Qual a finalidade da devoção à Virgem Maria na vida dos jovens?

Qual a finalidade da devoção à Virgem Maria na vida dos jovens?

A figura de Maria, na Igreja, é sempre um alento. Inspira ternura, cuidado e santidade, ou seja, intimidade com Deus.

Em todo o mundo, Nossa Senhora, venerada com diferentes nomes, é sinal também de confiança em Deus: a ela, elevamos preces pedindo que interceda por nós junto ao seu Filho Jesus, certos de que nossas preces serão atendidas. Eu cresci sob o manto de Nossa Senhora Aparecida, devoção querida de minha avó Olinda. Ainda hoje, a juventude católica aprende desde criança a amar Maria, a ser devoto. Mas o que é a devoção?

A devoção pode ser entendida como um conjunto de práticas religiosas, como a oração do terço, as novenas, entre outras. Alguns, tomando a origem da palavra latina devotio, entendem que “devoção” é a dedicação incondicional a algo ou alguém. Outros pensam, ainda, que ser devoto é ser “carola”, de religião de fachada. As possíveis interpretações do termo nos fazem questionar o que significa ser devoto de Maria no tempo em que vivemos, em que “devocionismos” e “indiferentismos” andam praticamente juntos. Ao propor aos jovens a utilização de um devocionário, penso que o mais importante é entender que a devoção a Maria é uma relação filial, de afeto, com aquela que é modelo de cristã para cada um de nós. Ser devoto de Maria, dirigir a ela nossas orações significa olhar para seu exemplo de jovem que se decide por Deus, que escolhe como seu projeto de vida o projeto de Deus e persevera até o fim.

Olhamos também para Maria mãe, disposta a defender seu Filho, a acompanhá-lo em todos os momentos, inclusive na cruz, compartilhando com ele a fé e esperança em Deus que é Pai. Mãe de Jesus e também nossa Mãe, que assume, com ele, o projeto de salvação de toda a humanidade e se faz também servidora, intercessora, mestra, apontando o caminho do seguimento de Cristo. Nossas novenas e orações nos conduzem a ver em Maria a mulher forte, de oração e busca constante da vontade de Deus em sua história e na história da humanidade. Assim, ser devoto de Maria é comprometer-se, como ela, com o projeto de amor de Deus, que quer salvar-me e a toda a humanidade, é colocar-se a caminho como e com ela a serviço dos irmãos, sempre tendo nos lábios um canto de louvor e gratidão a Deus.

Querido jovem, querida jovem! Que, ao tomar nas mãos um devocionário, que traz um lindo resgate de orações que nossa Igreja dirige a Maria, seu coração possa inspirar-se para, como ela, buscar a santidade que é fazer em tudo a vontade de Deus, discernindo, a cada instante, a partir do jeito de ser e fazer de Jesus. Que, a partir e para além das fórmulas de oração, você possa cultivar sua amizade com o Senhor, com a Mãe, e dispor-se cada vez mais a servir, a ser gerador e geradora de vida e sinal de salvação. Que este devocionário seja um marco para a redescoberta das práticas de oração do povo de Deus e que nos ajude a amar este mesmo povo que busca a salvação prometida.

Irmã Valéria Andrade Leal
Assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB

 

Um dos organizadores da obra, o jovem, Eduardo Maciel.

 

Indicamos o Devocionário Juvenil Mariano, publicado pela editora e livraria Paulus, com prefácio da Ir. Valéria Leal e indicação de Dom Antônio de Assis Ribeiro, bispo da Comissão Episcopal e Bispo Auxiliar de Belém-PA.

Este pequeno devocionário nasceu da experiência de seus organizadores com Maria. Eles são devotos, ou melhor, se consideram amigos de Nossa Senhora, e desejam que os jovens e todos que tiverem a oportunidade de adquirir este devocionário cresçam na amizade com Maria. Na cruz, Maria nos foi dada por Jesus como nossa mãe. Quando Jesus viu sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. Depois, disse ao discípulo: “Eis aí a tua mãe”. E desde essa hora o discípulo a recebeu em sua casa (Jo 19,26-27).

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