Sínodo é caminhar juntos para encontrar as respostas, diz jovem brasileiro

Publicado em 25 de outubro de 2017 Por Seja o primeiro a comentar!

 

Papa com jovens em Cracóvia – AP

O Papa Francisco dedicou a Audiência Geral desta quarta-feira, 20, ao tema “Educar à esperança”, simulando em sua catequese um diálogo com um jovem ou “qualquer pessoa aberta a aprender”.

Francisco dá vários conselhos ao seu interlocutor imaginário: viva, ame, sonhe, acredite, cultive ideais, seja paciente, sinta-se responsável por este mundo e pela vida de cada ser humano. Deus não decepciona. Tudo nasce para florescer numa eterna primavera. Confia em Deus Criador, confia no Espírito Santo que tudo move para o bem, confia no abraço de Cristo que espera cada pessoa no fim da sua existência.

Esta reflexão de Francisco chega uma semana após o Seminário Internacional em preparação ao Sínodo dos Bispos sobre os jovens a ser realizado em 2018, e que reuniu em Roma 82 convidados provenientes dos cinco continentes: 21 jovens, 17 especialistas de Universidades eclesiásticas, 15 especialistas de outras universidades, 20 formadores e agentes de pastoral juvenil e vocacional e 9 representantes de organismos da Santa Sé.

O Brasil também esteve representado no encontro por jovens e por sacerdotes. Entre estes, Vitor, da Comunidade Shalom, há 1 ano missionário em Roma, para quem a semana “foi muito enriquecedora, principalmente para os jovens”. Suas expectativas, inserem-se justamente na catequese do Papa:

Abordar temas como imigração, como política, os jovens e a Igreja, a Igreja que escuta os jovens, e os jovens que escutam a Igreja. E juntos a gente encontra…isto que é o Sínodo, caminhar juntos e juntos a gente vai encontrando as respostas. E é belo porque às vezes a gente pensa que é muito complexo entender o jovem, é muito complexo, um especialista vem explica uma coisa, vem outro e explica uma outra coisa que é diferente do que o outro diz, mas no final a gente percebe que o jovem é simples, que o jovem quer coisa grande, que o jovem quer ser protagonista e que o jovem quer ser amado e escutado.

E o protagonismo do jovem se dá quando “se coloca ele no centro e confia coisas a ele, aos jovens, que é o que a Igreja está fazendo. Confiou a alguns jovens – que aqui estão trabalhando – também a oportunidade de falar, de se expressar. De falar, então eu acredito que o protagonismo se dá quando a Igreja vai em saída para encontrar os jovens. E encontrando os jovens, fala da experiência de Cristo que o jovem, mesmo os mais distantes, tem sede de escutar. E o jovem se sente atraído por isto e quer também dar a vida por isto”.

Entre os tantos temas abordados no encontro, “o jovem e a transcendência”:

Um tema muito bom, muito, muito importante hoje em dia. A gente escutou que a experiência espiritual, um jovem hoje, procura esta experiência, não é que o jovem quer viver longe de uma experiência espiritual, ele procura. Às vezes até na droga ele vai procurar uma experiência de certa forma espiritual. E a linguagem que a Igreja vai buscando hoje, dar uma linguagem nova, uma oportunidade nova, uma experiência nova espiritual, acho que tenha atraído e ainda vai atrair muitos outros jovens”.

Mesmo com os erros, “confiar coisas aos jovens” é uma das expectativas do Vítor para este Sínodo, “e de chegarmos juntos a uma renovação, a Igreja vai se renovando sempre, é belo ver que Deus conduz a Igreja. E hoje Deus conduz a Igreja, também quer conduzir primeiro dos jovens, de um diálogo com os jovens, então esta é a minha expectativa, de uma renovação jovem na Igreja e de uma linguagem jovem”.

A gente precisa rezar pelos jovens, pelo Sínodo, pela Igreja, pelo Cardeal Baldisseri e a sua equipe, que estão com uma grande responsabilidade de escutar os jovens, de adaptar esta linguagem, de encontrar um ponto comum. Então acho que só Deus consegue fazer isto”. (JE)

Fonte: Rádio Vaticano

Vídeo: Jovens Conectados

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