Juventude gaúcha prepara segunda edição do Bote Fé no Rio Grande do Sul

Publicado em 5 de outubro de 2015 Por Seja o primeiro a comentar!
Reunião de preparação com os organizadores do evento.

Reunião de preparação com os organizadores do evento.

A juventude gaúcha está se preparando para participar de mais uma edição do “Bote Fé”. Nesse ano, o evento acontecerá nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, no Anfiteatro Pôr do Sol, em Porto Alegre (RS). Estão sendo esperados jovens vindos de cidades de todo o Estado e das 18 (arqui)dioceses gaúchas. Momentos de troca de experiências, alegria, oração e espírito de missão são esperados para esse grande encontro, que irá reunir milhares de jovens com o mesmo ideal.

As atividades iniciam no dia 31 de outubro, com o Hollywins na PUCRS, que terá missa, show e apresentação de teatro. Está programado um momento para troca de experiências e de convívio com diferentes realidades e famílias. Os jovens peregrinos serão recebidos por famílias da Arquidiocese de Porto Alegre, no pernoite de sábado para domingo, num espírito de hospitalidade e acolhida. No dia 1º de novembro, acontece o grande Show Bote Fé, no Anfiteatro Pôr do Sol.

O evento tem como inspiração as palavras do Papa Francisco que reforça, constantemente, o chamado de todos à missão: “Ide, sem medo, para servir”. E ainda acrescenta: “Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem! Este é o caminho a ser percorrido por vocês!”. Com essa mensagem do Santo Padre, são esperados milhares de jovens para que, após este encontro sejam enviados a levar Cristo a todos e para todos os cantos do estado do Rio Grande do Sul.

Preparação para o grande momento do Bote Fé

Para que esse grande evento ocorra, os jovens das diversas (arqui)dioceses vivem uma intensa preparação. Em momentos de partilha, avaliação, formação e planejamento, os jovens mostram a sua disposição e entusiasmo no trabalho e entrega ao próximo. Diversos momentos de reflexão foram preparados para que assim, a juventude possa também assumir maiores compromissos na comunidade na qual estamos inseridos.

Para cumprir toda a agenda programada desde o início do ano, foi necessária muito preparação. Dessa forma, foi proposto um novo ciclo de formação de multiplicadores, alinhado com a formação de novas lideranças., o que contou com o apoio do Curso de Dinâmicas para Líderes (CDL). Jovens se reuniram em grupos para refletir e discutir assuntos de extrema importância, tanto para a Igreja quanto para a sua própria vida. Com o propósito de repassar esse conhecimento e de formar novos líderes nas comunidades, pessoas dispostas a trabalhar e auxiliar nos projetos da Igreja, o curso superou as expectativas, de acordo com a coordenadora do Serviço de Evangelização da Juventude do Regional Sul da CNBB, irmã Zenilde Fontes. O CDL ocorreu em diferentes cidades do Estado e contou com a presença de jovens de todas as dioceses.

Semana Missionária

De 20 a 26 de julho, estiveram reunidos em Porto Alegre quase 50 jovens de diferentes dioceses do estado para a Semana Missionária. Com uma proposta de evangelização em missão, a Semana proporcionou um olhar diferente a várias realidades distintas. Durante essa Semana, a juventude gaúcha esteve reunida para conhecer realidades até então desconhecidas e desprezadas pela sociedade. Nos primeiros dias, os missionários reviveram a sua fé em reflexões sobre a Palavra de Deus e as realidades com as quais se encontrariam nos dias seguintes. Depois de conhecer os colegas de missão, também foi possível compreender o princípio do evento que os reunia por um objetivo em comum.

Durante a Semana Missionária, os jovens estiveram em contato com realidades de pessoas que vivem com Aids, moradores de rua, papeleiros, população carcerária e comunidades à margem da sociedade. Em cada dia de missão, o retorno dos missionários era marcado por partilhas ricas em vontade de mudança, em depoimentos de arrependimento e de esperança, em palavras de conforto, em dizeres e sorrisos no rosto de pessoas que, mesmo sofrendo de uma doença sem cura, levavam a vida com garra e muita fé. Muitos testemunhos foram dados demonstrando, às vezes com lágrimas, a vontade de querer ajudar o próximo e de poder estar com pessoas que precisam de uma palavra de afeto e de carinho.

