JMJ: é possível continuar a sonhar com um novo mundo e uma Igreja renovada, diz Dom Ulloa

Publicado em 12 de setembro de 2018 Por Seja o primeiro a comentar!

O presidente do Comitê Organizador da JMJ Panamá 2019, por ocasião de sua visita ao Dicastério para as Comunicações, acompanhado por uma delegação, falou ao Vatican News sobre as expectativas para este evento que será uma ocasião para uma renovação da fé em toda a América Central.

A Jornada Mundial da Juventude no Panamá será uma ocasião para uma renovação da fé em toda a América Central. Disto está convencido o arcebispo do Panamá, Dom José Domingo Ulloa Mendieta, que na terça-feira, 4 – acompanhado por uma delegação formada por membros da Igreja e do Estado panamenho, envolvidos na organização da JMJ – reuniu-se  com expoentes do Dicastério para as Comunicações. Na ocasião, o prefeito Paolo Ruffini recebeu uma cruz da JMJ.

Em entrevista ao Vatican News, Dom Ulloa compartilha antes de tudo o espírito com que a população do Panamá, e sobretudo os jovens,  aguarda o Papa Francisco e os jovens de todo o mundo, que em janeiro chegarão na América Central para a terceira JMJ do Papa Francisco:

R. – Nós panamenhos estamos nos preparando para duas grandes realidades. Em primeiro lugar, estamos abrindo as portas das nossas casas para que nossas famílias possam viver a experiência de descobrir em cada peregrino que chega, o próprio Jesus. Também estamos preparando toda a infraestrutura para acomodar os milhares e milhares de peregrinos que virão de mais de 190 países dos 5 continentes. No entanto, penso que a coisa mais importante – no período do anúncio no início da Jornada Mundial da Juventude – é que nos preparemos de uma maneira espiritual, vivendo o encontro com Jesus e redescobrindo quem somos como Igreja e o que podemos oferecer a tantos irmãos que virão reunir-se no Panamá durante os dias da JMJ.

 P. – Qual é a expectativa das pessoas no Panamá e especialmente dos jovens para este grande evento?

R. – A grande expectativa é que se enriqueçam espiritualmente e, ao mesmo tempo, enriqueçam os irmãos que virão. O que vivemos nesta alegre espera é poder compartilhar realmente os mesmos ideais, o mesmo sonho, e ver que é possível continuar a sonhar com um novo mundo e uma Igreja renovada! Estamos colocando uma grande ênfase nos pontos de união entre nós e os jovens e identificamos três pilares: o poder descobrir a importância de preservar e cuidar da casa comum, a presença de Maria em nossas vidas e o discernimento para entender o que Deus pede a cada um de nós.

P. – O que a JMJ do Panamá, a Igreja da América Central, poderá oferecer aos jovens?

R. – O que a Igreja do Panamá e da América Central pode dar aos peregrinos é simplicidade, alegria, confiança. Nós também podemos testemunhar aos jovens que virão de diferentes continentes qual tem sido o caminho da nossa Igreja da América Central. Uma Igreja que experimentou também o sofrimento e o martírio e que, como expoente máximo, tem Dom  Óscar Arnulfo Romero, que não pertence somente a El Salvador ou à América Central, mas é um exemplo para toda a Igreja universal.

Por Alessandro Gisotti – Cidade do Vaticano

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