Encontro celebra a unidade da Pastoral Juvenil Nacional

Publicado em 24 de fevereiro de 2013 Por Seja o primeiro a comentar!

Representantes de varias expressões eclesiais de todo Brasil se reúnem para refletirem sobre a Pastoral Juvenil

Já está fazendo uma semana que aconteceu um evento que marcou a história da evangelização da juventude no Brasil. A cidade de Natal (RN), foi palco do encontro dos coordenadores nacionais das expressões juvenis acompanhadas pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizado entre os dias 14 e 17.

Cerca de 70 jovens, de vários estados do Brasil, lideranças de pastorais, movimentos, comunidades e congregações que atuam com os jovens, se reuniram no Centro de Treinamento João Paulo II, em Ponta Negra, para refletirem sobre a caminhada da Pastoral Juvenil no Brasil a partir das luzes do Ano da Fé e do destaque dado à juventude no país pela Campanha da Fraternidade (CF) de 2013 e a realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em julho, no Rio de Janeiro.

Também estavam presentes o presidente da Comissão para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro da Silva, bispo auxiliar de Campo Grande (MS); dom Bernardino Marchió, bispo de Caruaru (PE), também membro da Comissão; além dos assessores nacionais da CNBB, padres Antônio Ramos do Prado (Toninho) e Carlos Sávio da Costa Ribeiro.

O encontro aconteceu em sintonia com o seminário comemorativo dos 50 anos da Campanha da Fraternidade, que nasceu em Natal. Na tarde do dia 15, os representantes da Pastoral Juvenil participaram das atividades do seminário. “Dentro deste contexto de 50 anos da Campanha da Fraternidade, quando a Igreja reconhece o valor da juventude e a destaca novamente como tema, tem uma importância muito grande este encontro acontecer em Natal”, ressaltou dom Eduardo.

Fruto do documento 85

Dom Eduardo Pinheiro fala sobre a evangelização da juventude

Dom Eduardo explicou que este encontro é um dos frutos do que é destacado no documento número 85 da CNBB, que tem como tema “Evangelização da Juventude”, “valorizando as várias expressões e desejando que elas tenham também espaços e momentos concretos para se conhecerem mutuamente, para partilharem, terem respeito ao diferente e, acima de tudo, encontrar elementos comuns para que a evangelização da juventude seja atingida na sua plenitude”.

Os participantes do encontro puderam se aprofundar mais em alguns pontos do Dosumento 85, bem como na organização da Pastoral Juvenil no Brasil, que hoje conta com uma coordenação nacional composta por representantes das pastorais da juventude, novas comunidades, movimentos eclesiais, e congregações religiosas.

Sarah Oliveira, 22 anos, é secretaria nacional da Pastoral da Pastoral da Juventude Estudantil (PJE) e faz parte da Coordenação da Pastoral Juvenil Nacional. Para ela, o encontro de Natal foi mais um passo importante que a Comissão para a Juventude deu ao conseguir reunir os coordenadores de várias expressões. “Claro que a nossa ideia é sempre ampliar o número de coordenadores, trazer mais as pessoas das nossas expressões”, afirmou. Para Sarah, esse encontro tem que ser garantido todos os anos. “É esse espaço que garante, de fato, a unidade da Comissão. Pois nós já garantimos a unidade no nosso trabalho, mas essa unidade chega até as bases quando nos propomos a ter espaços como este”.

“Confesso que eu não tinha muita expectativa para o encontro, pois, de fato, não tínhamos a dimensão do que seria. Mas, participando dos grupos e ajudando na coordenação, percebemos que os jovens que coordenam as expressões juvenis estão, de fato, com o desejo de conhecer as expressões e suas experiências”, destacou Francisco Antonio Crisóstomo de Oliveira (Thiesco), 26 anos, secretário nacional da Pastoral da Juventude (PJ) e também membro da Coordenação da Pastoral Juvenil Nacional. “Tivemos a grata surpresa de encontrar pessoas que estão muito próximas de nós e as vezes não nos falamos ou nos conhecemos pelo simples fato de não sairmos da nossa cadeira e irmos ao encontro do outro. Talvez precisemos também nos evangelizarmos para compreendermos o espaço do outro, sua espiritualidade, seu modo de rezar e de evangelizar”, completou.

