Jovens comentam discurso do papa na vigília

Publicado em 30 de julho de 2016 Por Seja o primeiro a comentar!

Com a presença de aproximadamente um milhão de jovens do mundo inteiro, o Campus Misericordiae foi palco na noite desse sábado (30), do ponto alto da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Cracóvia: a vigília com a presença do papa Francisco.

Esse momento teve início com a descontração do pontífice. Cinco jovens, que foram convidados pela organização a representar cada continente receberam o convite de Francisco, para dar um passeio no local com o papamóvel. A cerimônia também contou com o testemunho de três pessoas, entre eles, Rand, um rapaz da Síria, que pediu oração “pelo seu amado país”.

O discurso, que enfatizou a importância do protagonismo juvenil e da propagação da cultura da paz, impactou tanto quem estava no meio da multidão, como, os que rezavam com o papa pelos meios de comunicação e redes sociais, no Brasil.

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Lucas acompanhou o papa pelo Jovens Conectados

Para o maranhense, Lucas Monteiro, que acompanhou a oração pela Internet, o que mais lhe tocou foi saber que Deus não pensa no passado e limitações, mas, vê o potencial de cada um. “Isso é algo muito forte, porque Deus conta conosco do jeito que somos, com as nossas imperfeições, as nossas misérias, sempre acreditando que podemos chegar no horizonte – como Francisco disse, e que Deus não nos quer num museu. Para chegar ao horizonte, precisamos de esforço, caminhada, decisão e coragem”, refletiu.

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Maristela e sua amiga polonesa

A jornalista Maristela Ciarrocchi, pôde vivenciar de forma prática as palavras de encorajamento do papa. Ao seu lado na vigília, estava uma moça polonesa que havia partilhado a vontade de fazer faculdade de fisioterapia, mas, estava com medo de não conseguir custear os estudos. “Como ela não entendeu o discurso do papa, que foi em italiano, comecei a falar sobre acreditar em Deus e lutar pelos sonhos. Ao final da nossa conversa, os olhos da minha amiga brilhavam e percebi a graça de ser porta-voz da misericórdia na vida de alguém”, se emocionou.

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Raquel quer fazer a diferença no mundo

 

A estudante Raquel Maria reuniu a família e os amigos para vivenciar a vigília. “Quando o papa falou sobre sair do sofá e caminhar, senti um grande ânimo para continuar estudando, trabalhando, participando do meu grupo de oração e tantas outras coisas, pois, Deus quer façamos a diferença no mundo”, enfatizou.

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Renato Souza vivencia a vigília no Campus Misericordiae

 

O administrador Renato Souza relata que andou cerca de 17 quilômetros até o Campus Misericordiae, mas, que todo esforço valeu a pena por ouvir o direcionamento do sucessor de Cristo. “Foi pedida uma mudança concreta, precisamos sair do nosso conforto e ter atos concretos de misericórdia, ou seja, de nos tornarmos protagonistas de um mundo novo e construtores da paz”, afirma.

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Natália vai sair do sofá após a reflexão do papa

“Uma grande cutucada que renovou uma inquietude que estava adormecida”, essa foi o sentimento da jornalista paulistana Natália Paula, ao ouvir de sua casa, o discurso do papa. “Senti vontade de ir mais além do que tenho feito no meu dia a dia de maneira egoísta. Preciso sair do sofá e ir ao encontro de alguns sonhos que estavam adormecidos, como servir mais, ir ao encontro de quem pode precisar de mim”, disse.

 

Juliana (primeira à direita) e amigos voluntários

Juliana (primeira à direita) e amigos voluntários

Já a servidora pública Juliana Dutra, afirmou que falar de paz, não é um discurso que se aplica apenas no contexto de países que sofrem com a guerra, mas, uma atitude cotidiana em todos os ambientes, como trabalho, família, amigos e igreja.

Por Maria Amélia Saad, de Cracóvia

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