Um relato sobre a JMJ Madri

Publicado em 24 de janeiro de 2012 Por Seja o primeiro a comentar!

Em Sevilha, mais de 3 mil jovens foram acolhidos para os dias de preparação na Diocese. A chave de toda a evangelização e de muitos frutos, segundo a organização, foi a adoração.

Durante dois anos, antes da JMJ, eles se reuniram semanalmente para a adoração. Cada semana era organizada por uma pastoral ou um movimento, mas sempre com esta intensão: orar pelo êxito da JMJ.

Esta é a juventude do Papa!

Alegria, fraternidade e unidade são as palavras que expressam o sorriso da juventude que estava lá, debaixo do sol e da chuva, mas firmes na fé!

O objetivo da JMJ, criada em 1985 pelo Papa João Paulo II, é revitalizar a Igreja local onde ela acontece e também a Igreja do mundo inteiro. O que mais impressionava era realmente ver aqueles jovens celebrando a fé, um dom que não é único e, sim, universal.

Em clima de alegria e fé, os jovens esperaram a chegada do Papa Bento XVI, o sucessor do Apóstolo Pedro, na Praça Cibelles, em Madri. Eles tinham se preparado espiritual e economicamente para estar ali, vindos de mais de 150 países.

“Deus concedeu-me a graça de vos poder ver e vos ouvir mais de perto, e de nos colocarmos juntos à escuta da sua Palavra.” (Papa Bento XVI)

Estas palavras do Papa Bento XVI, na cerimônia de sua acolhida em Madri, resumem o que Ele nos convidou a viver naqueles dias. Em alguns momentos, ele parava de andar e conversava com um jovem ou simplesmente olhava em seus olhos. O jovem precisa ser amado, valorizado, saber que Jesus o espera para uma entrega radical, um chamado à santidade. Para isso, como nos diz São Paulo, no trecho escolhido para lema da JMJ Madri, temos de estar “Enraizados e edificados em Cristo. Firmes na fé” (Cl 2,7).

A JMJ teve atos centrais, que foram: Missa de Abertura, acolhida do Papa, Via-Sacra, Vigília com Adoração Eucarística e Missa de encerramento e envio. Durante três manhãs, os jovens se reuniram em diversas igrejas para catequese, testemunhos e celebração eucarística. Houve, assim, intercâmbio cultural, partilha de oração e oportunidade de encontro pessoal com Cristo.

Nas catequeses, e também no parque do Retiro, havia sacerdotes para ouvir confissões. O próprio Papa Bento XVI atendeu às confissões de três jovens. Durante toda a noite de vigília no Aeroporto de Quatro Ventos, padres atendiam às confissões de muitos jovens. 

“Queridos jovens, que o amor de Cristo por nós aumente a vossa alegria e vos anime a permanecer junto dos menos favorecidos.” (Papa Bento XVI)

Na Via-Sacra, o Papa Bento XVI nos convidou a realmente entender o grande amor de Jesus a cada um de nós: um amor que não se acaba nessa relação pessoal com Ele, mas que nos leva  ao outro, a suas necessidades, para que possamos ser comunidade de irmãos. Nas estações da Via-Sacra, jovens de diversas condições carregaram a Cruz Peregrina da JMJ, doada pelo Papa João Paulo II. Um grupo de brasileiros, da Fazenda Esperança, levou a cruz em uma das estações, representando todos os jovens que sofrem com a dependência de drogas, álcool e, por isso, são excluídos. Foram momentos fortes, quando oramos uns pelos outros, pelas dores do mundo todo e, em especial, pelos pais que veem seus filhos se perder.

O Papa também nos convidou a olhar o sofrimento do nosso irmão, a sofrer com ele, a não passar longe, mas ser instrumento de amor e misericórdia. Ele encerrou o discurso dizendo: “A Igreja precisa de vocês, jovens. E vocês, jovens, precisam da Igreja”. Estar “enraizado na fé” significa também estar em comunhão com a Igreja, viver a unidade que Ela nos pede, e rezar uns pelos outros.

“Voltemos agora os nossos olhos para a Virgem Maria, que nos foi entregue por Mãe no Calvário, e supliquemos-lhe que nos apoie com a sua amorosa proteção no caminho da vida.” (Papa Bento XVI)

Em um país consagrado a Nossa Senhora, em todos os seus discursos, o Papa nos convidou a uma entrega total na intercessão de Maria em nossa vida. Ela, a educadora de Jesus, com Ele sofreu junto à Cruz. Depois, esteve com os discípulos no Cenáculo. É ela quem nos guia na doação de nossas almas ao Coração de Cristo, sem reservas.

A Catedral de Madri, dedicada a Santa Maria, “a Real”, também é uma lembrança de que todo o que disser “Sim” à vontade do Pai, como a Virgem, receberá o cêntuplo e a vida eterna. A JMJ foi um convite a mergulhar na fé, na certeza de salvação. Momento de graça e fé!