Momento de formação: Curso de Dinâmicas para Líderes

Para auxiliar ainda mais nesse momento de formação, ocorreu a segunda fase do CDL e, dessa vez, os jovens se reuniram em Porto Alegre, de 7 a 9 de agosto. Assim, articuladores e comunicadores foram convidados a refletir sobre o que os levou a escolher realizar o trabalho com a juventude em suas dioceses e comunidades. O curso teve objetivo de criar identidade, entusiasmo e mística que assim, motivam a entrega por uma causa maior.

E para atingir esse objetivo, foram estudados temas necessários para que as lideranças juvenis evangelizem outros jovens: espiritualidade que liga a fé e a vida, a centralidade da Palavra de Deus, o despertar de uma consciência crítica e a definição de uma projeto de vida.

Relato de caminhada

De acordo com Irmã Zenilde, todo o processo de caminhada em preparação à primeira edição do Bote Fé foi realizado em conjunto com as 18 dioceses do estado. “Desde a vinda da cruz peregrina da Jornada Mundial da Juventude e do ícone de Nossa Senhora, somos convidados a levar esses sinais para os lugares de dores e sofrimentos humanos”, conta Irmã Zenilde.

A partir desse momento, diversas experiências foram realizadas no Rio Grande do Sul a partir de lugares de dores e sofrimentos, o que teve continuidade com a Semana Missionária, quando foram acolhidos os peregrinos que vieram para a JMJ no Rio de Janeiro. “Ali também, nós tínhamos um convite de ir para essas realidades de maior vulnerabilidade social e fazer essa experiência de irmos ao encontro”, relembra irmã Zenilde Fontes.

A irmã ressalta ainda que, na Missa de envio da JMJ, o Papa Francisco motivou os gaúchos, de forma especial, a viverem novamente essa experiência de missão. “A partir daí, começamos a trabalhar na dimensão do serviço, do diálogo, do anúncio e do testemunho de comunhão eclesial”, relata ao mencionar a experiência de missão realizada no início de 2014 e as propostas para 2015. Nesse sentido, pensou-se na realização da Semana Missionária Gaúcha que, novamente, irá envolver as 18 dioceses do Rio Grande do Sul.

Expectativas para o evento

Ainda segundo irmã Zenilde, esta nova edição do Bote Fé será uma grande oportunidade para as bandas mostrarem o seu talento e cultura da música relacionada com a religiosidade dos jovens. “É promover toda essa força juvenil, essa força musical, com que tanto a juventude se identifica e que toca o coração através da oportunidade das bandas subirem ao palco, tocarem ou conhecermos outras bandas e aprofundarmos toda essa nossa cultura musical e religiosa que nós temos. Talvez sejam talentos que nós temos escondidos aí e que a gente não consegue dar visibilidade”, acrescenta.

Segundo o comunicador da Diocese de Cruz Alta e do Eai?Tchê, João Francisco Bóllico, a caminhada de fé e evangelização “é intensa e de uma significação ímpar na vida dos jovens, pois apresenta um mundo onde o adolescente é convidado a viver a juventude como ela é, mas sem deixar de ser cristão ativo e participante na comunidade católica em que compreende a sua participação”.  João Francisco enfatiza também que agora todo esse trabalho intenso e forte na vida de inúmeros jovens será celebrado no dia 1° de novembro no Anfiteatro Pôr do Sol, em Porto Alegre, com um show cultural no qual bandas regionais, estaduais e nacionais irão animar a festa que comemora o encerramento de êxito dos trabalhos de assessoria, comunicação e articulação da evangelização jovem católica gaúcha e celebra o início dos trabalhos rumo ao jubileu dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida.

Irmã Zenilde comenta que se espera muita diversidade para esse grande evento: “Esperamos ainda celebrar nesse Bote Fé a diversidade de expressões de rostos e de pluralidade e expressões juvenis que nós temos no nosso estado. Aqui nós queremos viver, celebrar, confraternizar, com essas diferenças, com essa riqueza carismática que nós temos da Igreja e do rosto jovem da Igreja do Rio Grande do Sul”.

Da redação, com colaboração de Cleusa Jung (voluntária Regional Sul 3 da CNBB)

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