apresentação

“… eles se levantaram e voltaram para Jerusalém…”

Este Plano Pastoral que lhe apresenta acompanharmos é fruto do trabalho de muitas mãos e do anseio de partilhar uma linda experiência de fé: a de ter encontrado Jesus no caminho, sentir o seu amor infinito e assumir a proposta de ter os mesmos sentimentos de Cristo Jesus (Cf. Fl 2,5).

Ao partir da mística do Evangelho, que narra a experiência dos discípulos de Emaús, este Plano Pastoral aponta para o ato de caminhar, de insistir, de perseverar, buscar… Evangelização juvenil é “dar prioridade ao tempo, é ocupar-se mais com iniciar processos do que possuir espaços” (Evangelii Gaudium, n. 223). Neste sentido, é importante ter presente que estamos numa linha de continuidade, desde o Documento 85, na qual cabe a inovação, a criatividade, a encarnação na realidade concreta da juventude neste tempo e lugar.

Este material não é uma “receita de bolo”, mas apresenta eixos que são indicativos que, a partir da escuta nas diferentes realidades, apontam urgências para Pastoral Juvenil. Ao mesmo tempo apresenta linhas de ação que indicam onde se quer chegar com cada ação proposta em cada iniciativa de evangelização de jovens. Cada equipe tem seus próprios recursos, espaços…, cada lugar tem suas próprias necessidades, cultura… assim, os eixos e linhas de ação precisam ser refletidos e confrontados com as diferentes realidades para inspirar atividades concretas que favoreçam o encontro com Jesus, a integração do jovem na comunidade eclesial e o torne mais humano, mais compassivo e sensível às necessidades dos irmãos, sobretudo, os mais fragilizados. Espera-se que, numa perspectiva sinodal, seja elaborado um plano de ação para cada Setor Diocesano de Juventude abrindo horizontes e possibilidades frente à crescente crise de sentido e sede de Deus que se pode perceber nas juventudes hoje. Também aos planejamentos das expressões juvenis esperamos que seja este um ponto de referência a inspirar na missão e na elaboração de seus próprios planejamentos. Para isso, sejam feitos encontros de formação e estudo sobre cada eixo, confrontados com as realidades locais e aprofundados com base nos documentos e textos recomendados e que fundamentam a ação evangelizadora com jovens. Alguns destes, embora conhecidos de muitos, não são tão familiares para todos os jovens. Que sejam estudados, retomados, reavaliados e que possam instigar novas práticas, mais criativas e adaptadas às linguagens atuais.

A grande prioridade é o anúncio de Jesus Cristo vivo e a promoção da vida das juventudes. Vida plena, com sentido, porque “não é a mesma coisa ter conhecido Jesus ou não O conhecer, não é a mesma coisa caminhar com Ele ou caminhar tateando, não é a mesma coisa poder escutá-Lo ou ignorar a sua Palavra, não é a mesma coisa poder contemplá-Lo, adorá-Lo, descansar n’Ele ou não o poder fazer. Não é a mesma coisa procurar construir o mundo com o seu Evangelho em vez de o fazer unicamente com a própria razão” (Evangelii Gaudium, n. 266). Que estas palavras do Papa Francisco, e tantas outras dirigidas aos jovens, possam inspirar-nos a sermos sempre mais discípulos missionários.

caminhando com Jesus

Lucas 24,13-35

Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido.

Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como cegos, e não o reconheceram. Então Jesus perguntou: “Que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, e um deles chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?”

Ele perguntou: “Que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”.

Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele.

Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles. Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía.

Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

A CAMINHADA DE EMAÚS E A PASTORAL JUVENIL

O cenário referente aos discípulos de Emaús, inspira a pastoral juvenil à novas atitudes pastorais.

