Voluntário da JMJ Madri conta como foi sua experiência

Voluntário da JMJ Madri conta como foi sua experiência

Lucasmonteiro

Destrave: O que é ser um voluntário na Jornada Mundial da Juventude?

Lucas: Ser voluntário não é apenas um status, é uma missão. É como diz a trecho da letra da música “A Barca”: ‘Meu cansaço que a outros descanse’. É a renúncia da peregrinação para que outros peregrinem. Não tem um motivo claro para ir como voluntário, penso que a caminhada e a construção do projeto de ir [como voluntário] foram acontecendo de uma forma tão natural que não vi outra possibilidade de ir a Madri senão como voluntário. É uma experiência única e inesquecível. Numa das últimas falas com o meu chefe do setor, ele escreveu na minha bandeira: ‘Continuemos a fazer história?’. Essa pergunta revela tudo o que foi a minha experiência.

Destrave: Como foi o trabalho na JMJ?

Lucas: Fomos a primeira equipe de redes sociais de uma JMJ e foi uma JMJ 2.0, na qual, pelas principais redes sociais, os peregrinos que não foram a Madri recebiam informações, fotos e vídeos daquilo que acontecia na cidade. Além de terem a oportunidade de compartilhar suas expectativas.

A grande missão era levar uma nova imagem da Igreja. Como fazer com que a juventude tomasse consciência da missão de suceder uma nova geração? É possível que os futuros governantes, empresários, profissionais liberais tenham passado por uma JMJ e tenham tido suas vidas transformadas.

Destrave: Qual foi sua experiência pessoal?

Lucas: Passei quase um mês em Madri e vivi uma mudança radical. Por vezes me pegava pensando: “Estou trabalhando por puro voluntariado para pessoas nas redes sociais que talvez nunca conhecerei pessoalmente, mas que estão próximas recebendo essas mensagens da JMJ e peregrinando juntas!”

O voluntariado depois de Madri não termina. No dia a dia você também acaba sendo voluntário, seja na pequena ação, seja respondendo ao chamado de uma grande missão. Tudo acaba fazendo com que o voluntariado continue acontecendo.

Com tudo isso passei a olhar mais para o outro com a abertura da novidade, no sentido de conhecer uma cultura nova, de entender a construção do caráter e do comportamento a partir do local onde a pessoa vive e suas origens. Estar aberto ao novo é um requisito fundamental para o peregrino que for à JMJ colocar no seu mochilão.

Destrave: Para quem quer ser um voluntário na JMJ deixe uma dica:

Lucas: Seja qual for sua condição, dedique-se à missão e a ame. O serviço do voluntariado exige muito física e espiritualmente. Por isso, viva cada dia do voluntariado de forma intensa e sempre faça uma reflexão do dia daquilo que pode melhorar e o que está bom. Os frutos desse voluntariado serão colhidos no final.

Do CN Destrave

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