“Viva Cristo Rei!”: Conheça o jovem mártir São José Luis Sánchez del Rio

Publicado em 20 de novembro de 2016 Por Seja o primeiro a comentar!

Suas últimas palavras antes de ser fuzilado foram: “Nos vemos no Céu. Viva Cristo Rei! Viva sua mãe, a Virgem de Guadalupe!”. 

Precisava dizer de seus próprios lábios apenas 3 palavras. Nesse momento, sua vida dependia deste simples gesto, que parecia banal para um jovem de 14 anos. Perseguido e torturado, até o último momento, passava longe de seu coração e de sua fé convicta, ousar sussurrar, muito menos repetir tal negação a qual era forçado, “Morra Cristo Rei! ”.

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José Luiz Sanchez Del Río, canonizado recentemente pelo Papa Francisco, foi esse garoto corajoso que viveu em meio a uma das maiores perseguições que a Igreja Católica sofreu no século XX, no México, quando o presidente Plutarco Calles, iniciou uma investida massacrante contra padres, religiosos e fiéis leigos que demonstrassem qualquer sinal da fé católica.

Numa dessas lutas, o chefe do grupo, perdeu o cavalo e ia ser capturado, José lhe disse: “Meu general, aqui está meu cavalo, salve-se o senhor, mesmo que me matem! Eu não faço falta, o senhor sim”. Foi dessa forma corajosa que José foi capturado.

E da prisão escreve à mãe: Minha querida mãe, fui feito prisioneiro em combate neste dia. Creio que nos momentos atuais vou morrer, mas não importa, nada importa, mãe. Resigna-te à vontade de Deus; eu morro muito feliz porque no fim de tudo isto, morro ao lado de Nosso Senhor. Não te aflijas pela minha morte, que é o que me mortifica. Antes, diz aos meus outros irmãos que sigam o exemplo do mais pequeno, e tu faça a vontade do nosso Deus. Tem coragem e manda-me a tua bênção juntamente com a de meu pai. Saúda a todos pela última vez e receba pela última vez o coração do teu filho que tanto te quer e tanto desejava ver-te antes de morrer”.

A tirania de Calles, não foi capaz de vencer o profundo e testemunhado amor de São José Luiz por Deus, que mesmo martirizado violentamente, ofertou de corpo e alma, sua vida e juventude, proclamando bravamente em meio a dores atrozes, e em alta voz, as 3 palavras doces que davam razão a sua luta e existência, “Viva Cristo Rei! ”.

Papa na Catedral de Morélia - AP

Papa na Catedral de Morélia – AP

Com finalidade de encerrar o Ano Litúrgico da Igreja, a Solenidade de Cristo Rei, comemorada hoje, último domingo da liturgia, foi criada pelo Papa Pio XI em 1925, com relevante conotação política, para mostrar o senhorio de Jesus e seu reinado sobre o mundo e sustentar os cristãos na perseguição do México. Quantos mártires não entregaram a vida proclamando: “Viva Cristo Rei! ”.

Na festa de Cristo Rei, não basta apenas celebrarmos o reconhecimento do reinado de Cristo, o alfa e o ômega o princípio e o fim. Nos convém irmos além, e deixar Cristo ser o Rei de nossos corações, consentir que seu Reino de fato, se faça presente em nossas vidas, em nossas casas em nossas famílias.

Até que ponto as palavras de Jesus permeiam e transformam minha história de vida? Permitir que sua palavra me tire de situações cômodas e consoladoras nos deixam fortalecidos, mesmo que as palavras não sejam doces. Quando opto em me abandonar verdadeiramente em seu Reino acolho Cristo por minha pátria, Ele reine em mim. Reinando em mim, brotará a firmeza de proclamar em qualquer circunstância, assim como o santo mexicano:

Viva Cristo Rei!
São José Sanchez del Rio, mártir de Cristo Rei, rogai por nós!

Fonte: Ângela Barroso (comshalom.org)

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