Com revezamento da tocha olímpica, jovens recordam peregrinação dos símbolos da JMJ

Publicado em 15 de maio de 2016 Por 1 Comentário
Jovem índio xerente ajuda a carregar a Cruz dos Jovens, no Bote Fé e Palmas (TO). Foto: Jovens Conectados.

Jovem índio xerente ajuda a carregar a Cruz dos Jovens, no Bote Fé e Palmas (TO). Foto: Jovens Conectados.

O país inteiro tem acompanhado o revezamento da tocha olímpica, desde o dia 3 de maio, quando teve início o itinerário em Brasília (DF). Serão no total mais de 300 cidades, dos 26 estados e o Distrito Federal, a receber a passagem da chama olímpica, acesa na cidade de Olímpia, na Grécia, palco dos jogos olímpicos da Antiguidade.

E justamente neste momento de revezamento da tocha e quase no terceiro aniversário da JMJ Rio2013 que a juventude brasileira tem lembrado com saudades de outra peregrinação: a da Cruz e ícone de Nossa Senhora, símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude.

O estudante de Educação Física e membro da Comunidade Face de Cristo de Fortaleza (CE), Gildásio Leal, afirma que, ao acompanhar as notícias sobre o revezamento do sinal olímpico, sempre recorda a peregrinação dos símbolos da JMJ. “Nesse momento, principalmente para mim que sou da área, vejo como o esporte e a fé se unem. Nosso corpo é um dom de Deus. Cada chutar, correr ou arremessar é um dom de Deus”, ressalta o universitário ao enfatizar ainda que, se cada atleta reconhecesse o seu corpo e habilidades esportivas como graças divinas, enxergando o esporte sem as rivalidades, a integração do esporte e espiritualidade aconteceria de forma muito mais efetiva.

No Brasil, os símbolos da JMJ chegaram no dia 18 de setembro de 2011, em São Paulo (SP), a fim de percorrer as 274 dioceses brasileiras até julho de 2013 para a edição carioca do encontro mundial dos jovens com o Papa.

De acordo com o sacerdote da Arquidiocese de Natal (RN), que coordenou a peregrinação como assessor, na época, da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB (CEPJ), padre Carlos Sávio Ribeiro, os símbolos percorreram mais de 1000 cidades, considerando que há dioceses compostas por pelo menos quatro cidades.

Revezamento da tocha olímpica em Minas Gerais, no dia 12 de maio (Foto: Rio2016 / Fernando Soutello).

Revezamento da tocha olímpica em Minas Gerais, no dia 12 de maio (Foto: Rio2016 / Fernando Soutello).

Além do expressivo número de cidades e período de peregrinação, a Cruz e o ícone eram recebidos com uma vasta programação nas dioceses: Missas; shows; procissões; orações diante da Cruz e ícone, atividades culturais e sociais, momentos de reflexão, além dos shows de evangelização com grandes nomes da música católica.

Em cada local, os fiéis viveram momentos fortes de devoção e demonstração de fé, a partir do legado deixado por São João Paulo II. O autor das JMJ confiou os símbolos aos jovens, reunidos em Roma, no dia 22 de abril de 1984, para que, em cada país e cidade por onde passarem, os sinais sejam um convite à juventude para seguir mais de perto Jesus Cristo.

Como explica padre Sávio, que durante a peregrinação foi a cidades de todos os estados da federação, a Cruz e o ícone serviram de impulso e motivação para o grandioso momento da JMJ no Rio, com a presença do Papa Francisco. “Eu tive a graça de ir a todos os estados do Brasil a fim de preparar a chegada da Cruz e do ícone. Tenho a plena certeza que, em todos os lugares por onde esses símbolos passaram, muitas vidas foram transformadas e milhões de jovens se encontraram para celebrar a fé”, testemunha o sacerdote.

Outra jovem que conta a alegria de como foi receber os símbolos em sua cidade é a dentista Jamille Cavalcante, de Belém (PA). Ela é membro da Casa da Juventude Comunidade Católica (Caju) e destaca que foi uma grata surpresa para todos os participantes da Caju receber a Cruz e o ícone na sede da instituição pois não estava previsto na programação. “Mas, o mais emocionante de tudo foi ver no fundador, padre Raul Tavares, na época com seus 86 anos ajudar a carregar a Cruz”, relata Jamille.

O livro comemorativo com as fotos do projeto Bote Fé foi publicado pelas Edições CNBB. Foto/montagem: Gracielle Reis.

O livro comemorativo com as fotos do projeto Bote Fé foi publicado pelas Edições CNBB. Foto/montagem: Gracielle Reis.

Bote Fé e livro comemorativo

A peregrinação dos símbolos no Brasil recebeu o nome de “Bote Fé”, projeto organizado pela CEPJ cujo objetivo era levar os sinais às mais diversas realidades de cada diocese: paróquias, mosteiros, conventos, regiões urbanas e rurais, hospitais, presídios, clínicas de recuperação de dependentes químicos, periferias, abrigo de idosos, cracolândias, casas de internação de menores de idade em conflito com a lei e demais ambientes onde há a presença das mais diversas formas de vulnerabilidade social.

>> Relembre o itinerário da peregrinação da Cruz da Jornada e do Ícone de Nossa Senhora pelo Brasil

Para a cobertura da peregrinação, em diversas cidades, membros da Equipe Nacional Jovem de Comunicação (Jovens Conectados) e colaboradores registraram os inesquecíveis momentos a partir do seu olhar e lentes fotográficas.

O resultado ficou reunido num livro comemorativo entregue ao Papa Francisco, no último dia da JMJ Rio2013 (28 de julho de 2013), durante o Encontro com os Voluntários, no Rio Centro, Zona Oeste do Rio. O presente foi entregue pelo secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Ulrich Steiner.

Por Gracielle Reis


Recorde como foram alguns “Bote Fé” no #FlickrConectado

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