Com e para as Juventudes: Comissão Episcopal se reúne em São Paulo

Com e para as Juventudes: Comissão Episcopal se reúne em São Paulo

Dois dias de muito trabalho, doação e partilha. Assim foi a reunião dos jovens da Coordenação Nacional da Pastoral Juvenil e da equipe de Comunicação (Jovens Conectados), integrantes da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB.

O encontro aconteceu nos dias 21 e 22 de maio, no Instituto Pio XI, em São Paulo (SP), com a presença os bispos Dom Nelson Francelino Ferreira, bispo diocesano de Valença (RJ) e presidente da comissão, Dom Antônio de Assis, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belém (PA), e Dom Amilton Manoel, bispo diocesano de Guarapuava (PR), e dos assessores Irmã Valéria Leal e Padre Antônio Ramos Prado, sdb (Padre Toninho).

OS JOVENS EM UM MUNDO PÓS-PANDEMIA

Depois de mais de dois anos, foi a primeira reunião presencial da comissão. Os reflexos da pandemia na vida dos jovens e dos trabalhos de evangelização em todo o país foram os primeiros temas da reunião.

“A Juventude espera de nós o protagonismo da esperança. A pandemia do Covid-19 trouxe um certo desencanto, por isso é preciso ser profeta para retomar o caminho, profecia na caridade e na compaixão”, disse Dom Nelson.

Para Dom Amilton, é preciso compreender a vida dos jovens em seu contexto.

Para um grande número, Jesus Cristo é um incentivador de boas ações. Não mais uma proposta de experiência de vida. Isso não é religião, é espiritualidade. A pandemia, se por um lado afastou os jovens, também fez com que muitos se acomodaram em uma experiencia individualista da fé, não mais comunitária. Há muitas frustrações com as instituições, com líderes religiosos. O desafio é: como voltar a encantar os jovens para a vida em comunidade?”, questionou. O bispo ainda acrescentou a importância da comissão. “Se jovem evangeliza jovem, o coração acaba sendo o espelho e a atração de outros corações. O rosto e o coração dessa equipe são fundamentais, mesmo em meio à pandemia souberam se reinventar e levar o rosto jovem de Cristo”, refletiu.

Como forma de diálogo e construção coletiva, os jovens refletiram com os bispos a partir de duas perguntas: “O que o jovem espera da Igreja?” e “O que a Igreja tem a oferecer ao jovem?”. Dom Antônio externou algumas ideias que podem ajudar no fortalecimento da Pastoral Juvenil, favorecendo sua pluridimensionalidade.

A Pastoral juvenil tem que entrar nessa reconfiguração como projeto, não ficarmos parados nos mesmos esquemas do passado. É preciso voltar a dar atenção às dimensões lúdica, esportiva e cultural. Outra questão importante é a questão da sinodalidade para evitar o isolamento, o solidão e a morte. Como Pastoral Juvenil temos que cada vez mais incrementar a abertura ao outro com coração aberto, livre, que se aproxima. A Igreja foi sempre sinodal, vivendo a beleza da comunhão. A sinodalidade é uma resposta a esse mundo fragmentado”, disse.

PROJETOS DA COMISSÃO

Divididos em grupos, os jovens e os bispos puderam dar andamento aos trabalhos da comissão e os principais projetos, como a comemoração dos 15 anos de publicação do Documento 85 “Evangelização da juventude: desafios e perspectivas pastorais”, a Novena de Pentecostes, os subsídios Encontros, a Missão Jovem na Amazônia, que acontecerá de 15 a 25 de julho na Prelazia do Alto Xingu-Tucumã, no Pará, e materiais temáticos como o de políticas públicas.

O destaque foi a organização do Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil, que será realizado de 17 a 19 de junho em Niterói (RJ) com a participação de assessores da juventude de todo o país.

“O encontro era pra ter sido em 2020, mas foi impossibilitado por conta da pandemia. Agora, com os bispos e padres referenciais, estamos avaliando o Projeto IDE para um novo projeto de evangelização para o triênio 2022-2025. As bases serão o Documento 85, a exortação Christus Vivit, o IDE com suas experiências e desafios e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Não será levado um projeto pronto para o encontro de junho, mas será ele a oportunidade da construção conjunta”, explicou a assessora Irmã Valéria.

O projeto de evangelização terá como mística a passagem dos Discípulos de Emaus (Lc 21,13-35). A escolha desse trecho do Evangelho vem pelo desejo de um caminho metodológico que Jesus Ressuscitado ensina.

“Jesus viu e ele não vê e fica acomodado. Ele vai ao encontro, começa a caminhar junto, mas sem interferir na vida deles. E estando lado a lado, Jesus faz uma pergunta. Essa iniciativa pedagógica é muito importante para os dias de hoje. Jesus escuta serenamente, sem interromper. As falas das juventudes são diversificadas. Jesus então provoca um diálogo. Ele vai na mesma ‘vibe’ da juventude. Os corações dos discípulos ardiam pelo caminho porque reconhecem que a fala de Jesus é verdadeira. Ardeu de tal forma que eles começam a se converter. Eles queriam ardentemente estar com Jesus. E que significa o reconhecer a partir o pão? Não parte apenas da Eucaristia, mas da teologia da aproximação. É preciso resgatar e trazer esse pão à vista das juventudes. Essa perspectiva sinodal é muito atual e otimista para o trabalho com as juventudes”, explicou Padre Toninho.

 


PARA SABER MAIS

A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é o espaço que articula, convoca e propõe orientações para a evangelização da juventude, respeitando o protagonismo juvenil, a diversidade dos carismas, a organização e a espiritualidade para a unidade das forças ao redor de algumas metas e prioridades comuns. Hoje, além dos bispos titulares, a comissão conta com jovens representantes das expressões juvenis Pastorais da Juventude, Movimentos Eclesiais, Novas Comunidades, Congregações Religiosas e Grupos Paroquiais, e jovens comunicadores na equipe Jovens Conectados. (Clique aqui)

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