JMJ de Lisboa: conheça o Projeto “Say Yes – aprender a dizer sim” destinado aos jovens

Publicado em 13 de setembro de 2019 Por Seja o primeiro a comentar!

A Jornada Mundial da Juventude de 2022, confirmada para Lisboa, motivou os bispos do país a desenvolver um projeto junto aos adolescentes que frequentam a catequese em Portugal. A proposta “Say Yes – aprender a dizer sim” vai acompanhá-los até o evento, através do estudo da história das JMJs dos últimos 30 anos, contribuindo com novos modelos para renovar as aulas da “catequese da adolescência”.

Projeto “Say Yes – aprender a dizer sim”

O projeto vai começar a ser aplicado no início do novo ano pastoral, para que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2022 “não passe ao lado” dos que daqui a três anos serão os “potenciais peregrinos” do maior evento católico do mundo.

“Assim que foi anunciado que a próxima JMJ ia ser em Lisboa, vimos isso como uma oportunidade para lhes proporcionar uma experiência de conhecimento”, explica à Renascença o responsável pelo setor de catequese do Patriarcado de Lisboa, padre Tiago Neto.

A experiência “consiste num percurso que procura dar a conhecer aos adolescentes a história das Jornadas Mundiais da Juventude desde 1986, quando foram lançadas pelo Papa João Paulo II, até à última jornada, no Panamá, em 2019. E, a partir da história das jornadas, dar a conhecer aquilo que são as problemáticas que os diversos Papas apontaram nas mensagens que escreveram aos jovens ao longo destas décadas”, avança o Tiago Neto, para quem ter “este conhecimento e este pano de fundo” ajudará a viver melhor o momento. E, afinal, os adolescentes são os “potenciais destinatários do encontro” que Lisboa vai acolher.

O projeto tem exatamente a duração de três anos – o tempo que falta para a JMJ. “O 1.º ano é para todos, o 2.º ano é para todos, e o 3.º ano é para todos. Não procura ser um programa muito estruturado, do ponto de vista dos conteúdos da fé, mas toca as temáticas das mensagens que os Papas escreveram, e reconhece aquele que é o grande dom das jornadas para a Igreja e para nosso tempo”.

“Vamos trabalhar cinco JMJ por ano. Cada jornada terá sensivelmente quatro semanas, em que vai ser trabalhado o conhecimento de cada mensagem que cada Papa escreveu aos jovens, e a forma como as problemáticas que cada uma evidenciou estão, ou não, presentes na vida dos jovens atualmente. A segunda semana será dedicada ao encontro com a Palavra de Deus, e a terceira será toda ela uma experiência de oração. O quarto encontro será a tentativa de programar um projeto de evangelização, ou de missão, na comunidade cristã, no mundo, na família, no próprio grupo”, explica ainda.

Segundo o padre Tiago Neto, os adolescentes vão ser os “protagonistas do seu próprio percurso de catequese”, porque “embora haja uma base de trabalho, que são as JMJ e os conteúdos propostos, ao nível da definição dos projetos de intervenção, eles vão ser convidados a escolher o seu próprio programa e a desenvolver três projetos de missão, nos quais procurarão pôr em prática aquilo que é a reflexão que vão tendo nos encontros de catequese e aquilo que ecoa das mensagens dos Papas”.

Padre Tiago Neto, diretor do setor da catequese.
(Créditos: Agencia ecclesia)

Reconhecendo que a adolescência é uma das idades “mais difíceis”, também na catequese, no sentido em que muitas vezes é por esta altura que muitos se afastam da Igreja, Tiago Neto explica que “uma das características que está subjacente a esta proposta de caminhada catequética é a possibilidade dos jovens se envolverem em projetos que sejam mais extensos do que a própria catequese, que eles consigam sonhar para além daquilo que são os anos de catequese”.

E explica: “Por exemplo, um grupo que desenvolve um projeto de voluntariado e que escolhe ir em missão para um país de África, ou outro, daqui a quatro ou cinco anos, a ideia é que o projeto não os fixe apenas naquilo que é a sua realidade hoje, mas que os possa lançar para o futuro. Por outro lado, o facto de termos um projeto que conduz às Jornadas, quebra o ciclo habitual dos anos de catequese, para que eles percebam que a Igreja continua para eles.”

O “Say Yes” já foi apresentado, em Fátima, aos diversos Secretariados Diocesanos de Catequese, que podem também segui-lo. De resto, o projeto pretende contribuir para a renovação da catequese com adolescentes, que tudo indica se concretizará depois da JMJ.

Imaginário com Santos de Lisboa e formação de catequistas

No percurso proposto pelo projeto, os adolescentes vão ficar a conhecer “Veríssimo, Máxima e Júlia”, três mártires de Lisboa do tempo romano que acompanharão, “em vídeo e numa linguagem atual”, o percurso rumo à JMJ Lisboa de 2022.

“Nesta caminhada os adolescentes vão estar acompanhados por um ‘diário de bordo’, com vários materiais que ajudarão os mais novos a fazerem uma caminhada pessoal e em grupo”, explica o padre Tiago.

Os catequistas envolvidos também terão de receber formação. “Ao longo dos três anos de ‘Say Yes’ estão previstos quatro encontros anuais de formação. Implica um trabalho grande em equipa, o que não é muito comum, porque tantas vezes os catequistas trabalham isoladamente”, explicou ainda à Renascença.

As inscrições abriram dia 4 de julho, e, segundo os dados oficiais a que tivemos acesso, até esta segunda-feira já se inscreveram no projeto 9300 adolescentes e 1100 catequistas. As inscrições podem ser feitas AQUI.

 

da redação, com informações da Rádio Renascença (Ângela Roque)

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