Olhares sobre a Conferência Rio+20

Publicado em 12 de julho de 2012 Por Seja o primeiro a comentar!

rio20

A primeira é com o arcebispo metropolitano de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, enviado especial do papa Bento 16 para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, e chefe da delegação da Santa Sé para o alto segmento da cúpula.

O segundo entrevistado é Emanuelson Matias de Lima, ou só Élson Matias, da Juventude Franciscana (Jufra). Élson tem 22 anos é estudante de história na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e também é subsecretário nacional de Direitos Humanos, Paz e Integridade da Criação da Jufra. Ele foi um dos principais articuladores da participação da Jufra durante a Cúpula dos Povos no Rio.

Entrevista Dom Odilo Scherer

domodilonacupuladospovos2012A Conferência Rio+20 sobre o desenvolvimento sustentável, das Nações Unidas, foi encerrada no dia 22/06. Na qualidade de enviado especial do Papa para essa conferência, qual é sua avaliação geral sobre os resultados alcançados?
Dom Odilo Scherer – Os resultados, embora menores que os desejados, são positivos. Não houve recuos em relação à ECO-92 e houve bons avanços em vários sentidos. Houve grande participação de delegações oficiais e uma enorme mobilização da sociedade civil 

A avaliação de muitos, sobretudo de ONGs, é que o documento final da Rio+20 ficou aquém do esperado e não representa “o mundo que queremos”…
Dom Odilo – O documento não é o melhor que se poderia desejar, mas foi o documento possível, conseguido depois de intensas negociações multilaterais, que duraram meses. Chegar a consensos com atores tão numerosos e de interesses e visões tão diversificados, como foi no caso da Rio+20, não é tarefa simples. Gostei de uma observação que li: as ONGs e outras organizações da sociedade civil cumprem seu papel apontando para “o mundo que queremos”; enquanto os responsáveis pelo governo dos povos cumprem seu dever fechando acordos sobre o que é possível fazer para construir juntos esse mundo que sonhamos. 

O mundo “que queremos”, ou o mundo “que devemos construir”?
Dom Odilo – A distinção é oportuna. Não se trata simplesmente do “mundo que queremos”, mas daquele “que devemos” edificar e cuidar juntos. A vontade e os desejos do homem, impostos à natureza, nem sempre são o melhor critério. O mundo precisa ser respeitado pelas suas próprias leis e seu funcionamento, e não pode ser simplesmente transformado num objeto do desejo e da vontade humanas. 

No seu parecer, quais seriam os principais avanços da Rio+20?
Dom Odilo – O primeiro deles é que, com a liderança do Brasil no final de um longo processo, chegou-se a um documento de consenso; havia grande risco que se ficasse sem uma declaração comum, ou que houvesse várias declarações contrastantes. Também merece destaque o fato de se ter clareado melhor o conceito de “desenvolvimento sustentável”, que deverá sempre apoiar-se em 3 pilares: desenvolvimento econômico, social e ambiental. Também é importante a afirmação clara que a pessoa humana deve estar no centro do desenvolvimento sustentável, que não acontecerá sem a erradicação da pobreza. E ainda: o documento, pela primeira vez, dá uma atenção especial à questão da água potável e dos oceanos. Porém, ao meu ver, o resultado mais positivo mesmo consiste na nova tomada de consciência que esta conferência trouxe sobre as dimensões e a gravidade da sustentabilidade ambiental. Isso ficou claro nas intervenções de numerosos chefes de Estado, ou de seus representantes, bem como nas manifestações das muito numerosas organizações da sociedade civil, na “Cúpula dos Povos”. 

