Jovens são maiores vítimas da violência no Brasil

Jovens são maiores vítimas da violência no Brasil

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Nem conflitos mundiais armados matam tanto. Foram mais de 556 mil mortes em uma década só no Brasil. O país chegou à maior taxa de homicídios de sua história, em 2012, com 150 assassinatos por dia. Em dez anos, o número de homicídios cresceu mais de 13%. Os dados fazem parte do Mapa da Violência 2014, dedicado a analisar os jovens no Brasil.

O sofrimento das famílias brasileiras aumentou, e muito, pelos jovens. Eles foram as maiores vítimas dos casos de

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violência no país. A maioria, 53,4%, entre 15 e 19 anos. Em 2012, as taxas de homicídios (segunda maior causa de mortalidade – veja gráfico) foram maiores em Alagoas (138,3), no Espírito Santo (101,7) e no Ceará (94,6), todos os números  para cada 100 mil habitantes. A violência contra os negros aumentou, de 2002 a 2012, 38,7%. Entre os brancos, no conjunto da população, o número de vítimas diminui de 19.846 para 14.928 na década.

Além da dor, o sentimento dos pais que perdem os filhos é de agonia. É o que conta o pai de uma vítima de um acidente de trânsito que ocorreu entre Alexânia (GO) e Brasília (DF), em dezembro de 2013. “A gente sente uma falta tremenda; acorda no meio da noite chorando, não vê motivos pra viver”, lembra. O filho único faz parte das estatísticas das mortes nas vias do país. O trânsito, grande vilão principalmente para quem vive sobre duas rodas, deixou mais vítimas em Rondônia – 47,2 mortes para cada 100 mil habitantes. Em seguida, vêm os estados do Piauí (46,7) e Paraná (44,6).

Captura de tela 2014-07-04 às 13.06.43De mais de cem países analisados, o Brasil é o sétimo mais violento. 20 dos 27 estados brasileiros tiveram aumento dos casos. Os estados com maior número de homicídios são Maranhão, Ceará, Paraíba, Pará, Amazonas, Rio Grande do Norte e Bahia. Na série histórica, o suicídio de jovens tem aumentado e bate recorde no rio Grande do Sul, em Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Roraima.

Na opinião de Nataly Roholl, advogada, membro da Comissão de Relações Internacionais da OAB-DF, a melhora das estatísticas deve partir do governo e da sociedade. “O que pode mudar o cenário são campanhas de conscientização, maior efetividade na legislação cível e penal e, sobretudo, uma resposta à sociedade de que, se crimes são cometidos, os culpados serão punidos”, analisa.

Um dado que chama a atenção é que, em cidades do interior, a violência tem aumentado. Segundo os organizadores da pesquisa, o desenvolvimento econômico de alguns municípios atraiu, também, a criminalidade. De acordo com o estudo, nos grandes centros urbanos, o investimento em políticas públicas tem aumentado, diferentemente de outras cidades de pequeno porte.

 

Por Felipe Rodrigues

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