Santa Missa com Papa Francisco reabre a Catedral do Panamá

Publicado em 26 de janeiro de 2019 Por Seja o primeiro a comentar!

Na manhã deste sábado, dia 26, Papa Francisco celebrou uma missa com a dedicação do altar da Catedral Basílica Santa Maria La Antigua, com a presença de sacerdotes, consagrados e diversos movimentos leigos. Nas palavras do arcebispo do Panamá, José Domingo Ulloa, abriu-se “uma nova página na história do povo de Deus no Panamá nesta Basílica Catedral dedicada a Santa Maria la Antigua, onde se deram importantes acontecimentos na vida eclesial e do país”.

Depois de um longo período de restauração, a Catedral Basílica reabre as portas para o povo, tornando-se também um dos mais belos edifícios da cidade e muito procurado por turistas. “Não me parece sem significado um acontecimento como este duma Catedral que reabre as portas depois dum longo tempo de restauro. Experimentou o transcorrer dos anos, como testemunha fiel da história deste povo e, com a ajuda e o trabalho de muitos, quis presentear-nos de novo com a sua beleza”, disse o Santo Padre.

Para Francisco, a reabertura também traz, além da beleza, o reencontrar com o próprio passado do povo, que agora se abre também para as novidades do presente, exortando a todos para que não deixem que a beleza herdade dos antepassados seja roubada, mas que seja a raiz viva e fecunda que ajuda a continuar fazendo bela e profética a história da salvação nas terras panamenhas.

“Mais do que uma reconstrução formal, que sempre tenta voltar a um original passado, procurou reencontrar a beleza dos anos abrindo-se para hospedar toda a novidade que o presente lhe podia oferecer. Uma Catedral espanhola, índia e afro-americana torna-se, assim, Catedral panamense, dos panamenses de ontem, mas também dos de hoje que a tornaram possível. Já não pertence só ao passado, mas é beleza do presente”, disse.

“Beber da fonte de água que dá a vida eterna”

Em sua homilia, Papa Francisco refletiu o evangelho do dia, um trecho do Evangelho de João, “Jesus, cansado da caminhada, sentou-Se, sem mais, na borda do poço. Era por volta do meio-dia. Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar água. Disse-lhe Jesus: “Dá-Me de beber”” (Jo 4, 6- 7). Para o Santo Padre, este trecho do Evangelho não hesita em apresentar-nos Jesus cansado de caminhar e precisava aplacar e saciar a sede, refrescar seus passos, recuperar as forças para continuar a missão.

Papa Francisco destacou que, assim como Jesus estava cansado de caminhar, também nós muitas vezes temos múltiplas as causas e motivos que nos podem provocar a fadiga da caminhada. O Santo Padre destacou que para nossa imaginação é relativamente fácil contemplar e entrar em comunhão com as atividades do Senhor, com suas ações, mas sem sempre sabemos ou podemos contemplar suas fadigas, como se estas não fossem algo que Deus sentisse.

“Mas o Senhor cansou-Se e, nesta fadiga, encontra lugar tanto cansaço dos nossos povos e da nossa família, das nossas comunidades e de todos aqueles que estão cansados e oprimidos. (…) A nós sacerdotes, consagrados e consagradas, membros dos movimentos laicais: desde as longas horas de trabalho que deixam pouco tempo para comer, descansar e estar com a família, até às ‘tóxicas’ condições laborais e afetivas que levam ao esgotamento e desgastam o coração; desde a simples dedicação diária até ao peso rotineiro de quem já não sente gosto ou não encontra reconhecimento e apoio para enfrentar as exigências de cada dia; desde as situações complicadas já habituais e previsíveis até aos momentos urgentes e angustiantes de pressão… Uma gama completa de pesos a suportar”, disse.

Diante desta fadiga que também nós sentimos no caminhar da missão, Papa Francisco salientou que  devemos ter a mesma coragem que demonstrou o Mestre ao dizer: “Dá-Me de beber”. Contudo, para este cansaço, “como aconteceu à Samaritana e pode suceder a cada um de nós, não queremos aplacar a sede com uma água qualquer, mas com aquela ‘fonte de água que dá a vida eterna’ (Jo 4, 14)”, refletiu.

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