Isso significa que, mais do que nunca, a atividade econômica precisa ser harmonizada com o respeito à natureza?
Dom Odilo – Sim. Atividade econômica e sustentabilidade ambiental são inseparáveis; isso é absolutamente vital para o futuro. A Rio+20 afirmou isso de maneira muito forte. Para que a atividade econômica deixe de ser predatória dos recursos naturais, requer-se uma drástica revisão dos atuais sistemas de produção e dos hábitos de consumo; e os estilos de vida precisam ser mais sóbrios, menos materialistas e consumistas, mais solidários com os demais e com as futuras gerações; nossos hábitos e nossa cultura precisam mudar, para estabelecermos uma relação mais sustentável com a natureza e o ambiente da vida.

Na Rio+20, falou-se muito em “economia verde”. Que significa isso?
Dom Odilo – Trata-se de um conceito relativamente recente e seu significado nem sempre é claro. De maneira geral, a “economia verde” é respeitosa do ambiente da vida e, desse modo, pleiteia o abandono das fontes de energia perigosa, como a nuclear, ou das fontes de energia fóssil e muitos poluidoras, como o petróleo e o carvão; ela também aposta em fontes renováveis de energia, que não sejam  tão poluidoras; a preservação do verde e das florestas e uma agricultura mais voltada para a produção de alimentos; inclui ainda o saneamento básico e o adequado tratamento do esgoto e do lixo… A economia verde  também tem um tom “azul”, enquanto inclui o cuidando das águas, rios, lagos e oceanos… 

Na conferência, houve uma forte demanda para que se mudasse o critério de avaliação do desenvolvimento de um povo. Isso foi novo?
Dom Odilo – Não é necessariamente novo, mas a Rio+20 pediu muito que o produto interno bruto (PIB) não seja o único critério para avaliar o desenvolvimento dos países, mas sejam levados em consideração também o índice da qualidade de vida, dos serviços básicos à população, como a educação, a saúde, a alimentação, a habitação, o transporte, a educação, a segurança, a superação da pobreza e da fome e, é claro, a qualidade ambiental.

O documento final foi muito criticado por suas lacunas. No seu entender, quais foram as principais lacunas?
Dom Odilo – Não se chegou a estabelecer um organismo na ONU para acompanhar globalmente, com competências próprias, as questões ambientais; e isso faz falta e deverá ser uma decisão da própria ONU; também não se assegurou um fundo para financiar a sustentabilidade ambiental, as mudanças no modelo econômico e a ajuda para que os países pobres superem a pobreza; e não se estabeleceram regras para facilitar o acesso solidário às tecnologias necessárias para uma economia mais verde. No fundo, a responsabilidade pela solução da grave crise ambiental continua pesando sobre cada país e isso, certamente, será pouco eficaz. As grandes economias, em geral, não se comprometeram, de modo efetivo, na busca de soluções para crise ambiental. E são eles os maiores responsáveis pelo aquecimento global e as ameaças à sustentabilidade ambiental.

A exclusão no documento final dos supostos “direitos reprodutivos” da mulher seria também uma lacuna?
Dom Odilo – Não, certamente. O documento afirma, em diversos momentos, a necessária atenção à saúde da mulher e à sua saúde sexual. Mas a questão dos “direitos reprodutivos” é ambígua e, como é sabido, incluiria também um “direito humano ao aborto”. Isso seria inaceitável, pois a agressão à vida humana e, ainda mais, a sua supressão, não podem jamais ser tidos como “direitos humanos”. Além do mais, o desenvolvimento sustentável requer, acima de tudo, o respeito à pessoa humana e ao seu inalienável direito à vida. Seria uma enorme contradição lutar pela defesa do ambiente da vida e suprimir vidas humanas!

Como avalia a participação dos Chefes de Estado e das delegações oficiais? 
Dom Odilo – Tive uma impressão mais nítida da enorme variedade de povos, línguas, raças, nações e culturas que compõem a grande família humana! Houve uma expressiva participação de países pequenos e muito pequenos, que tiveram igual direito e chance de se expressar, manifestar suas preocupações e de dar suas contribuições. Houve a ausência dos chefes de Estado de alguns países grandes e economias fortes, que enviaram representantes; talvez estavam  muito ocupados em resolver a crise econômica e financeira em seus países. Foi uma pena, pois hoje ninguém consegue resolver os próprios problemas, sem também ajudar a resolver os problemas dos outros. Os países pequenos e em desenvolvimento mostraram grande senso de solidariedade e de responsabilidade comum.