Para Alex Bastos, 27 anos, presidente da Juventude Franciscana (Jufra) e representante das congregações religiosas na Coordenação da Pastoral Juvenil Nacional, este encontro foi um momento importante para a Igreja e para a juventude do Brasil vivenciar a experiência da unidade de maneira concreta. “O encontro foi muito marcado pelo diálogo não só nas grandes plenárias, mas nas conversas nos corredores, de estar sempre em contato uns com os outros”.

O missionário da comunidade católica Javé Chammá, de São José do Rio Pardo (SP), Fernando Gomes, 29 anos, é coordenador nacional do Ministério Jovem da Renovação Carismática Católica (RCC) e representa os movimentos eclesiais na Coordenação da Pastoral Juvenil Nacional. De acordo com ele, o encontro também foi um marco para a evangelização da Juventude na Igreja do Brasil. “Foi um clima de muita fraternidade e abertura das expressões. Vejo que nós chegamos num momento muito bom de trabalho com a juventude brasileira, com o apoio de dom Eduardo e os assessores nacionais. Existe hoje a estrutura da Comissão para a Juventude que favorece esse processo, sem contar a Campanha da Fraternidade, a Jornada Mundial da Juventude, que colaboram para isso.”

Estudar a Pastoral Juvenil 

Documento de Estudos 103 da CNBB

Durante o encontro, foi apresentado aos jovens o documento de estudos da CNBB de número 103, que tem como tema “Pastoral Juvenil no Brasil: identidade e horizontes”, produzido a pedido dos bispos referenciais da juventude dos 17 regionais da conferência e levou dois anos para ficar pronto.

“O documento vem trazer um apoio, uma ajuda qualificada, para se entender as várias expressões que nós temos na Igreja atualmente. Esse documento vem ajudar para que o dinamismo do documento 85 seja propagado ainda mais pelas expressões juvenis e pela sua unidade em nível nacional e em âmbito diocesano para que em cada Igreja particular aconteça realmente um desenvolvimento do trabalho junto aos jovens”, explicou dom Eduardo. “O documento mostra o que já se tem construído história da Igreja no Brasil em relação à juventude, mostra as novas organizações e estruturas, sem perder o foco, a motivação e o objetivo que se deve ter em vista da evangelização da juventude”, acrescentou o bispo.

Divididos em grupos, os representantes das expressões tiveram um primeiro contato com o texto que, como o próprio nome diz, é para ser estudado e partilhado em todo o país para que, a partir da contribuição de todos possa nascer mais um documento oficial sobre a juventude aprovado pelos bispos.

“O ‘Evangelização da Juventude’ (documento 85) foi um documento do qual a gente se apropriou. Lembro-me de estarmos no grupo de jovens e sabíamos que tínhamos que estudar aquele documento porque falava de nós. Penso que o documento 103 vem no mesmo caminho. Precisamos nos apropriar dele para divulga-lo e também avalia-lo até com mais propriedade algumas questões apresentadas nele junto com a Comissão, para que, se Deus quiser, se transforme em mais um documento da CNBB”, disse Sarah.

“O texto está bom, mas há alguns aspectos que precisam ser melhor refletidos, por isso trata-se de um documento de estudos. Este documento nasce como uma possibilidade de as outras pessoas que não conhecem a evangelização da juventude com suas terminologias e conceitos próprios, com suas particularidades, possam conhecer, portanto, este espaço de evangelização que é um espaço muito particular, pois são várias as juventudes, inclusive dentro da Igreja. Não dá para dizer que a juventude da Igreja Católica é uma só, pelo contrário, pensando no Pentecostes, pensando na ação do Espírito Santo, acho que esse documento também vem para ser luz para compreendermos a diversidade das expressões juvenis no Brasil”, salientou Thiesco.

O documento estimulou os jovens a aprofundarem o estudo sobre a Pastoral Juvenil e a continuarem se articulando para que ela aconteça nas bases. “Saímos do encontro com uma decisão por parte de cada expressão de continuar esse diálogo, este trabalho conjunto. Só o fato de estarmos juntos, refletindo temas comuns, refletindo temas que dizem respeito a todos, isso já nos faz sonhar com a unidade na diversidade”, completou Fernando.

 

 

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