Dia Mundial da Água: dom precioso que “vivifica-nos e restaura-nos”

Publicado em 22 de março de 2020 Por Seja o primeiro a comentar!

Papa Francisco diante o Rio Jordão (crédito: Vatican News)

“Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água, que é tão útil e humilde, e preciosa e casta”, cantava o jovem Francisco de Assis.

A água sempre foi um sinal importante na história da Salvação. Pelas águas do dilúvio, Deus nos deu um mundo mundo; pelas águas do Mar Vermelho, nos deu a liberdade; pelas águas nas Bodas de Caná, a alegria do primeiro milagre; pelas águas do Rio Jordão, nos tornastes Filhos da Igreja em Cristo; e pela água que jorrou do lado transpassado de Jesus, deu-nos a Salvação.

Hoje, dia 22 de março, celebramos o Dia Mundial da Água. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1993, com o objetivo de conscientizar toda a população sobre o cuidado e preservação deste bem tão valioso, do qual depende a própria existência humana. Como nos recorda o Papa Francisco na Encíclica “Laudato sì’ – Sobre o cuidado da nossa casa comum”, “nosso corpo é constituído pelos elementos do planeta; o seu ar permite-nos respirar, e a sua água vivifica-nos e restaura-nos” (Laudato Sì’ – p. 2).

“A água é um bem imprescindível para o equilíbrio dos ecossistemas e a sobrevivência humana. É necessário administrá-la e cuidar dela para que não seja contaminada ou perdida. Percebe-se em nossos dias como a aridez do planeta se estende a novas regiões, e cada vez mais aumentam as pessoas que sofrem com a falta de fontes de água adequada para o consumo”, disse o pontífice em mensagem enviada ao Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), por ocasião do Dia Mundial da Água em 2019.

Neste tempo de crise em que vivemos, com a orientação de que lavar as mãos constantemente é fundamental para a prevenção contra tantas doenças, em especial a Covid-19, causada pelo novo coronavírus, somos chamados a olhar com atenção o uso desse bem comum e, também, de tomar consciência de tantos homens e mulheres, espalhados pelo mundo, não têm acesso à água potável.

Para o Papa Francisco, “o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos. Este mundo tem uma grave dívida social para com os pobres que não têm acesso à água potável, porque isto é negar-lhes o direito à vida radicado na sua dignidade inalienável”. (Laudato Sì’ – p. 30)

A defesa da água é a defesa da própria vida.

 

 

 

 

 

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