Somos uma nova geração imersa numa nova cultura. Quem é jovem hoje, vive a sua própria condição num mundo diverso da geração dos seus pais e educadores. Com as transformações econômicas e sociais mudam, não só o sistema de relações e oportunidades, mas também os desejos, as necessidades, a sensibilidade, o modo de se relacionar com os outros. De fato, estamos vivendo não apenas uma época de mudanças, mas uma verdadeira mudança de época. As tecnologias digitais deram origem a uma cultura com impacto profundo sobre as noções de tempo e espaço, a percepção de si, dos outros e do mundo, o modo de comunicar, de aprender, de se informar. Acelera-se o ritmo da vida, vive-se mais o instante e se vive mais atraído pelas emoções. Somos levados a dar mais valor à imagem do que à escuta e à leitura; à relação virtual do que à proximidade pessoal e dialogal. Estas mudanças vertiginosas geram um aumento progressivo da distância entre gerações, de modo que os adultos têm dificuldade em transmitir aos mais novos os valores sobre os quais construíram a sua vida. Enfim, vivemos num mundo plural e pluralista dos pontos de vista cultural, social, político e religioso.

Uma mudança de época é, naturalmente, uma época de crise, no duplo sentido de novas chances e novos riscos. Tudo isto influi também no modo de conceber a dimensão religiosa da vida.

O processo do Sínodo de 2018 usa o cenário evangélico dos discípulos de Emaús como inspiração e fundação bíblica. Como o Senhor Jesus caminhou com os discípulos de Emaús (Cf. Lc 24,13-35), somos chamados, como Igreja, a acompanhar todos os jovens, sem excluir alguém nesses tempos difíceis, a exemplo de Jesus, “o primeiro e maior evangelizador” (EG 12). Assim a Pastoral Juvenil do Brasil se sente interpelada a sair de sua zona de conforto para encontrar os jovens onde e como estiverem, reacendendo os seus corações e caminhando com eles.

O texto de São Lucas, é assumido como norteador de nosso Plano Nacional da Pastoral Juvenil. Essa passagem bíblica pode ser meditada sob vários aspectos, todos eles de grande riqueza motivadora em relação ao percurso a ser percorrido pela nossa pastoral juvenil. A narração apresenta-nos uma série de ações e palavras que nos introduzem num belo caminho espiritual e pastoral, feito de experiências existenciais. Sublinham o dinamismo da fé, com os seus momentos progressivos e sucessivos ao mesmo tempo. É marcado pelo encontro com Cristo Ressuscitado.

A grande experiência foi o momento em que os discípulos e Jesus se encontram juntos em Emaús, em casa, sentados à mesa. “Fica conosco, Senhor!” – pedem após O reconhecerem ao partir o pão. Ali, vivem de fato uma experiência profunda de comunhão, profundamente marcada pela “fração do pão”. Então, nesse momento, “abriram-se os seus olhos e O reconheceram”: é o momento culminante e prático do reconhecimento de Jesus, do irromper da sua presença: aqui está o núcleo central de nossa ação pastoral junto a juventude; que deve conduzir à descoberta da alegria do encontro do jovem com Jesus onde ele estiver. Não basta saber a história de Jesus. É preciso senti-Lo vivo, ressuscitado para uma relação viva com Ele. Do contrário será reduzido à figura de um grande homem, de um herói ou mártir da história passada. O início deste encontro, à mesa com Jesus, é expresso com palavras maravilhosas que nos impressionam e comovem: “Fica conosco”. Quer dizer: já nos tornamos amigos, te acolhemos em nossa casa, queremos estar juntos. Estamos perante um dos grandes e belos símbolos da amizade.

Esse texto interpela as várias expressões juvenis a empenhar-se na missão de aquecer o coração dos jovens com a luz da fé e o calor da esperança e do amor, despertando nos jovens o desejo de encontrar Jesus e caminhar com Ele; de integrá-los na comunidade dos seus discípulos, ajudando-o a passar da ideia do cristianismo, como um conjunto de obrigações religiosas, à descoberta de um cristianismo como caminho para a luz, para a perfeição, para a vida Plena.

Assim, torna-se prioridade de nosso Plano Pastoral Nacional da Pastoral Juvenil, preparar os agentes para iluminar a noite que envolve os jovens, fazendo-os sair do desânimo para a esperança; cativando-os com a beleza do Evangelho de tal modo que, em vez de se mostrarem fartos, peçam também como os discípulos de Emaús: “fica conosco”, não Te afastes, temos tantas noites que nos metem medo, tantas desilusões que nos fecham em nós mesmos…

A última experiência que o texto bíblico referente aos discípulos de Emaús nos aponta é o regresso apressado em missão à Jerusalém, à comunidade que tinham abandonado. Aqueles que descobrem Cristo Ressuscitado não O guardam para si, mas sentem-se impelidos a comunicá-Lo aos demais, tornando-se discípulos missionários, comprometidos em levar a alegria do Evangelho.