Qual foi o significado da participação da Igreja no Rio+20?
Dom Odilo – A Igreja não poderia estar ausente nessa conferência; penso que sua participação foi positiva. O observador permanente da Santa Sé na ONU, com sua equipe, trabalhou muito durante esses últimos meses, e ainda mais, nos dias da Rio+20, para propor e ajudar a tecer consensos sobre questões importantes, relativas ao desenvolvimento sustentável. A delegação da Santa Sé fez ouvir a voz e a posição da Igreja no plenário da conferência. Notei, ainda, que diversos conceitos e princípios caros à Doutrina Social da Igreja foram assimilados e até repetidos literalmente, quer no plenário e no documento da Rio+20, quer na Cúpula dos Povos. E isso mostra a validade e a necessidade das contribuições da Igreja nesses “areópagos” tão importantes. Também isso é “evangelizar”.

Alguma lacuna, a partir do olhar da Igreja?
Dom Odilo – Sim. Entre outras, não foi dado nenhum reconhecimento à contribuição das religiões e Igrejas, em particular, do Cristianismo e da nossa Igreja, para o desenvolvimento sustentável. É inegável e relevante a contribuição da Igreja para mudar a cultura, para a educação, para formar valores, para a saúde, a superação da pobreza e a assistência aos pobres. Também não houve quase nenhuma menção de apreço ao papel da família como sujeito social e econômico básico e ao seu papel no cuidado e na formação das pessoas para uma nova cultura e para a economia sustentável. Isso foi uma pena.

Qual foi o significado da presença das organizações da sociedade Civil na Cúpula dos Povos?
Dom Odilo – O interesse e a participação da sociedade civil são determinantes para promover mudanças nas políticas públicas e nas decisões dos Governos. Também em âmbito mundial. A solução das graves questões postas na Rio+20 depende da atuação desses dois agentes: autoridades constituídas e sociedade civil organizada. Desta conjugação de esforços depende a eficácia de qualquer declaração ou lei. Creio que na, Rio+20, esse esforço conjugado foi manifestado bem e isso faz esperar que ela não foi um ponto de chegada, mas de partida para novos passos e decisões.

Entrevista Élson Matias

elson_jufraComo foi à participação dos jovens nos debates sobre meio ambiente nas últimas semanas no Rio?
Elson Matias – As juventudes fizeram-se presentes na Cúpula dos Povos através do Enlace das Juventudes, que foi uma articulação convergente de mais de 40 organizações de jovens de diversos segmentos do Brasil e do mundo. O Enlace conduziu o processo de formulação das contribuições das juventudes na Cúpula e organizou o Território das Juventudes, espaço politicamente livre e autogestionado, garantindo autonomia e responsabilidade de cada organização em particular e coletivamente. Durante os 10 dias da Cúpula dos Povos, 2.500 jovens do Brasil e do Mundo estiveram acampados na UFRJ, uma experiência inovadora que buscava agregar todas as organizações juvenis, numa luta constante de pluralidade e respeito à diversidade. Nos primeiros dias, foram organizadas rodas de diálogos e plenária de convergência para debater os eixos que nortearam toda a Cúpula: denúncia das causas estruturais das crises, das falsas soluções e das novas formas de reprodução do capital, soluções e novos paradigmas dos povos e estímulo às organizações e movimentos sociais a articular processos de luta anticapitalista pós-Rio+20. As Juventudes escreveram documentos em torno desses eixos, que foram apresentados nas Assembléias dos Povos durante a Cúpula.

