Símbolos da JMJ visitam locais atingidos pelas chuvas em Petrópolis (RJ)

Publicado em 16 de junho de 2013 Por 1 Comentário


Este domingo é o último dia da peregrinação da Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e do Ícone de Maria pela Diocese de Petrópolis (RJ). Desde quinta-feira (13) os símbolos foram em diferentes localidades afetadas pelas chuvas que deixaram 33 mortos apenas este ano.

No Vale do Cuiabá, local atingido pelas chuvas de 2011, centenas de pessoas lotaram na sexta-feira (14) a Capela do Sagrado Coração de Jesus para participar da missa presidida pelo bispo da Didiocesano, Dom Gregório Paixão. Na presença da Cruz peregrina do Ícone de Nossa Senhora, o bispo transmitiu uma mensagem de confiança no amor de Deus aos presentes, muitos deles vítimas do temporal. “Essa terra, apesar dos flagelos e das perdas, é uma terra abençoada”, declarou. Em janeiro de 2011, mais de 900 pessoas morreram na região serrana do Rio de Janeiro com as chuvas.

Também estavam presentes os padres André Luiz Barbosa, Rogério Dias e Tiago José Rebello. Em sua homilia, Dom Gregório incentivou todos a, mesmo nas dificuldades, abrirem o coração para que Deus possa agir. “Diariamente, Deus deseja fazer milagre em nossa vida. Diariamente, Deus nos mostra o que às vezes não queremos enxergar. Diariamente, ou nas alegrias ou nas tristezas, Deus continua nos falando ao coração. O que fazer, senão abrir esse mesmo coração a vida, a esse Deus que nos ama profundamente e que só precisa de uma palavra e de um gesto para realizar em nós esse milagre do dia a dia. Quem viver, verá. Que o Senhor abra os nossos olhos para que possamos enxergar os seus projetos, os projetos pessoais que trazemos no coração”, afirmou.

Famílias acolhedoras
Depois de passar pelo Vale do Cuiabá, os símbolos da JMJ foram levados, em carreata, para a Paróquia de Santo Antônio e Santo Agostinho, em Nogueira, onde aconteceu um encontro com as famílias acolhedoras dos peregrinos para a Semana Missionária. Reunidos, todos rezaram uma dezena do terço e, a cada Ave Maria, faziam um pedido e acendiam uma vela, que era colocada aos pés do Ícone de Nossa Senhora. Ao final, foi feita a consagração a Maria, com uma oração do Beato João Paulo II, lembrando que foi ele quem criou a Jornada Mundial da Juventude e entregou esses símbolos para que fossem levados por todo o mundo pelos jovens.

Vigília
Ao fim  da noite, os símbolos da JMJ seguiram para o Santuário Nossa Senhora do Amor Divino, sendo acolhidos com grande festa pela juventude, que carregou a cruz ao lado do vigário, Padre Amaury Vieira, e do diácono Cláudio Portilho. Estavam presentes também o pároco, Pe. Antônio Carlos Cardoso, e os padres Rogério Dias, Tiago José Rebello, André Luiz Barbosa e Fabiano Motta.

Seminário Diocesano
Na manhã de sábado (15), a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora chegaram ao Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino. Os símbolos foram levados em procissão pelos jovens do Santuário. Às 7h, foram acolhidos pelos formadores, padres Rogério Dias, Leandro Libânio, João Rosa de Miranda e Alexandre Brandão, pelos seminaristas, religiosas e funcionários. O bispo diocesano, Dom Gregório Paixão, também acompanhou a passagem dos símbolos pelo seminário.

Contendas
As famílias atingidas pelas chuvas que causaram vários estragos na região serrana do Rio de Janeiro em 2011 tiveram a oportunidade de estar por um momento com os símbolos da Jornada Mundial da Juventude, na Paróquia de São Sebastião, em Contendas. A Cruz e o Ícone de Nossa Senhora foram acolhidos com grande entusiasmo pelos paroquianos. Estavam presentes os padres Antônio Celso Costa, Tiago José Rebello, Sebastião Coelho e Leandro Libânio.

Durante a Missa, Pe. Celso rezou pelas famílias “vítimas dos flagelos das chuvas que aconteceram em 2011” e falou sobre a grandeza do significado da Cruz. “A cruz é o sinal do senhorio de Cristo e a base da doutrina cristã”, declarou. Em sua homilia, Pe. Celso também destacou o momento único vivido na presença dos símbolos da JMJ e convocou todos a se empenharem em prol da Jornada Mundial da Juventude. “Pode ser que a JMJ só volte ao nosso país daqui a 470 anos”, afirmou.

Em seguida, os símbolos da JMJ seguiram em carreata, acompanhados pelo coordenador do Comitê Organizador da Semana Missionária da Diocese de Petrópolis, Padre Rogério Dias, e pelos Padres André Luiz Barbosa e Tiago José Rebello. A Cruz e o ícone pararam em diferentes locais e  primeiro deles foi o Sítio Nossa Senhora do Sorriso, da obra de Pe. Quinha. Lá, os acolhidos rezaram uma dezena do terço e se emocionaram a serem convidados a se aproximarem dos símbolos. O Vigário da Caridade da diocese, Padre Rafael Soares, estava presente e afirmou que “essa visita nos mostra que estamos em comunhão com a Igreja”.

Os símbolos da JMJ também passaram pelas Paróquias Nossa Senhora das Dores, em Areal, São João Batista, na Posse, e São Pedro, em Pedro do Rio. Os fiéis manifestaram grande comoção e fé ao terem contato com a Cruz e o Ícone. Na Posse, uma mulher idosa pediu para que o Ícone de Nossa Senhora fosse colocado em uma posição mais baixa para que ela o alcançasse. Quando tocou o símbolo, entrou em prantos e disse: “olha por mim, Senhor, e me cure”.

No fim da tarde de sexta-feira (14), os símbolos foram recebidos no Lar de Idosos São João de Deus, em Itaipava. Ao chegaram à instituição, todos cantaram o Hino da Jornada Mundial da Juventude. Novas expressões de emoção e fé marcaram o momento, como quando um senhor, na cadeira de rodas, abraçou a cruz e começou a chorar.

Por onde a carreata passava, mais carros se uniam. Durante o percurso várias pessoas buzinavam, acenavam, faziam o sinal da cruz e jogavam pétalas de rosas. Quando a comitiva passou em frente ao Colégio Estadual Olympio Marques dos Santos, na Posse, os alunos estavam na calçada flamejando bandeiras de diversas nações.

Saída de Teresópolis
Depois de passar por todas as Paróquias do decanato São Pio X, em Teresópolis, e do Bote Fé, no dia de Santo Antônio (13), padroeiro da cidade, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora deixaram o município por volta das 7h de hoje. Como tiveram que pegar estrada, os símbolos da JMJ foram carregados em um caminhão fechado. Mesmo assim, não deixou de tocar o coração das pessoas que estavam mais próximas, como o motorista do veículo, Ricardo Gomes. “Na minha vida não teve outro momento igual. Foi realmente muito emocionante”, declarou Ricardo, que estava acompanhado da esposa e da filha.

Por Diocese de Petrópolis

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Mais informações no site –  www.semanamissionariapet.com.br

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