Teologia do Corpo: Valores evangélicos e deveres do coração humano

Publicado em 1 de abril de 2016 Por Seja o primeiro a comentar!

Este é o 4º artigo da série “Teologia do Corpo”

Nesta nossa reflexão, começamos contextualizando e localizando nossa meditação dentro do segundo ciclo da Teologia do Corpo (A Redenção do Coração). Nesta etapa, o Papa São João Paulo II faz uma divisão em três partes: na primeira ele foca as Catequeses no conteúdo antropológico; na segunda, onde se inclui a presente reflexão, as atenções são direcionadas para o mesmo conteúdo antropológico da primeira parte, porém voltadas para as repercussões morais do ato humano e; por fim, na terceira parte temos o que o próprio autor chama de Pedagogia do Corpo, em que apesar de serem datas de 1981, as Catequeses mostram-se atualíssimas ao abordarem a temática do corpo humano nas manifestações artísticas, produções audiovisuais e similares.

E, retomando nosso tema, percebemos como Cristo mostra uma preocupação constante em tocar e transformar o homem a partir do seu coração. Não há n’Ele uma preocupação imediatista numa mudança de atitude, simplesmente, externa, apenas atos. Mas, sim, um desejo de chegar no mais íntimo do ser humano, revelando toda a sua interioridade, revelando quem efetivamente nós somos, sempre a partir de um coração redimido. Não há, aí, como muitos pensam ao dizer que a Teologia do Corpo é um simples conjunto de orientações ético-morais, uma lista de atitudes permitidas e outra de atitudes condenáveis. Cristo nos faz a pergunta: o coração é acusado ou chamado ao bem? (Teologia do Corpo, 44, 1). Pensemos, então, na pratica que podemos assumir a partir de um coração chamado ao bem.

O grande desafio para o coração humano está na dicotomia entre poder e dever agir. O “poder” nos leva à análise daquilo que temos ao nosso alcance, à nossa condição e, com o que somos e temos, efetivamente tomarmos determinadas atitudes. Já o “dever” pode parecer, num primeiro momento, algo que me é imposto, algo que me obriga a agir de desta maneira e não daquela. Mas, o grande segredo, que agora revelamos, está em AMAR o poder e o dever de agir partindo-se de um coração transformado. Cristo quer que amemos profundamente aquilo que podemos e devemos fazer. Ele não quer que nos transformemos em soldados que seguem ordens, mas que sejamos filhos, irmãos, amigos que amam o que podem e devem fazer. Assim, somos convidados e compor o “amar” aquilo que podemos e devemos fazer com o “praticar” das nossas atitudes.

tati-ronaldo2Por Tatiana e Ronaldo de Melo assessores do Núcleo de Formação e Espiritualidade da Pastoral Familiar/Arquidiocese do Rio de Janeiro

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