Para que os jovens se sintam membros vivos da comunidade, esta é chamada a olhá-los com o olhar misericordioso e atento às caraterísticas de cada um; a reconhecer os pequenos passos de progresso de cada um, os diversos níveis de pertença (uns mais comprometidos, outros menos), oferecendo a todos respeito, amizade, acompanhamento. É imprescindível valorizar o seu protagonismo na vida da comunidade através da participação nos vários âmbitos da liturgia, da catequese, da ação caritativa, dos conselhos paroquiais e outros, porém atentos ao risco de limita-los à vida interna da comunidade. Precisamos dar missão aos jovens, educá-los num estilo de Igreja em saída às periferias do mundo, propor-lhes experiências de caridade que lhes permitam lidar e confrontar-se com as fragilidades humanas; atividades duradouras de voluntariado com os necessitados, que podem levá-los a sair de si mesmos e do seu mundo virtual para relações diretas e mais humanas; experiências missionárias. Precisamos dar-lhes o sentido de missão.

Dom Nelson Francelino Ferreira
Ex-Presidente da Comissão Episcopal
para a Pastoral Juvenil

justificativa

O presente Plano de Pastoral Juvenil da Igreja no Brasil é consequência de um longo processo de escuta das juventudes. Foram realizados três significativos eventos, em lugares, níveis e com sujeitos diferentes, que contribuíram com ricas reflexões para que chegássemos à definição destes eixos e linhas de ação.

O primeiro evento de escuta aconteceu nas bases a partir de um questionário online, em os diversos Regionais, envolvendo o Setor Juventude das Dioceses e Prelazias, avaliaram o projeto anterior (Ide) incluindo novos desafios para a pastoral juvenil, considerando, sobretudo, os reflexos da pandemia da COVID-19. Esse material foi preparado em conjunto com os padres referenciais regionais.

O segundo evento de escuta aconteceu em São Paulo no Instituto Pio XI, no mês de maio deste ano; esse evento envolveu diversas categorias de sujeitos, os bispos referenciais, os assessores regionais, a Coordenação Nacional da Pastoral Juvenil e a equipe de Comunicação.

O terceiro evento foi o Encontro de Revitalização que aconteceu no mês de julho na cidade de Niterói (RJ). Nesse grande evento as reflexões dos jovens participantes sobre o dinamismo da pastoral juvenil no Brasil, foram ainda mais concretas, refinadas, críticas, provocantes. Nem todas as ideias podem ser traduzidas em linhas de ação, mas é certo que os grandes eixos aqui presentes contemplam um vasto universo de possibilidade de atividades a serem implementadas em cada realidade. Os eixos e linhas de ações, querem ser um convite para que cada Diocese e Prelazia, através do protagonismo do Setor Juventude, estimule a promoção de outras iniciativas a partir de cada realidade. Temos aqui um significativo horizonte para onde devemos caminhar em sinodalidade como Pastoral Juvenil da Igreja no Brasil. 

Os eixos que emergiram do processo avaliativo foram aqueles que estão sendo contemplados neste projeto e que também nos remetem ao Documento 85 que norteia a Pastoral Juvenil em nível nacional. Os eixos formação, vocação e missão, estruturas de acompanhamento e assessoria, cidadania: casa comum e dignidade humana, sintetizam grandes blocos de subtemas e sensibilidades a serem consideradas nas bases. Para cada linha de ação, a partir de cada contexto sociocultural e eclesial, deverá ser traduzida em múltiplas atividades concretas e estratégias adequadas.

Considerando que o presente plano pastoral é consequência de um processo avaliativo. Somos chamados a acolher, escutar, ler, interpretar e a dialogar com o mundo juvenil com propostas concretas que sejam respostas aos desafios contemporâneos mais sentidos pelas juventudes. Não teremos uma pastoral juvenil efetiva se não levarmos em conta o contexto existencial dos jovens dos quais eles mesmos são os primeiros e mais autênticos porta-vozes.

