Cristo no centro: uma carta sobre as Colunas da Igreja

Publicado em 28 de junho de 2020 Por 1 Comentário

Celebramos, neste domingo, a Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, colunas da Igreja e santos muito queridos pelo povo e, de maneira especial, pela juventude.

Por este motivo, propomos como reflexão uma Carta – assim como os Apóstolos que celebramos escreviam – preparada por uma jovem religiosa que segue o carisma de São Paulo.

Querido (a) amigo (a)!

Graça e paz!

Começo esta carta com uma saudação paulina, “graça e paz”! Era assim que Paulo iniciava as suas cartas. É o que verdadeiramente desejo a você, graça e paz! Espero que estejas bem, apesar deste momento difícil devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Celebramos neste final de semana a solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo, uma das mais antigas e mais solenes do ano litúrgico. Você, com certeza, já ouviu falar de Paulo, o Apóstolo. E também de Pedro, o primeiro papa.  Mas o que a vida destes dois santos tem a dizer para mim que vivo a minha juventude? Será que a história deles continua válida? O que há em comum na vida de Pedro e Paulo, além das cartas que os dois escreveram para comunidades? Vou contar a vocês mais adiante. Agora, lhe convido a fazer um pequeno mergulho na história de cada um deles.

Paulo era um fariseu zeloso. Sua segurança se encontrava na tradição da lei, expressa pela Torá. Quando ouviu que o pregador crucificado havia ressuscitado e era o Messias, Paulo ficou angustiado, pois esta notícia mexeu com as suas convicções.

Na estrada para a cidade de Damasco, prestes a prender e torturar os seguidores do Caminho, assim eram chamados aqueles que estavam seguindo Jesus Nazareno, Paulo faz uma experiência em que todas as suas certezas caíram por terra. Foi ofuscado por uma grande luz, a LUZ do Ressuscitado. Após isso, morreu o perseguidor e nasceu uma nova pessoa, o apóstolo em Cristo. Ele mesmo, em uma de suas cartas à comunidade de Corinto, afirma: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura” (Cf. 2 Cor 5,17).

Por outro lado, Pedro era um pescador, nascido em Betsaida, perto de Genezaré, também chamada “Mar de Tiberíades”. Ele era casado. Certo dia, André, seu irmão, falou a Pedro: “Encontramos o Cristo!” (Cf. Jo 1,41b). Jesus o olhou e disse: “Tu és Simão, filho de Jonas. Tu te chamarás Cefas!” (Cf. Jo 1,42b). Cefas quer dizer Pedro.

Tempos depois, numa madrugada, André e Pedro estavam em alto mar, e não haviam pescado absolutamente nada. Jesus aparece, vai ao encontro deles e lhes fala: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens. E eles, imediatamente, deixaram as redes e o seguiram” (Cf. Mc 1,17b-18).

Estes dois apóstolos, cada um com uma história de vida diferente, assim como eu e você, puderam experimentar a mesma experiência: os dois encontraram em Jesus o sentido de suas vidas, e doaram a sua vida pelo anúncio do Evangelho.

Quando seus olhos se abriram, Paulo compreendeu que não poderia viver distante de Cristo, longe de Jesus tudo seria inútil.  Pedro largou as redes, deixou para trás tudo, porque tinha encontrado o Tudo, com letra maiúscula, Jesus de Nazaré, que passava a ser o centro da sua existência.

Este encontro que os dois fizeram com Jesus Cristo marcou profundamente e os transformou. Após isso, Pedro e Paulo tiveram um grande entusiasmo pela causa do Evangelho, um ardor missionário, tornando-se pessoas de esperança, porque sabiam em quem tinham colocado a esperança, não obstante todas as dificuldades encontradas no caminho de evangelização. Eles se tornaram alto falantes de Jesus, refletores da verdadeira LUZ.

E, você? Em quem está colocando a sua confiança? Qual o lugar que Jesus ocupa na sua vida? Ele está no centro ou na periferia da sua existência? Porque só assim podemos transmitir a luz de Jesus por meio das palavras, gestos e atitudes.

Rezo para que cada vez mais Jesus seja o centro da sua história, e que São Paulo e São Pedro intercedam por você!

Grande abraço, de sua irmã em Cristo.

Irmã Viviani Moura pertence à Congregação das Irmãs Paulinas, que tem São Paulo como inspirador de vida e missão.

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1 Comentário para “Cristo no centro: uma carta sobre as Colunas da Igreja”

  1. Natividade Pwreira disse:

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