Jovem dá testemunho sobre passagem dos Símbolos da JMJ em Campos

Publicado em 17 de maio de 2013 Por Seja o primeiro a comentar!

A jovem Érika ao lado da Cruz, em Campos dos Goytacazes

Érika Souza é uma jovem da Diocese de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Ela enviou o seu testmunho sobre a peregrinação dos Símbolos da Jornada Mundial da Juventude em sua diocese, que aconteceu nesta semana.

Você também pode enviar o seu testemunho e suas fotos, e eles poderão ser incluídos no livro que será presenteado ao Papa Francisco. Quer participar? Clique aqui e veja como.

Com a palavra, a Érika:

………

Apesar de me sentir indigna, segue abaixo o meu testemunho.

Nunca imaginei na minha vida viver tudo isso que temos vivido nestes últimos dias. Posso dizer que, apesar de eu caminhar na Igreja há dez anos, foi quando comecei a servir no  Comitê Diocesano Organizador da JMJ em minha diocese que minha vida se transformou radicalmente. Se algum dia antes eu cheguei a me vislumbrar e até mesmo pregar o tão falado “ardor missionário”, enfim, tem sido neste tempo de Jornada que o tenho experimentado, exercido e o visto crescendo dia a dia.

Sou formada em Comunicação Social, sempre fui ótima aluna, mas pouco exerci a profissão, inclusive nem trabalho na área atualmente, o que sempre me fez sentir muito incapaz de servir a Deus com este talento que Ele me confiou.

Quando fui chamada a compor a equipe do CDO de Campos, logo pensei, “justo eu?Tem tanta gente ótima nessa área em nossa Diocese”, e ainda mais com o peso da responsabilidade de um evento que não é diocesano, e sim mundial.
Além disso temos uma Diocese com território muito extenso (17 municípios), uma equipe de voluntários pequena para esse tamanho, e muitos desafios. No entanto,  a cada  atividade que desenvolvemos, nós percebemos claramente a ação misericordiosa de Deus, que provê tudo que precisamos para servi-lo. E isso é até engraçado, ou mesmo vergonhoso, porque humanamente falando, se temos um chefe não devemos incomodá-lo pedindo que ele nos ajude a fazer um trabalho para ele, e sim entregar o serviço pronto. Mas Deus é Deus, e nós somos tão pobres que para servi-lo somos obrigados a pedir o auxílio Dele o tempo todo, e ainda assim não chegamos perto daquilo que Ele merece.
E é com este empenho que tenho me dedicado em minhas atividades e tenho me sentido cada vez mais jovem, e vejo isso também acontecer nos outros jovens que tem despertado para a Jornada. Uma jornada que vem para fazer uma verdadeira revolução em nosso meio.
No último domingo, foi meu primeiro dia das mãe sem minha mãe terrena, mas vivi junto a outros companheiros do CDO um dia repleto de expectativas, ansiedade, surpresas, alegrias, cansaço, responsabilidade, ardor, e outras inúmeras emoções.
Nós fomos convidados para representar a juventude da Diocese e Administração Apostólica de Campos, formando uma comitiva que foi enviada a Quissamã para buscar os símbolos da Jornada Mundial da Juventude que estavam com a Diocese de Nova Friburgo.

“Nossa! Quanta honra, e quanto não merecedora eu sou” certamente era o pensamento que estava não somente em mim como nos demais jovens.

Nós nunca pensamos um dia estarmos juntos, e ainda mais naquela situação tão importante. De repente a Cruz e o Ícone que tanto divulgamos, estudamos, ou ouvíamos falar, e mais que isso, que foram instituídos pelo sucessor de Pedro, Beato João Paulo II, estavam ali, sob nosso zelo.
Tocar os símbolos foi como se fosse uma ligação física, palpável, com o céu, com as promessas de Deus. Ler a inscrição com a mensagem do Papa fez ressoar em minha mente a voz do Papa que ouvi no vídeo do Encontro Internacional da Juventude de 1984.
Olhar aquela olhar de Maria no ícone me fez sentir a companhia dela a todo instante, principalmente agora que não tenho mais minha mãe na Terra.
Carregar os ícones, foi como carregar um sonho de gerações passadas e futuras, foi como carregar a alegria de sermos católicos com nossas próprias mãos, foi como entrar para a História, uma imensurável dádiva de Deus, pela qual sou muito grata, embora eu ainda não saiba o motivo de Ele ter me concedido.
De qualquer forma, tudo isso nos faz querer arder mais em missão, nos faz desejar águas mais profundas, e viver a nossa juventude de uma forma que nunca antes foi vivida. Vemos claramente, que não podemos perder tempo, temos que aproveitar enquanto ainda se pode encontrar, pois assim comos os símbolos, uma vez que a graça passa, ela não volta mais. Portanto agarre a graça da tua juventude!
Fique na paz,

Érica Viana de Souza

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