O Papa Francisco nos estimula a sair do abstrato em relação ao mundo juvenil: “A juventude não é algo que se possa analisar de forma abstrata. Na realidade, ‘a juventude’ não existe; o que há são jovens com as suas vidas concretas. No mundo atual, cheio de progresso, muitas destas vidas estão sujeitas ao sofrimento e à manipulação” (Cristo Vive, n.71). “Exorto as comunidades a fazerem, com respeito e seriedade, um exame da sua realidade juvenil mais próxima, para poderem discernir os percursos pastorais mais apropriados” (Cristo Vive, n.103).

Para salvar a humanidade Deus se encarnou na história! “A Palavra se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Guiada por esse princípio teológico também a pastoral juvenil é chamada a encarnar-se em cada contexto. 

No livro do Êxodo também temos o mesmo dinamismo divino com seu projeto libertador; para libertar os oprimidos da escravidão no Egito Deus se faz presente na história deles contemplando a realidade, conhecendo os seus sofrimentos, descendo para libertá-los (cf. Ex 3,7-10). A proposta pastoral de Deus, com dinamismo libertador, está vinculada à realidade existencial do povo! 

Deus liberta o povo porque sabe que a situação existencial dele se chocava com o seu projeto de vida digna. O mesmo acontece atualmente com o mundo juvenil. Desse modo que um projeto de pastoral juvenil deve ser sempre um instrumento inspirador de compromissos para a realização da vontade de Deus, para que os jovens tenham vida e a vida em abundância (cf. Jo 10,10). Não é bem-vinda uma “evangelização” alienante e alienada, uma vez que o ato de evangelizar é a resposta ao amor de Deus que nos salva libertando de todos os males!

Num mundo grávido de ideologias e marcado pela “liquidez”, que contestam profundamente os valores éticos universais e as propostas da fé cristã, enquanto educadores-pastores, somos chamados à reflexão “para saber discernir o que é agradável ao Senhor” (Ef 5,10). Conscientes da nossa missão de pastores do povo de Deus em seus mais variados níveis e contextos, somos chamados a educar os jovens para saberem “examinar os espíritos” para poderem acolher o que vem de Deus (cf. 1Jo 4,1). 

O Espírito Santo que habita o coração de cada jovem e sempre nos impulsiona na Esperança, conceda a todos os jovens a graça da abertura à Palavra de Deus e a firmeza de ânimo diante dos problemas. A meta de todas as ações da Pastoral Juvenil é a promoção do Reino de Deus no coração e na vida de cada jovem. Nesse serviço somos todos instrumentos de Deus! A todos os jovens registramos o nosso respeito, admiração, incentivo e bençãos!

Dom Antonio de Assis – Membro da Comissão Episcopal para a Juventude

eixo1

formação

“Se conseguires apreciar com o coração a beleza deste anúncio e te deixares encontrar pelo Senhor; se te deixares amar e salvar por Ele; se entrares na sua intimidade e começares a conversar com Cristo vivo sobre as coisas concretas da tua vida, esta será a grande experiência, será a experiência fundamental que sustentará a tua vida cristã. Esta será também a experiência que poderás comunicar a outros jovens”

Cristo Vive, n. 129

Linhas de ação

  • Promover a leitura, o estudo, o aprofundamento dos documentos que fundamentam a identidade da Pastoral Juvenil;
  • Formar tendo em vista a sinodalidade e a pastoral de conjunto contemplando os diversos atores da evangelização juvenil, a partir das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil e dos planos diocesanos de pastoral;
  • Estimular processos de formação direcionados a grupos específicos: assessores adultos e jovens, lideranças juvenis, articuladores, acompanhadores, entre outros;
  • Investir na formação humana, bíblico-catequética e espiritual das juventudes para um sadio equilíbrio entre fé e vida;
  • Preparar pessoas capazes de dialogar com as diferentes linguagens e as realidades juvenis no mundo plural.

“O discipulado começa com o convite pessoal de Jesus Cristo: “Vem e segue-me” (Lc 18,22). Na formação para o discipulado é necessário partir de uma formação integral” (CNBB. Doc. 85, n. 97).

eixo2

vocação
e missão

“Quero encorajar-te a assumir este compromisso, porque sei que o teu coração, coração jovem, quer construir um mundo melhor… Os jovens nas ruas… são jovens que querem ser protagonistas da mudança. Por favor, não deixeis para outros o ser protagonista da mudança! Vós sois aqueles que detêm o futuro!… Também a vós, eu peço para serdes protagonistas desta mudança.”

