobre todas as outras comunidades locais (dioceses) e torna-se o primeiro pontífice, sendo a cabeça do colégio apostólico, formado por todos os bispos do mundo. Por esta primazia, o eleito em conclave Bispo de Roma, consequentemente, assume o papado e não o contrário. O próprio Papa Francisco, quando eleito, recordou: “Como sabem, a obrigação do conclave é dar um bispo a Roma. Parece que os meus irmãos cardeais foram quase até ao fim do mundo”.

Por sua vida dedicada a pregar o Evangelho e confirmar na fé os cristãos, Pedro foi preso diversas vezes enquanto a Igreja “orava a Deus, instantemente, por ele” (At 12, 5). A perseguição aos cristãos crescia em Roma até que Pedro é preso mais uma vez e condenado a morte. Por sua origem não romana, a pena é a crucificação.  Como mais uma forma de amor e fé em Cristo, São Pedro pede para ser crucificado de cabeça para baixo, por não se julgar digno de morrer como Jesus. Ele morre no então chamado Circo de Nero, hoje região que compreende a Cidade Estado do Vaticano, sede da Igreja Católica Apostólica Romana. Seus restos mortais estão em uma urna localizada exatamente abaixo do Altar da Confissão, o principal da Basílica de São Pedro, no Vaticano, altar este que só pode ser utilizado em celebrações presididas pelo papa.

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