Dia do Papa: Francisco como uma voz de esperança em meio a tempestade

Publicado em 29 de junho de 2020 Por Seja o primeiro a comentar!

Com a celebração da Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, a Igreja recorda também o Dia do Papa. Com os olhos voltados a Francisco, o 266º sucessor de Pedro, muito poderia se falar sobre o seu magistério, suas características e o seu desejo de uma Igreja em saída e missionária.

Porém, a presença do Papa junto aos fiéis católicos do mundo se intensificou nos últimos meses, durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. Como o Bom Pastor que busca estar perto de todas as ovelhas, Francisco usou de diferentes meios para aproximar-se ainda mais.

Foto: Vatican Media

Hospital de Campanha

Desde o início do pontificado, o Papa Francisco compara a Igreja a um Hospital de Campanha, onde se cuida das feridas e aquece os corações. De fato, durante a pandemia provocada pela COVID-19, as palavras e ações do sucessor de Pedro tem ajudado a cuidar das feridas de um mundo em crise e aquecer os corações de todos os povos, cristãos e não cristãos.

Com a necessidade do isolamento social, impedindo a participação dos fiéis nas celebrações, Francisco percebeu que a melhor forma de aproximar-se do rebanho seria com uma comunicação intensificada. As missas matinais na Capela da Casa Santa Marta passaram a ser transmitidas diariamente, e a voz do Papa passou a ser ouvida com mais frequência. A cada manhã, ao expressar intenções de oração, Francisco recordava todos: artistas, profissionais de limpeza, profissionais de saúde, os que perderam emprego e tantos outros.

No dia 27 de março, um gesto do Papa Francisco comoveu o mundo ao realizar, em uma Praça de São Pedro vazia, um momento de oração extraordinário com a Bênção Urbi et Orbi, a Roma e ao mundo. Naquele final de tarde, a imagem do Santo Padre percorrendo a Praça de São Pedro sozinho, debaixo de uma leve chuva, contrastava com as imagens que tínhamos até então da praça cheia com o Papa saudando as multidões.

A partir do relato de São Marcos, no qual Jesus acalma a tempestade, Francisco dirigiu ao mundo uma mensagem de esperança e de confiança na fé.

“O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar. O Senhor desperta, para acordar e reanimar a nossa fé pascal. Temos uma âncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor.”

Ao lado do crucifixo de São Marcelo, ao qual se deve o fim da peste de 1522 em Roma, o papa abençoou o mundo com o Santíssimo Sacramento.

Contágio da Esperança

Durante as celebrações da Semana Santa, as homilias e reflexões do Papa Francisco apresentaram novas mensagens de esperança ao mundo. Na sexta-feira da Paixão, ele voltou a participar de um momento de oração na Praça de São Pedro vazia, desta vez a Via Sacra. Diante da cruz, a oração silenciosa do Santo Padre transmitia uma mensagem de paz. No dia seguinte, na Vigília Pascal, Francisco convidou os povos a serem peregrinos em busca da esperança que vem de Deus, que fez até do túmulo sair vida. Na reflexão, ele nos disse:

“Como nós, tinham nos olhos o drama do sofrimento, de uma tragédia inesperada, que se verificou muito rapidamente. Viram a morte e tinham a morte no coração. À amargura, juntou-se o medo: acabariam, também elas, como o Mestre? E depois os receios pelo futuro, carecido todo ele de ser reconstruído. A memória ferida, a esperança sufocada. Para elas, era a hora mais escura, como o é hoje para nós.”

No dia seguinte, na Bênção Pascal, o papa propôs ao mundo um novo contágio, o da esperança. “Nesta noite, ressoou a voz da Igreja: ‘Cristo, minha esperança, ressuscitou!’. É um ‘contágio’ diferente, que se transmite de coração a coração, porque todo o coração humano aguarda esta Boa Nova. É o contágio da esperança.”

Francisco também recordou que era uma Páscoa diferente, na qual católicos do mundo todo estavam privados da participação aos Sacramentos, mas recordou: “O Senhor não nos deixa sós”.

Proteção de Nossa Senhora e carinho com o povo brasileiro

No mês de maio, tradicionalmente devotado a Nossa Senhora, um novo momento aproximou o sucessor de Pedro do rebanho e, de maneira especial, dos santuários marianos. A oração do Terço, transmitida a partir dos Jardins do Vaticano, marcou um pedido de consolo à Mãe de Deus a todos os que sofrem. O Papa rezou:

“Mãe de Deus e nossa Mãe, alcançai-nos de Deus, Pai de misericórdia, que esta dura prova termine e volte um horizonte de esperança e paz. Como em Caná, intervinde junto do vosso Divino Filho, pedindo-Lhe que conforte as famílias dos doentes e das vítimas e abra o seu coração à confiança.”

Por fim, com o avanço do contágio do novo coronavírus em terras brasileiras, o olhar de Francisco se voltou também ao nosso país. Em ligações a três arcebispos, o Papa encorajou o povo brasileiro e confiou à Nossa Senhora este momento de dificuldade. Foi assim com o Arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner; com o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Scherer; e também com o Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes.

À TV Aparecida, Dom Orlando destacou na mensagem o carinho por Nossa Senhora Aparecida, quando o Papa recordou a visita que fez ao Santuário, em 2013, e recebeu uma imagem da Padroeira.

“Ele disse: a imagem de Nossa Senhora Aparecida está bem pertinho de mim. E relembrou: eu me lembro que peguei Nossa Senhora no meu colo, a Madonnina, que quer dizer, mãezinha. Recomendo a todos vocês estarem no colo da Mãezinha Aparecida.”

Por Pedro Colatusso, da Redação do Jovens Conectados.

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