Papa diz que beatificação de “Chiquitunga” é exemplo de vida para jovens

Publicado em 24 de junho de 2018 Por Seja o primeiro a comentar!

Chiquitunga viveu na primeira metade do século XX, aderiu com entusiasmo à Ação Católica e cuidou dos idosos, doentes e encarcerados.

Após a oração mariana do Angelus, deste domingo (24/06), o Papa Francisco recordou que neste sábado (23/06), em Assunção, no Paraguai, “foi proclamada Beata Maria Felícia de Jesus Sacramentado, no século Maria Felícia Guggiari Echeverría, monja da Ordem das Carmelitas Descalças, chamada por seu pai, e também pelo povo paraguaio, Chiquitunga.

“Viveu na primeira metade do século XX, aderiu com entusiasmo à Ação Católica e cuidou dos idosos, doentes e encarcerados. Esta experiência fecunda de apostolado, sustentada pela Eucaristia cotidiana, resultou na consagração ao Senhor. Morreu aos 34 anos, aceitando com serenidade a doença.”

“ O testemunho dessa jovem beata é um convite a todos os jovens, especialmente os paraguaios, a viverem a vida com generosidade, mansidão e alegria. ”

A seguir, o Francisco pediu um aplauso a Chiquitunga e a todo o povo paraguaio.

Depois, saudou os romanos e peregrinos presentes na Praça São Pedro, em particular os que vieram de Hannover e Osnabrück, na Alemanha, e os da Eslováquia.

Saudou também a comunidade romena que vive na Itália, fiéis italianos de várias partes do país e um grupo de ciclistas de Sesto San Giovanni.

Enfim, despediu-se, pedindo a todos para não se esquecerem de rezar por ele.

Conheça mais da jovem Beata

Maria Felícia nasceu em Villarica do Espírito Santo, no Paraguai, em 12 de janeiro de 1925, em uma família profundamente cristã. Em 1941, entrou para a Ação Católica de Villarica, na qual serviu a Deus dando catecismo às crianças, ajudando os jovens trabalhadores e estudantes universitários e servindo aos pobres, doentes e idosos em suas necessidades materiais e espirituais. Queria ser santa para dar algo mais aos irmãos.

Maria Felícia de Jesus Sacramentado OCDS

A Serva de Deus jamais se descuidou dos atos de piedade, aconselhados pelo seu diretor espiritual: meditação, Missa e comunhão diária, além da oração dos quinze mistérios do Rosário. Era uma alma acostumada a viver em íntima união com Deus.

Chiquitunga dedicou-se ao apostolado e à oração, ou melhor, ao Apostolado da Oração. Seu grande dilema era “como resolver o que fazer em sua vida”. Por isso, adotou o lema: “Servir-vos com integridade de vida, onde quer que seja, porém, consagrando-vos minha pureza e virgindade”.

Por muito tempo, Chiquitunga alimentou seu desejo de ser missionária, mas o Senhor lhe reservava outro destino. Aos 30 anos, no dia 2 de fevereiro de 1955, entrou para o mosteiro das Carmelitas Descalças, em Assunção, onde recebeu o hábito religioso da Virgem Santíssima e o nome de Maria Felícia de Jesus Sacramentado.

A jovem Chiquitunga “nos mostra que o caminho das Bem-aventuranças é um caminho feito de plenitude. É possível, é real e enche o coração”, escreveu o Papa Francisco em seu discurso aos jovens do Paraguai, durante sua viagem ao país, em julho de 2015, citando como exemplo Maria Felícia de Jesus Sacramentado, Chiquitunga, como seu pai a chamava carinhosamente por causa de seu físico magro, em contraste com a força de sua personalidade e fé.

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