Distante da família, jovem passa Natal com crianças carentes

Publicado em 25 de dezembro de 2015 Por Seja o primeiro a comentar!

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Para a estudante de medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), Poliana Barbosa (21), esse seria um Natal triste. Muito unida à família, que mora em Goiás, essa será a primeira vez que ela comemora o nascimento de Jesus sem as pessoas que mais ama, pois, desde agosto participa do Programa Ciência Sem Fronteiras, passando um ano estudando em Roma.

O sentimento de solidão foi se transformando em solidariedade, quando Poliana percebeu que em novembro, o frio se intensificava e muitas pessoas, não tinham como se aquecer. “Vim de Fortaleza, uma cidade muito quente e no fim de novembro, eu não estava acostumada e comecei a passar um pouco de frio na rua, até que comprei casacos e o frio diminuiu, mas, pensei em todos os imigrantes que estão chegando, que também são de países mais quentes e certamente não estão acostumados também”, conta.

A estudante quis fazer algo em favor dessas pessoas, mas, encontrou algumas dificuldades. “Tive a ideia de recolher roupas de frio, cobertores, e até brinquedos, mas não tinha dinheiro para comprar o suficiente e nem conhecia quase ninguém em Roma. Pedi no Facebook, pelo inbox, WhatsApp, cheguei a pedir no meu prédio e até rua, mas não consegui recolher uma peça sequer”, disse.

Poliana e Crianças do orfanato

Poliana e Crianças do orfanato

Mesmo chateada, ela não se abateu. Foi a uma feira de produtos seminovos, conseguindo comprar algumas roupas, brinquedos, além, de uma touca que encontrou. “Fiquei tão feliz, parece que tinha sido mandada por Deus, por que eu estava triste pelo fato de não ter conseguido nada, e no mesmo segundo que desci do ônibus, a touca estava em um banco, bem em frende ao ponto, novinha e limpa”.

Mesmo sem conseguir doações suficientes para muitas pessoas, Poliana decidiu que ajudaria alguma instituição, doando seu tempo e carinho. Ao encontrar uma colega de faculdade na missa, a brasileira logo se inteirou dos trabalhos sociais que um grupo de jovens fazia e pediu para também participar.

Junto com os novos amigos, a jovem passará o Natal com crianças que vivem em um abrigo. “Estava triste pela distância da minha família e amigos, mas, percebi que assim posso me encontrar com Jesus, através dessas crianças”, ressaltou.

Para o réveillon, Poliana planeja celebrar a chegada do novo ano com os moradores de rua. “O mal não tira férias, a gente também não pode tirar”, concluiu.

Por Maria Amélia Saad

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