Horizontes e Referências para a Pastoral Juvenil

Publicado em 8 de setembro de 2019 Por Seja o primeiro a comentar!

Durante o final de semana, 6 e 7 de setembro, aconteceu em Brasília, nas dependências do Santuário Dom Bosco, o XV Encontro Nacional de Responsáveis Diocesanos de Juventude (ENRDJ). Evento organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, contou com a participação de 200 assessores de diversas dioceses Brasileiras e expressões juvenis. Durante o evento três grandes temas foram refletidos: a prevenção contra o suicídio, a exortação apostólica Christus Vivit, além de encaminhamentos dos regionais e da Pastoral Juvenil.

Confira os 10 pontos conclusivos do encontro, com horizontes e referências para a Pastoral Juvenil e suas expressões:

1.   Não existe Pastoral Juvenil sem o Foco em JESUS CRISTO: a meta é o Reino de DEUS, a civilização do Amor, em vista da vida Salvação! É preciso conhecer e apresentar a pessoa de Jesus Cristo! Se esse for o Centro, nos livramos do influxo das ideologias! É preciso mística profunda!

2.   A evangelização se encarna no CONTEXTO EXISTENCIAL do evangelizando: vai ao encontro dos seus problemas, sonhos, dores, inquietudes, carências… Para isso é preciso sair, ver, escutar, propor! Fiquemos atentos aos novos desafios juvenis, novos ambientes para evangelizar!

3.   Por causa da sua seriedade, a evangelização precisa de Projetualidade!  Precisamos crescer na cultura projetual! O projeto estimula a convergência, a comunhão!

4. Não basta realizar atividades, é necessário cultivarmos uma mentalidade processual; nada é automático; é preciso passar de uma pastoral de eventos para uma pastoral de processos.

5.   A pastoral juvenil é pluridimensional; a evangelização deve ser integral. Não ficar somente na liturgia, nos sacramentos, na doutrina! Há muitas outras dimensões a serem cuidadas: social, missionária, moral, política, artística, lúdica…

6.  Para que não haja conflitos ou esquecimentos, mantenhamos estas quatro referências: Christus Vivit, projeto Ide (CNBB – DGAE), o Plano Pastoral da Diocese (Setor Juventude), Carisma da Expressão Juvenil… Evite-se atividades desconexas, fragmentadas, conflitantes! Somos Igreja-comunhão!

7.   É necessário cuidar da dimensão pedagógica e pastoral dos processos e atividades; a realização de um evento ou a gestão de um processo não deve contrariar a sua finalidade maior. Evite-se “bagunça”, descontrole, desvios… manter o foco na finalidade do evento!

8.   Estimular em tudo o protagonismo juvenil! Mas em comunhão com a Igreja, respeitando exigências eclesiais; evitar o subjetivismo, voluntarismo, o democratismo!

9.   Evitar a centralização… Estimule-se o espírito de liderança de novos sujeitos e assessores. Promova-se a corresponsabilidade, o envolvimento. Estimular a formação de novos líderes!

10. É necessário capacitar líderes para a  gestão de conflitos – através da escuta, diálogo – fazendo preferência a princípios, valores… Evite-se rupturas, cismas, isolamento… Eduque-se para resiliência e a esperança!

 

Dom Antonio De Assis
bispo auxiliar da Arquidiocese Belém e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude CNBB

/tags

/leia mais

/deixe seu comentário

/redes-sociais

/siga nossas redes sociais