São Sebastião: um jovem santo que deu a sua vida por Cristo

Publicado em 20 de janeiro de 2020 Por Seja o primeiro a comentar!

No dia 20 de janeiro, a Igreja celebra um dos seus santos mais conhecidos, São Sebastião, padroeiro de muitas comunidades, paróquias e cidades, como a do Rio de Janeiro. Na exortação pós-sinodal Christus Vivit, o Papa Francisco o coloca como um dos jovens santos que deram a sua vida por Cristo, sendo esses jovens “reflexos de Cristo jovem, que resplandecem para nos estimular e tirar fora da sonolência”. Segundo o pontífice, o Sínodo dos Jovens salientou que “muitos jovens santos fizeram resplandecer os delineamentos da idade juvenil em toda a sua beleza e foram, no seu tempo, verdadeiros profetas de mudança; o seu exemplo mostra do que os jovens são capazes, quando se abrem ao encontro com Cristo”. (Christus Vivit, 49)

Na exortação, Papa Francisco diz que “São Sebastião – no século III – era um jovem capitão da guarda pretoriana. Contam que falava de Cristo por toda a parte e procurava converter os seus companheiros, até quando lhe foi ordenado que renunciasse à sua fé. Como não aceitou, fizeram cair uma chuva de flechas sobre ele, mas sobreviveu e continuou a anunciar Cristo sem medo. Por fim, açoitaram-no até à morte”. (Christus Vivit, 51)

QUEM FOI SEBASTIÃO?

Apesar de poucas informações históricas, sabe-se que o jovem Sebastião era um corajoso membro da guarda do imperador Diocleciano e que viveu no século III. Por sua bravura, logo tornou-se primeiro capitão da guarda. Sebastião era cristão, criado em família cristã, em uma época na qual a Igreja e os cristãos sofriam duras perseguições por parte do imperador, quer queria aniquilar o cristianismo.

De forma secreta, Sebastião consolava os cristãos presos com palavras de conforto, testemunho e evangelização. Servindo-se do prestígio de sua posição, bem como de seus bens, assistia e encorajava os cristãos que aguardavam o martírio. Mas, após uma denúncia, foi apresentado a Diocleciano, que se sentiu traído. Sebastião, porém, deixou claro, com muita sabedoria e auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o império era esse serviço: denunciando o paganismo e a injustiça a partir da fé em Cristo Salvador.

O imperador, duro de coração, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensarem que estava morto, sendo deixado em um pasto com animais selvagens. Porém, uma mulher chamada Irene o resgatou secretamente e cuidou de suas diversas feridas.

Estátua de São Sebastião feita pelo artista italiano Giuseppe Giorgetti e que decora capela com as relíquias do santo

Milagrosamente recuperado, Sebastião foi aconselhado por seus amigos a fugir de Roma, mas – decidido a proclamar sua fé – apresentou-se novamente a Diocleciano, quando censurou a perseguição do imperador aos cristãos e inocente das acusações feitas a ele. Dioclesiano ordenou que Sebastião fosse açoitado até a morte. Depois, seu corpo foi jogado no esgoto da cidade de Roma, sendo resgatado por alguns cristãos que o sepultaram em uma catacumba clandestina na Via Appia, nos arredores da cidade.

Com o decreto do imperador Constantino permitindo o cristianismo, foi construída uma igreja em sua honra acima das catacumbas, denominada “Basilica Apostolorum”, por ter sido lá depositada durante quase 50 anos as relíquias de São Pedro e São Paulo, por medo de roubos e perseguições, e hoje tem o nome de Basílica Menor de São Sebastião Fora dos Muros.

São Sebastião, rogai por todos os jovens! 

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