Trintou: aniversário de nascimento do Beato Carlo Acutis

Trintou: aniversário de nascimento do Beato Carlo Acutis

Nessa segunda-feira (3), comemoramos com alegria, os 30 anos de nascimento do Beato Carlo Acutis. Pois é, se estivesse vivo aqui na terra (pois no céu ele vive), Carlo teria 30 anos. Ainda seria um jovem adulto e, com certeza, estaria incendiando o mundo com o fogo do amor de Deus.

Arquivo Beato Carlo Acutis/internet.

Tantos jovens completaram 30 anos agora em 2021, assim como eu, e fico pensando: e se eu morresse esse ano? E se eu tivesse morrido há alguns anos? O que eu deixaria de legado?

O Carlo, sem dúvidas, desde antes de sua beatificação, já vinha conquistando corações para Deus através de seu alegre testemunho de pertença, fidelidade e sacrifício, não é?

Carlo Acutis e Rajesh, seu cuidador

Arquivo Beato Carlo Acutis/internet.

São tão bonitos os testemunhos de quem conviveu com o Carlo. O seu cuidador Rajesh, por exemplo, que nem era cristão, mas que se converteu a partir da bondade com o qual Carlo tratava a todos. Ele chegou a dizer: “Pedi o batismo cristão, porque ele me contagiou e cativou com a sua fé profunda, sua caridade e sua pureza. Sempre o considerei como sendo alguém fora do normal, porque um garoto tão jovem, tão bonito e tão rico normalmente prefere levar uma vida diferente”

Ou ainda sua mãezinha que através da vida sacramental do pequeno filho foi se convertendo aos poucos, pois a família não era uma “família tradicional católica” e tão pouco, uma família participante…

Contagiando ou constrangendo?

E eu? Meu Deus do Céu… estou contagiando ou constrangendo (para o mal) as pessoas que convivem comigo?

Carlo morreu cedo, morreu aos 15 anos. E com essa idade era íntimo de Jesus na vida ordinária. Sua vida era simples. Era um leigo que gostava de videogame, de viagens, tinha roupas bonitas e de marca, gostava de brincar com outras crianças.

Mas vivia as obras de misericórdia, amava e ajuda os pobres sem querer fama, ia à missa todos os dias, se confessava, rezava o santo terço, evangelizava pela internet e ao ser acometido por um câncer, entregou seu sacrifício por amor à Igreja e pelo Papa Bento XVI, dentre tantas outras coisas.

Uma luz acesa pelo Carlo

Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

Carlo Acutis me acendeu uma luz: não sou chamado a ser super-herói, mas a ser santo nas pequenas coisas, no cotidiano, não me perdendo nas paixões humanas, me colocando à disposição da Igreja e dos irmãos, fazendo sem querer ser protagonista de nada e deixando Deus ser Deus.

Aos 15 anos, Carlo mostrou que ser maduro não é questão de idade, mas de entrega e desejo pelo céu. Quem não tem outro desejo que não seja Deus, chega ao céu, pois não se perde. E o Carlo nos ensinou isso.

E o mais bonito, o pequeno santo nos ensinou a amar a Eucaristia, Aquela que ele chamava de “rodovia para o céu”. Nós nos acostumamos com a facilidade de termos a Sagrada Comunhão quando queremos e por isso a banalizamos.

É preciso voltar à essência. Eu preciso voltar a me surpreender com os efeitos dessa bondade de um Deus que não quer apenas visitas, mas que se dá a mim como ALIMENTO.

Reencontro com a Eucaristia

Aos 12 anos, em minha primeira comunhão, me emocionei ao comungar pela primeira vez. Era o maior desejo do meu coração. Por que isso mudou? Por que virou obrigação? Por que falta amor?

O Carlo me ajudou a me reencontrar com a Eucaristia como caminho certo para o céu e certeza da salvação.

Sou extremamente grato a este amigo do Céu que também conquistou o coração do meu sobrinho João Pedro. Hoje comemoramos seu 30º com o desejo de termos em nossos corações os mesmos desejos que ele teve e com alegria de poder contar com sua intercessão.

Carlo, obrigado e parabéns por sua vida que hoje nos conduz à Vida Eterna! Carlo, rogai por nós!

 

por Robson Landim, jovem jornalista e autor do blog geracaoeleita.blog

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