“Com esta confiança, queridos seminaristas, aprendei d’Aquele que se definiu a Si mesmo como manso e humilde de coração.” (Papa Bento XVI)

Na Missa celebrada para os seminaristas, na Catedral de Madri, o Santo Padre fez um apelo para que aceitassem ser continuadores da missão de Cristo, vivendo a caridade para com todos, em particular em relação aos afastados e aos pecadores, e sendo instrumentos para que todos voltem ao Caminho – Jesus.

Cristo é o Bom-Pastor, o que cuida das ovelhas, o que vai buscar aquelas que estão feridas. Ele é quem deve ser o Mestre em todas as ações: “Configurar-se com Cristo comporta, queridos seminaristas, identificar-se sempre mais com Aquele que por nós Se fez servo, sacerdote e vítima.” Este é um caminho de formação, santidade e obediência.

O Papa Bento XVI também esteve com jovens religiosas, jovens professores e pessoas que trabalham na Fundação e Instituto São José, um lugar de recuperação para jovens que sofrem exclusão. Outro encontro foi com os voluntários, que trabalharam incessantemente durante todo o evento; eram mais de 2 mil jovens, de mais de 80 países.

“Queridos amigos! Obrigado pela vossa alegria e pela vossa resistência! A vossa força é mais poderosa que a chuva. Obrigado! O Senhor, com a chuva, mandou-nos muitas bênçãos.” (Papa Bento XVI)

No sábado à noite, após grande chuva e vendaval, os jovens se mantiveram no Aeroporto de Quatro Ventos, no anseio de ter um encontro pessoal com Cristo na Adoração Eucarística. Foi impressionante ver a disposição do Santo Padre, que, apesar do temporal, nos disse: “Se vocês ficam aqui, eu também ficarei”! Os jovens provaram que eram firmes na fé! “Nenhuma tempestade, sede ou fome pode nos tirar daqui! Estamos aqui por algo que é bem mais forte que tudo isso: Jesus em nossa vida!”, explicou o jovem Everton de Moraes, de São Bernardo do Campo (SP).

O Papa também convidou, naquele momento, a pedir respostas a Jesus Eucarístico sobre a vocação de cada um na Igreja, sem ter medo de responder ao chamado de Deus. 

“É impossível encontrar Cristo e não O dar a conhecer aos outros. Por isso, não guardeis Cristo para vós mesmos. Comunicai aos outros a alegria da vossa fé.” (Papa Bento XVI)

No domingo, na Celebração Eucarística de envio, o Papa nos chamou a realmente anunciar, pelos cinco continentes, tudo o que vivemos ali, na JMJ. Este encontro com Cristo nos impulsiona  a ser  missionários, voltar para nossa família e amigos e anunciar a  alegria de estar na Igreja, e ser realmente propagadores do seu amor no mundo. Viver a fidelidade ao amor e à confiança que Cristo, que nos escolheu, deposita em nós. 

“A sede da próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2013, será o Rio de Janeiro. Peçamos ao Senhor, desde já, que assista com a sua força quantos hão de pô-la em marcha.” (Papa Bento XVI)

A alegria e a empolgação, características dos brasileiros, destacaram-se no encerramento da JMJ. Poder sediar o maior evento da Igreja Católica é uma grande missão! Vamos, em 2013, acolher peregrinos que desejam ter um encontro pessoal com Cristo e a Igreja.

Para tanto, o tema da JMJ em 2013: “Ide, pois, fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19), já foi anunciado, e nos coloca em missão desde o momento que saímos de Madri.

Recebemos no dia 18 de setembro de 2011, em São Paulo, a Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora, símbolos dados pelo Papa João Paulo II, para que visitem todo o nosso país, preparando-nos para acolher os jovens e dando novo ânimo ao nosso povo.

As duas imagens vão peregrinar por todo o Brasil até abril de 2013. Depois, devem ir para o Rio de Janeiro, onde ficarão até a realização da JMJ, que acontecerá de 18 a 23 de julho de 2013, se Deus quiser!

Contamos com as orações do AO e do MEJ. Convidamos todos a viver com grande espiritualidade o momento em que esses símbolos passarem por sua Diocese. Façam a experiência de tocar na Cruz, rezar com ela, o grande sinal da nossa salvação. Assim, também, orem com os olhos do ícone de Nossa Senhora, que é muito forte e penetrante.

Depoimento de Everson Lima, Coordenador Nacional do MEJ, que participou da JMJ

“A JMJ Madri 2011 transformou minha vida. Estar lá foi uma bênção. Momentos de encontro face a face com Cristo fizeram de mim uma pessoa nova!

Como é lindo ver jovens de todo o mundo, cada um em sua língua, professando a mesma fé!

Um dos momentos mais marcantes foi estar com o MEJ Mundial no encontro na Parroquia Nuestra Señora de Europa. Jovens de países diferentes mostrando a diversidade de culturas em unidade no Sagrado Coração de Jesus. Foi lindo!

Muito emocionante, também, foi a acolhida que tivemos, Hayeska Costa e eu, quando encontramos Pe. Claudio Barriga, SJ, e Irmã Lourdes Várguez García, RJM. Foi muito bom conhecê-los pessoalmente! Pessoas fantásticas e que amam o MEJ. Senti isso quando os abracei”.

Por Maristla Ciarrocchi

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