
Falar sobre o aborto diante das discussões políticas e sociais cada vez mais intensas em nosso país constitui-se o maior desafio de toda a minha vida. Confesso que, por um momento, pensei que minhas palavras seriam redundantes ou que não expressariam o que desejo sinceramente. Porém, diante da missão que me foi dada por vontade do Senhor – tenho certeza -, volto meu olhar para as possibilidades e as almas que podem ser tocadas por meu coração. É assim que quero escrever: com meu coração, e não apenas meu limitado conhecimento. Sendo assim, após alguns dias refletindo e rezando, decidi que embora seja extremamente importante esclarecer o aborto do ponto de vista social, ético e biológico, não o farei aqui, uma vez que não há qualquer dúvida de que, desde o momento exato da fecundação, uma vida, um ser humano passa a existir. Sinto em meu coração forte impulso para falar do depois, o depois da concretização do aborto, o depois do vazio, o depois do crime, o depois do pecado e o que restou.









