Via Sacra: “Maria, a grande guardiã da esperança”

Publicado em 26 de janeiro de 2019 Por Seja o primeiro a comentar!

Com o tema “realidade dos jovens e a Igreja Mártir”, os jovens que participam da JMJ Panamá 2019 acompanharam a Via Sacra com a Juventude nesta sexta-feira, 25 de janeiro, com a presença do Papa Francisco, no Campo Santa María la Antigua, em Cinta Costera.

Jovens da América Latina fizeram as orações das 14 estações que retratam a caminhada de Cristo até o Calvário, lembrando dos sofrimentos presentes hoje no mundo todo. O Brasil fez a oitava estação, da passagem do Evangelho de Marcos 15,21 sobre o Cirineu, iluminados pela mensagem “que a cruz dos outros seja a nossa cruz. Sejamos solidários e levemos com amor a imensa cruz do mundo”, que pedia para que os jovens que se sentem derrotados não percam a esperança.

Ao final da Via Sacra, o pontífice fez o seu discurso de aproximadamente 20 minutos, onde exaltou Maria como o exemplo a ser seguido para superar os problemas da sociedade moderna.

Francisco começou fazendo analogia da caminhada de Jesus até o local onde foi crucificado, dizendo que “o caminho de Jesus para o Calvário é um caminho de sofrimento e solidão que continua nos nossos dias. Ele caminha e sofre em tantos rostos que padecem a indiferença satisfeita e anestesiante da nossa sociedade que consome e se consome, que ignora e se ignora na dor dos seus irmãos”.

Bullying

Diversos problemas foram citados pelo Papa Francisco, como o bullying.

“Sempre a mesma tentação. É mais fácil e «remunerador» ser amigo nas vitórias e na glória, no sucesso e no aplauso; é mais fácil estar próximo a quem é considerado popular e vencedor. Como é fácil cair na cultura do bullying, do assédio e da intimidação! Para Vós, Senhor, não é assim! Na cruz, identificastes-Vos com todo o sofrimento, com quem se sente esquecido. Para Vós, Senhor, não é assim, porque quisestes abraçar todos aqueles que muitas vezes consideramos não dignos de um abraço, uma carícia, uma bênção; ou, pior ainda, nem nos damos conta de que precisam disso. ”

Egoísmo

O aborto e a exploração infantil foram lembrados pelo Santo Padre, onde citou que a Via Sacra se prolonga “no grito sufocado das crianças impedidas de nascer e de tantas outras a quem se nega o direito de ter uma infância, uma família, uma instrução, que não podem jogar, cantas, sonhar”.

Falou também da criminalidade, dos aliciadores de jovens, exploradores e tantos outros problemas que assolam a sociedade do consumo e do egoísmo, que rejeita o diferente e os trata como responsáveis de todo mal social.

Maria, mulher forte

Diante de tantos problemas, o Papa Francisco indagou se estaríamos nós ajudando a carregar a cruz como Cirineu ajudou Jesus e pediu que “contemplemos Maria, mulher forte. D’Ela, queremos aprender a ficar de pé junto da cruz. Com a sua mesma decisão e coragem, sem evasões nem miragens. Ela soube acompanhar o sofrimento de seu Filho, vosso Filho; apoiá-Lo com o olhar e protegê-Lo com o coração. Que dor sofreu! Mas não A abateu. Foi a mulher forte do «sim», que apoia e acompanha, protege e abraça. É a grande guardiã da esperança”, afirmando que “também nós queremos ser uma Igreja que apoia e acompanha, que sabe dizer: estou aqui, na vida e nas cruzes de tantos cristos que caminham ao nosso lado”.

E terminou seu discurso pedindo em oração: “Como Maria, queremos aprender a «estar». Ensinai-nos, Senhor, a estar ao pé da cruz, ao pé das cruzes; despertai nesta noite os nossos olhos, o nosso coração; resgatai-nos da paralisia e da confusão, do medo e do desespero. Ensinai-nos a dizer: estou aqui juntamente com o vosso Filho, juntamente com Maria e tantos discípulos amados que desejam acolher o vosso Reino no seu coração”.

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