Cristo Vive, n. 174

Linhas de ação

  • Conscientizar acerca da dimensão vocacional do ser e agir do discípulo missionário, estimulando a cultura vocacional nas diversas ações pastorais;
  • Estimular a elaboração de projetos de vida, a partir da experiência de encontro com o Senhor, através de oficinas, materiais formativos, encontros, acompanhamento espiritual e outros meios;
  • Fomentar o protagonismo eclesial e social da juventude mediante uma sólida reflexão acerca do papel de cada jovem, discípulo missionário, em seus contextos;
  • Promover a animação missionária nas diversas propostas de ação da Pastoral Juvenil;
  • Encorajar os jovens a assumirem ações voluntárias, rumo às periferias existenciais e sociais, a partir da compaixão para com os sofredores seguindo o exemplo de Jesus.

“Quando o jovem assimila o Evangelho como uma Boa Notícia, ele quer partilhá-la com os outros. O discípulo se torna missionário” (CNBB. Doc 85, n. 176).

eixo3

Estruturas de
Acompanhamento
e Assessoria

“A proliferação e o crescimento de associações e movimentos com caraterísticas predominantemente juvenis podem ser interpretados como uma ação do Espírito que abre novos caminhos. Mas é necessário um aprofundamento da sua participação na pastoral de conjunto da Igreja, bem como uma maior comunhão entre eles e uma melhor coordenação da atividade. Embora nem sempre seja fácil abordar os jovens, estamos a crescer em dois aspetos: a consciência de que é toda a comunidade que os evangeliza e a urgência de que os jovens sejam mais protagonistas nas propostas pastorais.”

Cristo Vive, n. 202

Linhas de ação

  • Aprofundar a identidade do Setor Diocesano de Juventude como ambiente de comunhão eclesial, integração, partilha, escuta na dinâmica da sinodalidade, conservando a memória histórica dos processos já vivenciados;
  • Elaborar Projetos Educativos Pastorais em nível regional e diocesano, em consonância com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, que promovam a sinodalidade e a formação integral, a partir do encontro com Jesus Cristo vivo;
  • Priorizar processos através de planejamentos, formação e sistematização da sucessão de lideranças, considerando os documentos sobre a Pastoral Juvenil e o Setor Diocesano, evitando rupturas;
  • Estimular a criação e fortalecimento de colegiados de assessores e lideranças juvenis em nível regional e diocesano, considerando a diversidade de expressões juvenis;
  • Fomentar iniciativas criativas de autossustentabilidade financeira do Setor Diocesano de Juventude nos vários contextos, evitando a passiva dependência.

“Como parte fundamental de sua missão, a pastoral ‘organiza-se a partir da base, gerando um processo dinâmico de comunhão e participação e criando estruturas de coordenação, animação e acompanhamento que permitem o intercâmbio entre as experiências que se realizam nos diferentes níveis da Igreja’” (CNBB. Doc. 85, n. 189).

eixo4

Cidadania:
casa comum
e dignidade humana

“A juventude não é algo que se possa analisar de forma abstrata. Na realidade, ‘a juventude’ não existe; o que há são jovens com as suas vidas concretas. No mundo atual, cheio de progresso, muitas destas vidas estão sujeitas ao sofrimento e à manipulação.”

Cristo Vive, n. 71

Linhas de ação

  • Conhecer e acolher a realidade juvenil, em todos os contextos, tendo como prioridade as juventudes vulneráveis de cada ambiente, real e virtual;
  • Conscientizar sobre a crise socioambiental de forma a motivar ações em defesa da vida e da Casa Comum nos diferentes contextos;
  • Motivar a atuação das juventudes nas diversas instâncias governamentais e organizações civis de reflexão e elaboração de políticas públicas, tendo em vista a promoção da vida plena para todos;
  • Articular processos de conscientização e atuação para integrar temas e pessoas em vista de uma sexualidade plena e do valor da vida em todas as suas fases;
  • Incentivar iniciativas e parcerias em vista do cuidado da saúde mental das juventudes atuando de forma preventiva com relação à dependência química, suicídio e todo tipo de violências.

