Santa Catarina Tekakwitha: jovem índia que amou Cristo

Publicado em 17 de abril de 2020 Por Seja o primeiro a comentar!

Não há dúvidas que o chamado à santidade é feito a todos e um verdadeiro dom de Deus. E não há dúvidas também que este chamado ganha um potencial extra quando inspirado por aqueles que o responderam de forma generosa e de total entrega. Conhecer a história dos santos é uma forma da santidade estar ainda mais próxima de cada um. “Ser santo é para poucos! Coisa impossível!”, alguns dizem. Um triste engano. Diversos santos – em especial os jovens – testemunharam o amor. Mas como amar e se inspirar se não os conhecemos?

Na exortação pós-sinodal Christus Vivit, o Papa Francisco traz diversos santos que – mesmo envoltos ainda à juventude – deram um testemunho maduro de fé, uns bem conhecidos e outros não. Um deles, ao menos desconhecido por nós brasileiros: Santa Catarina Tekakwitha.

Ela nasceu em 1656 em uma aldeia indígena da América do Norte, sendo seu pai – um pagão – o chefe daquela nação. Sua mãe era cristã, catequizada pelos jesuítas, e transmitiu a fé para a pequena filha. Apesar de não poder dar o nome da sua santa de devoção à filha, visto que o nome sempre era escolhido pelo chefe da tribo – e o escolhido foi Tekakwitha -, sua mãe sempre a chamou de Catarina.

Ficou órfã ainda bem pequena e sobreviveu a uma epidemia de varíola, que a deixou parcialmente cega e com o rosto desfigurado pelas marcas da doença. Foi morar com o tio, que se tornou chefe da tribo, mas era maltratada e sofria perseguição por professar a fé cristã. Era tratada como uma escrava. Buscavam que ela negasse sua crença em Jesus Cristo, mas ela, fortalecida pela oração, continuava a testemunhar o amor pelo Salvador.

Catarina soube de uma missão jesuíta perto de Montreal e foi embora. Depois de caminhar mais de 300 quilômetros pelas florestas, foi acolhida pelos missionários, foi batizada e recebeu a primeira comunhão. Era comum se recolher por longos períodos na floresta e – junto de uma marca em forma de cruz que fez em uma árvore, rezada. Fez um voto de castidade e queria fundar um convento para moças indígenas, intenção que não foi aceita pela sua delicada saúde.

No dia 17 de abril de 1680, morreu com apenas 24 anos. Seu rosto desfigurado, tornou-se bonito e sem marcas momentos antes de falecer, milagre visto pelos que a acompanhavam. Com isso, sua fama de santidade se espalhou e possibilitou a conversão de muitos irmãos de sua etnia, tornando-a conhecida nas nações indígenas como “o lírio dos Mohanks”.

Junto a São Francisco de Assis, a santa recebeu da Igreja o título de “Padroeira da Ecologia e do Meio Ambiente”. Em 2002, na Jornada Mundial da Juventude do Canadá, o papa São João Paulo II a nomeou padroeira do encontro.

Santa Catarina foi beatificada por São João Paulo II, em 1980, e canonizada pelo Papa Emérito Bento XVI em outubro de 2012, tornando-se a primeira indígena nativa da América a ser proclamada santa.

Nas palavras do Papa Francisco, “Santa Catarina Tekakwitha, jovem leiga nascida na América do Norte, foi perseguida pela sua fé e, na sua fuga, percorreu a pé mais de 300 quilômetros através de espessas florestas. Consagrou-se a Deus e morreu dizendo: ‘Jesus, eu te amo!’”. (Christus Vivit, p.55)

Na estrada da nossa vida, mesmo que hoje de forma diferente, quantos quilômetros devemos percorrer para buscar a santidade? Pelo testemunho de Santa Catarina Tekakwitha, vamos juntos!

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