E a participação da juventude católica? Quais contribuições foram dadas?
Elson Matias – Dentro do Enlace das Juventudes da Cúpula dos Povos, duas organizações católicas de jovens se fizeram presentes: a Juventude Franciscana – JUFRA e a Pastoral da Juventude – PJ, que conseguiram construir um processo conjunto de parceria, articulação, convivência e que abre perspectivas para a continuidade dos trabalhos na dimensão sócio-transformadora da evangelização. As contribuições da JUFRA e da PJ se deram, sobretudo no apoio mútuo, nos trabalhos junto à Secretaria Geral do Enlace das Juventudes, no GTs de Metodologia e de Infraestrutura, nas assembléias do Território das Juventudes, nos debates e encaminhamentos das rodas de conversa, plenárias de convergência e nas Assembleias dos Povos. Na terça-feira, 19 de junho, junto à assessoria da Comissão da CNBB para o Serviço da Justiça, da Paz e da Caridade, a JUFRA e a PJ organizaram uma Roda de Diálogo sobre a 5ª Semana Social Brasileira, promovida pela CNBB, debatendo o tema principal: “A participação da sociedade no processo de democratização do Estado – Estado para quê e para quem?”, fazendo a ligação com eixos como; Juventude, Ecologia, Participação Popular, Estado e Não à Economia Verde. Além disso, a JUFRA esteve e está apoiando e participando da Campanha Mundial “Não a Economia Verde”, que no Brasil está sendo liderada e organizada pela Família Franciscana, através do SINFRAJUPE (Serviço Inter-Franciscano de Justiça, Paz e Ecologia).

Qual sua avaliação dessa participação?
Elson Matias – Politicamente, todo o processo da Cúpula dos Povos e do Enlace foi um caminho de aprendizado, mesmo para as organizações que há anos já realizam um trabalho na área da Ecologia. Hoje, é preciso entender que o “ambiental” e o “social” não são elementos distintos e desconexos, mas sim compreender que as relações ecológicas precisam ser levadas em consideração como fundamentais para a continuidade da Vida. Essa visão global da defesa da vida fez com que a Cúpula fosse um espaço de partilha de experiências e a afirmação de posicionamentos que desencadeie um processo integrado de lutas e caminhos possíveis para que a Justiça e a Paz aconteçam no mundo. Particularmente, a Igreja precisa se fazer mais presente e atuante nesses espaços.

Como foi o debate dentro do carisma franciscano, e em particular da jufra, das ações que precisam ser feitas em defesa do meio ambiente?  
Elson Matias – Junto à Cúpula dos Povos, um grupo de sessenta franciscanos/as de todos os Continentes se reuniram e, enquanto presença franciscana, participaram das atividades da Cúpula, debateram a contribuição específica franciscana no processo global de lutas e planejaram as ações nessa perspectiva de atuação. Os participantes eram frades, religiosas e leigos e leigas da OFS e da JUFRA, organizados pela entidade Franciscans International-FI e pelo Serviço Inter-Franciscano de Justiça, Paz e Ecologia-SINFRAJUPE. Um espaço de atuação muito importante foi à caminhada realizada pelos franciscanos na Favela da Rocinha, com o intuito de divulgar as discussões que estavam ocorrendo na Cúpula dos Povos, para além do Aterro do Flamengo, onde estava ocorrendo o evento. No dia 18/06, foi organizado um seminário sobre Alternativas à Economia Verde, promovendo e divulgando a Campanha Mundial Contra a Economia Verde e a Mercantilizarão da Vida (www.nogreeneconomy.org). Também foi marcante a presença na Marcha dos Povos, no dia 20 de junho, e com a instalação franciscana no território da Cúpula, com imagens reflexivas a partir do Cântico das Criaturas, de São Francisco de Assis. Nos encaminhamentos, os franciscanos/as escolheram três eixos para a continuidade das ações em nível global pós-Cúpula dos Povos e Rio+20: Promover a autenticidade de vida (com a revisão do estilo de vida), Participar no projeto sobre mineração dos promotores de JPIC em Roma e continuar a campanha Não à Economia Verde, denunciando os problemas criados pela economia verde e buscando paradigmas alternativos para a sociedade.

