
Na tarde deste sábado, 28, a Cruz e o ícone de Nossa Senhora visitaram o hospital que é referência no tratamento de câncer no estado do Maranhão. No local, o Bispo Auxiliar de São Luís, Dom José Carlos Chacorowisk, e o capelão do hospital, padre Haroldo Passos, recepcionaram os símbolos da JMJ e deram a benção aos doentes.
Como recordou o sacerdote, a presença da Cruz no hospital é também significativa para a Igreja no Brasil devido à Campanha da Fraternidade deste ano, cujo tema é “Fraternidade e Saúde Pública”.
Uma das pacientes, Maria Barbosa Silva, relatou como está sendo este momento difícil de sua vida por causa de sua luta contra um câncer nos rins. Ao ver o ícone de Nossa Senhora, ela apenas rogou: “Que a Mãe de Jesus ‘passe à frente’”.
“Receber a Cruz é ver o sofrimento de Jesus, mas é momento de ter fé e de confiar em Deus”, afirmou Maria Barbosa que passou por uma cirurgia há 3 dias e agora vai iniciar as sessões de quimioterapia.
Ao final da visita no Aldenora Bello, os doentes puderam tocar e venerar os símbolos, além de fazer suas orações. Em seguida, a Cruz e o ícone se dirigiram em carreata para a Praça Maria Aragão, no Centro Histórico de São Luís, onde acontece a Santa Missa presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom José Belisário, e os shows com cantores católicos.
Voluntários do hospital
Uma das importantes atividades do hospital são as desenvolvidas pela Escola do Sorriso, um grupo de voluntários que dedica parte de seu cotidiano para levar alegria e esperança aos pacientes.
Alacy dos Santos é uma dos voluntários e realiza oficinas com as pacientes idosas e afirma que se doar por elas é uma das experiências mais marcantes de sua vida: “Com esse trabalho, eu vejo que os nossos problemas são pequenos demais perto do sofrimento delas. Isso que faço é o mínimo que posso realizar”.
A voluntária também, nos momentos antes da chegada da Cruz, contava como seu coração estava “saltitante e esperançoso”. “É um momento único de ‘botar fé”, ressaltou.
Outra voluntária é a pedagoga Rosângela Dias que trabalha com as crianças no hospital. Para ela, este momento de passagem da Cruz e do ícone é uma oportunidade de se abastecer e levar um conforto a essas crianças.
O técnico em petróleo e gás, Clóvis de Oliveira, é o único homem do grupo de voluntariado do hospital. Ele relata que decidiu ser voluntário porque se comoveu com o sofrimento das crianças e decidiu fazer sua parte por elas. Como católico, ele fala que a experiência com a visita da Cruz deve gerar frutos de solidariedade: “Espero que, após essa passagem dos símbolos, muitos sejam tocados e queiram levar esperança a outros”.


