Uma história por trás da Cruz!

Publicado em 25 de janeiro de 2020 Por Seja o primeiro a comentar!

Dentre os jovens brasileiros que carregaram a cruz da Via Sacra, na JMJ 2019, estava Marcus Vinícius, que um ano antes da Jornada, esteve no processo de reabilitação de dependência química na Fazenda da Esperança. 

Há um ano atrás, jovens do mundo inteiro, rezavam com o Papa Francisco a Via-Sacra, que na Jornada do Panamá teve como tema “a realidade dos jovens e a Igreja Mártir”. Em cada uma das estações, jovens de um dos países do continente americano, conduziam a Cruz. Coube aos brasileiros levarem o símbolo da JMJ na oitava estação, fazendo memória do auxílio que Simão de Cirene deu a Jesus, no trajeto rumo ao Calvário.

Marcus Vinícius ( o segundo, da esquerda para à direita) fazia reabilitação de dependência química na Fazenda da Esperança, um ano antes da Jornada. Na JMJ do Panamá, ja era voluntário da Fazenda. (Foto: Fazenda da Esperança).

Dentre os jovens brasileiros, estava Marcus Vinícius Mantovani, jovem de 24 anos, natural de Aparecida, SP. Como os outros jovens que participaram daquele momento de oração e contemplação, Marcus se emocionou ao ouvir as meditações de cada estação e, sobretudo, a fala do Papa. “Eu nunca imaginava ficar tão perto do Papa, como estive. Suas palavras me confortavam, me abraçavam, respondendo muitas dúvidas que trazia comigo”, afirmou.

Mas Marcus tinha um motivo especial para se sentir abraçado pelo Papa e também por tantos jovens que nem ao menos conhecia. Um ano antes do evento, o jovem fazia reabilitação de dependência química na Fazenda da Esperança.

Aos 15 anos, Marcus passou a se envolver com o mundo das drogas. “Foram anos de sofrimento, não só para mim mas para minha mãe e toda minha família. Nos meus 22 anos, já era envolvido no tráfico de drogas, onde conheci o crack. Com 6 meses de consumo do crack, não aguentava mais aquela situação, pois para mim não era vida, então pedi ajuda dos meus familiares”, contou.

Por meio de uma prima, Marcus Vinícius conheceu a Fazenda da Esperança, onde fez um ano de reabilitação. O jovem falou que o apoio de sua família foi fundamental no processo de recuperação. “No começo foi um pouco difícil pelo medo que elas tinham da recaída (mãe e irmãs), mas temos uma ótima relação somos muito amigos, trabalhamos sempre com a verdade”, afirmou Marcus, que contou com uma grande ajuda de sua mãe e de suas irmãs para participar da JMJ do Panamá: “Foram elas que me ajudaram a conseguir todo o dinheiro da passagem. Minha mãe e minhas irmãs são minhas melhores amigas”. No período da JMJ, Marcus Vinícius já era voluntário da Fazenda e revelou que, ao carregar a Cruz da Jornada, representava todos os jovens que carregam a cruz diária da adicção.

Experiência no Panamá e o pós JMJ

“Voltar para casa, abraçar sua família e pôr em prática o que aprendeu”, estas foram as metas do “pós JMJ” de Marcus. “Venho tentando ser essa esperança jovem na comunidade onde moro, no meio familiar, entre os amigos e com todos ao meu redor, pois desejo praticar tudo o que me foi ensinado da sabedoria de Deus, através de cada pessoa ali presente”, disse.

Marcus já se prepara para a próxima JMJ, que será realizada em Lisboa, Portugal, no ano de 2022 e espera ansiosamente pelo evento, pois, diz saber que viverá na Jornada grandes experiências. “Foi sensacional estar em um evento tão grande, sem drogas, brigas, com o respeito de um jovem para com o outro… por mais uma vez sentir que posso viver sem ter que estar nas baladas, bebendo, me drogando e que tem jovens que buscam isso, em todos os lugares do mundo. Espero ansiosamente pela próxima jornada, que será em Lisboa e pelas grandes experiências que lá tenho a certeza que viverei”, concluiu.

Por Maurício Lucena, da Redação do Jovens Conectados.

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