Como a visão cristã sobre o meio ambiente se relaciona com o que foi debatido na Cúpula dos Povos e na Rio+20?
Elson Matias – A Criação foi iniciada por Deus, mas foi repassada à humanidade a tarefa de co-criar, junto ao Criador, ou seja, de continuar ao longo dos tempos e lugares, animados pelo Espírito Santo, a Criação, que não findou com o descanso de Deus no sétimo dia. É responsabilidade do seres humanos, imagem e semelhança de Deus, contribuir para que tudo que Deus criou seja destinado como fonte de vida e vida em abundância para todos/as. É este o sentido da afirmação colocada na boca de Deus: “Submetei a terra”, em Gênesis 1,28. Na Carta à Comunidade dos Romanos, Paulo escreve: “Sabemos que a criação toda geme e sofre dores de parto até agora.” (Rm 8,22), isso há quase mil novecentos e cinqüenta anos atrás, numa comunidade inserida na realidade de um império opressor, concentrador de riquezas, violento e devastador. E Paulo continua: “A criação foi sujeita ao que é vão e ilusório, não por seu querer, mas por dependência daquele que a sujeitou.” (Rm 8,20). O refrão do Hino da Campanha da Fraternidade 2011 nos diz e questiona: “Nossa Mãe Terra, Senhor, geme de dor noite e dia. Será de parto esta dor ou simplesmente agonia? Vai depender só de nós, vai depender só de nós”.  Ora, não seria a Mãe Terra a falar pela boca do profeta Isaías, quando afirma: “Por muito tempo me calei, estive em silêncio e me contive. Como uma mulher que está de parto, eu gemia, suspirava, respirava ofegante.” (Is 42,14)?. Os gemidos da natureza confundem-se com os gemidos dos humanos, sobretudo dos pobres e oprimidos. E, natureza e humanos, unindo solidariamente seus gritos causados pela mesma dor, poderão chegar ao estado de “Integridade da Criação”. Criação íntegra, inteira, unida, em plena comunhão, entre si e com o Criador, renovada no Cristo, pela força do Espírito Santo. O hino “Jesus Cristo, Esperança do Mundo”, que cantamos em comunhão com a caminhada ecumênica das Igrejas Cristãs, afirma poética e evangelicamente: “Venha o Teu Reino, Senhor, a Festa da Vida recria. A nossa espera e a dor, transforma em plena alegria!”

Qual o resultado final que você faz sobre esse debate?
Elson Matias – As perspectivas para a continuidade da luta e da organização popular estão muito boas, segundo aquilo que foi vivenciado na Cúpula dos Povos, pois o espaço de possibilitar a convergência e a aceitação mútua entre os povos geram trabalhos conjuntos e articulados para a promoção da Justiça e da Paz. A Ecologia, como tema transversal a todos os debates, faz com que a preocupação com a Vida, como bem supremo, venha reforçar a luta e a atuação de milhares de pessoas em todo o mundo que, indignados com a situação, promovem a conscientização para que cada pessoa, grupo, entidade, comunidade se organize e, coletivamente, proponha e assuma mudanças, no indivíduo, na comunidade e na sociedade. Para a JUFRA e a PJ, particularmente, a Cúpula dos Povos veio reforçar nosso papel cristão de, como Igreja, sermos solidários e samaritanos junto aos sofredores e sofredoras do mundo inteiro. Além disso, a participação de nós, jovens católicos, abriu novas possibilidades de parceiras com outras entidades civis que também acreditam e lutam por essas causas. Somos conscientes que nossa participação ativa nesse processo é o nosso compromisso como Igreja, e temos certeza que estar nesse processo, trazendo nossas visões da natureza e nossa perspectiva de uma sociedade justa e fraterna representa nossa principal contribuição nesses debates.

Com informações de O São Paulo, jornal da arquidiocese paulistana

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