Dia do Papa: Francisco como uma voz de esperança em meio a tempestade

Dia do Papa: Francisco como uma voz de esperança em meio a tempestade

Com a celebração da Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, a Igreja recorda também o Dia do Papa. Com os olhos voltados a Francisco, o 266º sucessor de Pedro, muito poderia se falar sobre o seu magistério, suas características e o seu desejo de uma Igreja em saída e missionária.

Porém, a presença do Papa junto aos fiéis católicos do mundo se intensificou nos últimos meses, durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. Como o Bom Pastor que busca estar perto de todas as ovelhas, Francisco usou de diferentes meios para aproximar-se ainda mais.

Foto: Vatican Media

Hospital de Campanha

Desde o início do pontificado, o Papa Francisco compara a Igreja a um Hospital de Campanha, onde se cuida das feridas e aquece os corações. De fato, durante a pandemia provocada pela COVID-19, as palavras e ações do sucessor de Pedro tem ajudado a cuidar das feridas de um mundo em crise e aquecer os corações de todos os povos, cristãos e não cristãos.

Com a necessidade do isolamento social, impedindo a participação dos fiéis nas celebrações, Francisco percebeu que a melhor forma de aproximar-se do rebanho seria com uma comunicação intensificada. As missas matinais na Capela da Casa Santa Marta passaram a ser transmitidas diariamente, e a voz do Papa passou a ser ouvida com mais frequência. A cada manhã, ao expressar intenções de oração, Francisco recordava todos: artistas, profissionais de limpeza, profissionais de saúde, os que perderam emprego e tantos outros.

No dia 27 de março, um gesto do Papa Francisco comoveu o mundo ao realizar, em uma Praça de São Pedro vazia, um momento de oração extraordinário com a Bênção Urbi et Orbi, a Roma e ao mundo. Naquele final de tarde, a imagem do Santo Padre percorrendo a Praça de São Pedro sozinho, debaixo de uma leve chuva, contrastava com as imagens que tínhamos até então da praça cheia com o Papa saudando as multidões.

A partir do relato de São Marcos, no qual Jesus acalma a tempestade, Francisco dirigiu ao mundo uma mensagem de esperança e de confiança na fé.

“O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar. O Senhor desperta, para acordar e reanimar a nossa fé pascal. Temos uma âncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor.”

Ao lado do crucifixo de São Marcelo, ao qual se deve o fim da peste de 1522 em Roma, o papa abençoou o mundo com o Santíssimo Sacramento.

Contágio da Esperança

Durante as celebrações da Semana Santa, as homilias e reflexões do Papa Francisco apresentaram novas mensagens de esperança ao mundo. Na sexta-feira da Paixão, ele voltou a participar de um momento de oração na Praça de São Pedro vazia, desta vez a Via Sacra. Diante da cruz, a oração silenciosa do Santo Padre transmitia uma mensagem de paz. No dia seguinte, na Vigília Pascal, Francisco convidou os povos a serem peregrinos em busca da esperança que vem de Deus, que fez até do túmulo sair vida. Na reflexão, ele nos disse:

“Como nós, tinham nos olhos o drama do sofrimento, de uma tragédia inesperada, que se verificou muito rapidamente. Viram a morte e tinham a morte no coração. À amargura, juntou-se o medo: acabariam, também elas, como o Mestre? E depois os receios pelo futuro, carecido todo ele de ser reconstruído. A memória ferida, a esperança sufocada. Para elas, era a hora mais escura, como o é hoje para nós.”

No dia seguinte, na Bênção Pascal, o papa propôs ao mundo um novo contágio, o da esperança. “Nesta noite, ressoou a voz da Igreja: ‘Cristo, minha esperança, ressuscitou!’. É um ‘contágio’ diferente, que se transmite de coração a coração, porque todo o coração humano aguarda esta Boa Nova. É o contágio da esperança.”

Francisco também recordou que era uma Páscoa diferente, na qual católicos do mundo todo estavam privados da participação aos Sacramentos, mas recordou: “O Senhor não nos deixa sós”.

Proteção de Nossa Senhora e carinho com o povo brasileiro

No mês de maio, tradicionalmente devotado a Nossa Senhora, um novo momento aproximou o sucessor de Pedro do rebanho e, de maneira especial, dos santuários marianos. A oração do Terço, transmitida a partir dos Jardins do Vaticano, marcou um pedido de consolo à Mãe de Deus a todos os que sofrem. O Papa rezou:

“Mãe de Deus e nossa Mãe, alcançai-nos de Deus, Pai de misericórdia, que esta dura prova termine e volte um horizonte de esperança e paz. Como em Caná, intervinde junto do vosso Divino Filho, pedindo-Lhe que conforte as famílias dos doentes e das vítimas e abra o seu coração à confiança.”

Por fim, com o avanço do contágio do novo coronavírus em terras brasileiras, o olhar de Francisco se voltou também ao nosso país. Em ligações a três arcebispos, o Papa encorajou o povo brasileiro e confiou à Nossa Senhora este momento de dificuldade. Foi assim com o Arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner; com o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Scherer; e também com o Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes.

À TV Aparecida, Dom Orlando destacou na mensagem o carinho por Nossa Senhora Aparecida, quando o Papa recordou a visita que fez ao Santuário, em 2013, e recebeu uma imagem da Padroeira.

“Ele disse: a imagem de Nossa Senhora Aparecida está bem pertinho de mim. E relembrou: eu me lembro que peguei Nossa Senhora no meu colo, a Madonnina, que quer dizer, mãezinha. Recomendo a todos vocês estarem no colo da Mãezinha Aparecida.”

Por Pedro Colatusso, da Redação do Jovens Conectados.

Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on email
Email