“Face à situação de extrema vulnerabilidade a que está submetida a imensa maioria dos jovens brasileiros, é necessária uma firme atuação de todos os segmentos da Igreja no sentido de garantir o direito dos jovens à vida digna e ao pleno desenvolvimento de suas potencialidades” (CNBB. Doc. 85, n. 230).

Oração do
papa francisco
pelos jovens

Senhor Jesus, a tua Igreja dirige o olhar a todos os jovens do mundo. Pedimos-te que, com coragem, assumam a própria vida, olhem para as realidades mais bonitas e mais profundas e conservem sempre um coração livre.

Acompanhados por guias sábios e generosos, ajuda-os a responder à chamada que Tu diriges a cada um deles, para realizar o próprio projeto de vida e alcançar a felicidade. Mantém aberto o seu coração aos grandes sonhos tornando-os atentos ao bem dos irmãos.

Como o Discípulo amado, também eles permaneçam ao pé da Cruz para acolher a tua Mãe, recebendo-a como um dom de ti. Sejam testemunhas da tua Ressurreição e saibam reconhecer-te vivo ao lado deles anunciando com alegria que Tu és o Senhor.

Amém.

referências

Documentos

BIBLIA SAGRADA. Edições CNBB. 2ª. edições 2016.

CHRISTUS VIVIT – Exortação Apostólica Pós-Sinodal – Papa Francisco, Documento Pontifício n. 37. Edições CNBB. 3ª. edição 2019.

CIVILIZAÇÃO DO AMOR – Projeto e Missão: Edições CNBB. 2ª. edição, 2016.

DOCUMENTO DE APARECIDA: texto Conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. Edições CNBB 2007.

DOCAT – Doutrina Social da Igreja. Paulus. 1ª. edição 2016.

DGAE – Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil – 2019-2023. Documento n. 109. Edições CNBB. 1ª. edição 2019.

EVANGELIZAÇÃO DA JUVENTUDE: Desafios e perspectivas pastorais. Documento n.03, Edições CNBB. 1ª. edição 2007.

EVANGELII GAUDIUM: Sobre o Anúncio do Evangelho no Mundo Atual. Exortação Apostólica. Papa Francisco. Documentos Pontifícios n. 17. Edições CNBB. 1ª. edições 2013.

FRATELLI TUTTI – Sobre a Fraternidade e Amizade Social. Carta Encíclica – Papa Francisco. Documentos Pontifícios n. 44. Edições CNBB. 1ª. edição 2020.

GAUDATE ET EXULTATE: Sobre o Chamado a santidade no Mundo Atual. Exortação Apostólica Pós-Sinodal – Papa Francisco. Documentos Pontifícios n.33. Edições CNBB. 3ª. edição 2018.

LAUDATO SI: Sobre o cuidado com a casa comum. Carta Encíclica – Papa Francisco. Documentos Pontifício n. 22. Edições CNBB. 1ª. edição 2015

OS JOVENS, A FÉ E O DISCERNIMENTO VOCACIONAL. XV Assembleia Geral Ordinária dos Sínodos dos Bispos. Documento Final. Documentos da Igreja n. 51. Edições CNBB. 1ª. edição 2019.

PASTORAL JUVENIL NO BRASIL – Identidade e Horizontes. Documento de Estudo 103 da CNBB. Edições CNBB. 1ª. edição 2013.

YOU CAT – Catecismo Jovem da Igreja Católica. Paulus 2013.

Subsídios

Coleção: Aos Jovens com Afeto. Edições CNBB.

Coleção: Laços Fé e Vida. Edições CNBB.

Grupo Jovem Paroquial: Jeito Jovem de Ser Igreja. Coleção Igreja Jovem – 02. Site – www.jovensconectados.org.br  

Ir. VALÉRIA LEAL (org). Evangelização Juvenil – Desafios e Perspectivas. Edições CNBB. 1ª. edições 2022.

Setor Diocesano de Juventude. Coleção Igreja Jovem – 01. Edições CNBB. 2ª. edição 2011.

Cursos EAD:

– Cursos online: Lideranças, Assessores, Políticas Públicas, Christus Vivit   – www.jovensconectados.org.br

– Pós-graduações: Pastoral Juvenil e Acompanhamento de Adolescentes e Jovens – www.unisal.br