São Sebastião: jovem discípulo de Cristo

Publicado em 20 de janeiro de 2012 Por Seja o primeiro a comentar!

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-O padroeiro do Rio tem tudo a ver com a juventude, e quem recebe os milhões de peregrinos para a JMJ RIO2013 não é somente o seu embaixador, o Cristo Redentor com seus braços abertos, mas também o jovem mártir e mensageiro da paz, São Sebastião, afirmou Padre Omar Raposo, da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

São Sebastião nasceu em Narbonne cidade localizada no sul da França, na segunda metade do século III. Os pais eram oriundos de Milão, na Itália. São Sebastião, desde cedo, foi muito generoso e dado ao serviço. Recebeu a graça do santo batismo e zelou por ele em relação à sua vida e à dos irmãos.

Por volta dos 25 anos, tornou-se soldado do Império Romano. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do pessoal do imperador, um cargo de extrema imprtância. Esse grande homem de Deus tornou-se um protetor dos cristãos sem que as autoridades soubessem – pois, nesse tempo, ocorria uma das mais terríveis perseguições de todos os tempos, a que foi promovida pelo imperador Diocleciano.

O jovem São Sebastião consolava, secretamente, os cristãos que eram presos. São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também como apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos. Também foi apóstolo dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. O coração de São Sebastião tinha esse desejo: tornar-se mártir.

O santo soldado foi denunciado e lá estava ele, diante do imperador, que estava muito decepcionado com ele por se sentir traído. Mas esse santo deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o Império era esse serviço de proteção e consolo aos cristãos; denunciando o paganismo e a injustiça.

São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensarem que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça. Ela libertou-o e cuidou de suas feridas. Ao recobrar sua saúde depois de um tempo, apresentou-se novamente para o imperador, pois queria o seu bem e o bem de todo o Império. Foi então novamente preso e espancado até a morte.

O arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, durante a Trezena de São Sebastião realizada neste ano, exortou os fiéis a lembrarem do mártir como um jovem que testemunhou a fé.

– Nós conhecemos muitas pessoas que vivem como heróis e testemunham Jesus Cristo. E a Igreja também reconhece aqueles que ela já beatificou e canonizou. Como diz a Carta aos Hebreus: “A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se veem. Por ela, os antigos receberam um bom testemunho de Deus. Portanto, com tamanha nuvem de testemunhas em torno de nós, deixemos de lado tudo o que nos atrapalha e o pecado que nos envolve”. São Sebastião é uma dessas testemunhas que compõem essa tamanha nuvem que está escrita em  Hebreus. Precisamos olhar para ele não só como intercessor, mas como aquele que testemunha a fé – afirmou Dom Orani.

São Sebastião, rogai por nós!

Com informações da Canção Nova e da Arquidiocese do Rio de Janeiro

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