Cada JMJ marca um novo modo de viver e ser cristão, afirma Cardeal Rylko

Cada JMJ marca um novo modo de viver e ser cristão, afirma Cardeal Rylko

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Com esta afirmação, o presidente do Pontifício Conselho para os Leigos (PCL), Cardeal Stanislaw Rylko, definiu o legado que cada Jornada Mundial deixa para os jovens do mundo inteiro e como ela está dentro da proposta da Nova Evangelização, caracterizada não simplesmente por métodos, mas por um renovado modo de ser cristão no mundo.

O Cardeal presidiu a Missa na manhã deste sábado, 1º, em que afirmou como cada edição da JMJ contribui para a formação de jovens discípulos missionários e evangelizadores de outros jovens e, em seguida, conferiu a primeira palestra do dia, durante o Encontro Nacional de Assessores da Pastoral Juvenil.

Em sua colocação, Cardeal Rylko afirmou que todo empenho para a organização da próxima JMJ tem sido um grande investimento para o presente e futuro do Brasil e da América Latina. “As Jornadas tem se tornado uma força propulsora para a solicitude pastoral da Igreja em favor dos jovens. Vamos formar uma geração de operadores de pastoral que estão sabendo extrair boas inspirações para os jovens”, enfatizou.

O presidente do PCL relatou ainda como jovens de diversos continentes se preparam para vir ao Rio de Janeiro, o que caracteriza, segundo ele, um verdadeiro movimento de gratidão da juventude ao ao amor de Cristo que, primeiramente, vem ao encontro dela e, assim, continua por meio de sinais concretos, como os símbolos da Jornada Mundial.

“A cruz é o sinal de todo cristão”, ressaltou o cardeal ao destacar a inspiração do beato João Paulo II de colocar a cruz como centro da JMJ para que os jovens anunciem que, só em Jesus Cristo, morto e ressuscitado, há vida e salvação.

Além desta motivação, o Cardeal Rylko recordou que a cruz está presente na história do Brasil, como em 1500, quando foi celebrada a primeira Missa, e em 1957, quando teve início a construção de Brasília, capital federal e sede deste Encontro de Assessores: “A cruz de Porto Seguro até a de Brasília significa que ela foi fincada na vida dos habitantes do Brasil. Tanto no passado, presente, como no futuro, a cruz marca este país”.

Por fim, o cardeal trouxe as palavras do Papa Bento XVI que define as JMJ’s como uma “nova evangelização ao vivo”. “Por ocasião das Jornadas, toda a Igreja se descobre jovem. Redescobre a alegria da fé”, concluiu ao recordar que, depois de 25 anos, a Jornada retorna ao continente americano e marca a segunda visita do Santo Padre ao Brasil.


Frutos após as Jornadas

Na segunda parte da manhã, os responsáveis por juventude das dioceses, pastorais, movimentos e comunidades puderam ouvir experiências e conhecer os frutos gerados pela Jornada em outros países.

O responsável pelo Setor Juventude do PCL, padre Eric Jacquinet, relatou como no seu país de origem, a França, se criou o hábito das diferentes expressões juvenis unirem os seus esforços de evangelização. Segundo ele, esta é a grande “revolução silenciosa” de comunhão que acontece no país que sedia o evento.

“O encontro no Rio de Janeiro será um grande cenáculo”. Foi assim que padre Eric apontou um segundo fruto deixado pela Jornada, pois esta oferece a oportunidade de abertura para jovens de outras nacionalidades. Na França, por exemplo, a Diocese de Lion acolheu jovens do Líbano, o que estimulou jovens franceses que antes não pretendiam participar da Jornada no país.

Um terceiro fruto apontado pelo responsável do Setor Juventude do PCL é o fato dos encontros mundiais com o Papa encorajar muitos jovens a serem discípulos missionários de Cristo. “É engano pensar que é só um evento e que passa. Os frutos ficam”, finalizou ao destacar ainda que as dificuldades e desafios com as distâncias, estrutura e condições das Jornadas fazem parte dos sacrifícios próprios de qualquer peregrinação, o que se reverte em frutos para a conversão pessoal.

O presidente da Fundação João Paulo II, em Roma, Dr. Marcello Badeschi, relatou como muitos jovens passaram a fazer sua opção vocacional após a JMJ. Dr. Marcello atuou juntamente com João Paulo no início do pontificado e foi uma das pessoas que apoiou a criação das Jornadas Mundiais da Juventude.

Na tarde deste sábado, o Encontro de Assessores prossegue com os organizadores do Comitê Organizador Local Rio 2013 (COL). Eles falam aos responsáveis de juventude sobre a estrutura da JMJ Rio 2013: hospedagens, inscrições, locais dos atos centrais e catequeses, voluntariado etc.

Por Gracielle Reis

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