Relembre todas as 50 Campanhas da Fraternidade da CNBB

Publicado em 14 de fevereiro de 2013 Por 1 Comentário

Em 2013, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove, pelo 50º ano consecutivo, a Campanha da Fraternidade.  Nascida já com esse nome em 1962 na Arquidiocese de Natal, então comandada por Dom Eugênio Sales, a iniciativa foi um sucesso, e a partir de 1964 começou a ser celebrada em caráter nacional. Ao longo de cinco décadas, diversos temas foram abordados, sempre focados nas questões da Igreja e do povo do Brasil. Neste ano de 2013, a juventude, (que já foi tema em 1992) voltou a ser o centro da campanha.

Ao longo de sua história, a Campanhas da Fraternidade teve três fases. A primeira delas, de 1964 a 1972, foi centrada nas questões da própria Igreja. A segunda fase, de 1973 a 1984, abordou de forma ampla as questões sociais do Brasil. A partir de 1985 começou a terceira fase, quando passaram a ser abordadas as questões sociais de forma mais específica.

A partir do ano 2000, começaram a ser promovidas também, a cada cinco anos, as campanhas ecumênicas, em parceria com as denominações afiliadas ao Conselho Nacional de Igrejas cristãs (Conic). Assim, foram ecumênicas as campanhas de 2000, 2005 e 2010.

Além do tema, a Campanha da Fraternidade sempre tem um lema, geralmente um versículo bíblico a partir do qual se desenvolvem as reflexões sobre o assunto tratado. Também há sempre um cartaz e um hino.

Veja a seguir todas as Campanhas da Fraternidade:

 

* Primeira fase: Renovação interna da Igreja e renovação do cristão.

1.   1964 – Igreja em Renovação / lema: Lembre-se: você também é Igreja.

2.   1965 – Paróquia em Renovação / lema: Faça de sua paróquia uma comunidade de fé, culto e amor.

3.   1966 – Fraternidade / lema: Somos responsáveis uns pelos outros.

4.   1967 – Corresponsabilidade / lema: Somos todos iguais, somos todos irmãos.

5.   1968 – Doação / lema: Crer com as mãos.

6.   1969 – Descoberta / lema: Para o outro, o próximo é você.

7.   1970 – Participação / lema: Participar.

8.   1971 – Reconciliação / lema: Reconciliar.

9. 1972 – Serviço e vocação / lema: Descubra a felicidade de servir.

* Segunda fase: Preocupação da Igreja Católica com a realidade social do povo (Concílio Vaticano II, Conferência de Medellín e Conferência de Puebla):

10.   1973 – Fraternidade e Libertação / lema: O egoísmo escraviza, o amor liberta.

11.   1974 – Reconstruir a Vida / lema: Onde está teu irmão?

12.   1975 – Fraternidade é repartir / lema: Repartir o pão.

13.   1976 – Fraternidade e Comunidade / lema: Caminhar juntos.

14.   1977 – Fraternidade na Família / lema: Comece em sua casa.

15.   1978 – Fraternidade no mundo do trabalho / lema: Trabalho e justiça para todos.

16.   1979 – Por um mundo mais humano / lema: Preserve o que é de todos.

17.   1980 – Fraternidade no mundo das migrações, exigência da Eucaristia / lema: Para onde vais?

18.   1981 – Saúde e Fraternidade / lema: Saúde para todos.

19.   1982 – Educação e fraternidade / lema: A verdade vos libertará.

20.   1983 – Fraternidade e violência / lema: Fraternidade sim, violência não.

21.   1984 – Fraternidade e vida / lema: Para que todos tenham vida.

 * Terceira fase: Igreja Católica volta-se para situações vividas pelo povo brasileiro:

22.   1985 – Fraternidade e fome / lema: Pão para quem tem fome.

23.   1986 – Fraternidade e terra / lema: Terra de Deus, terra de irmãos.

24.   1987 – A Fraternidade e o menor / lema: Quem acolhe o menor, a mim acolhe.

25.   1988 – A Fraternidade e o negro / lema: Ouvi o clamor deste povo!

26.   1989 – A Fraternidade e a comunicação / lema: Comunicação para a verdade e a paz.

27.   1990 – A Fraternidade e a mulher / lema: Mulher e homem – imagem de Deus.

28.   1991 – A Fraternidade e o mundo do trabalho / lema: Solidários na dignidade do trabalho.

29.   1992 – Fraternidade e juventude / lema: Juventude – caminho aberto.

30.   1993 – Fraternidade e moradia / lema: Onde moras?

31.   1994 – A Fraternidade e a família / lema: A família, como vai?

32.   1995 – A Fraternidade e os excluídos / lema: Eras tu, Senhor?

33.   1996 – A Fraternidade e a política / lema: Justiça e paz se abraçarão!

34.   1997 – A Fraternidade e os encarcerados / lema: Cristo liberta de todas as prisões.

35.   1998 – Fraternidade e educação / lema: A serviço da vida e da esperança.

36.   1999 – Fraternidade e desempregados / lema: Sem trabalho… Por quê?

37.   2000 (Ecumênica) – Dignidade humana e paz / lema: Novo milênio sem exclusões.

38.   2001 – tema e lema: Vida sim, drogas não!

39.   2002 – Fraternidade e povos indígenas / lema: Por uma terra sem males!

40.   2003 – A fraternidade e as pessoas idosas / lema: Vida, dignidade e esperança.

41.   2004 – A fraternidade e a água / lema: Água, fonte de vida.

42.  2005 (Ecumênica) – A Fraternidade e paz / lema: Felizes os que promovem a paz!

43.   2006 – Fraternidade e pessoas com deficiência / lema: Levanta- te e vem para o meio!

44.   2007 – Fraternidade e Amazônia / lema: Vida e missão neste chão.

45.   2008 – Fraternidade e defesa da vida / lema: Escolhe, pois, a vida.

46.   2009 – Fraternidade e segurança pública / lema: A paz é fruto da justiça.

47.   2010 (Ecumênica) – Economia e Vida / lema: Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro.

48.   2011 – Fraternidade e a vida no planeta / lema: A criação geme como em dores de parto.

49.  2012 – Fraternidade e saúde pública / lema: Que a saúde se difunda sobre a terra

50.  2013 – Fraternidade e Juventude / lema: Eis-me aqui, envia-me!

Também já está decidida a CF 2014:

51.  2014 – Fraternidade e Tráfico humano / lema: É para a liberdade que Cristo nos libertou

 

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1 Comentário para “Relembre todas as 50 Campanhas da Fraternidade da CNBB”

  1. Arnaldo Ribeiro ou Israel disse:

    SEM FRATERNIDADE, TUDO É DIFICIL E INSTÁVEL

    VIVA JESUS!

    Boa-noite! queridos irmãos.

    Como o leitor pode verificar consultando a Revista Espírita de 1862 (tradução de Júlio Abreu Filho, publicada pela Edicel), cujo estudo metódico e sequencial vem sendo publicado nesta revista, Allan Kardec, em resposta a um padre que suscitou a questão dos milagres, disse que o Espiritismo não se apoia em nenhum fato miraculoso e, no final de suas explicações, deu-lhe a conhecer uma comunicação mediúnica assinada pelo Espírito de Santo Agostinho, em que este escreveu:

    “Que doutrina dará mais sentimento e ânimo ao coração? O Cristianismo plantou o estandarte da igualdade na Terra e o Espiritismo arvora o da fraternidade!… Eis o milagre mais celeste e mais divino que possa acontecer!… Sacerdotes, cujas mãos por vezes estão manchadas pelo sacrilégio, não peçais milagres físicos, pois as vossas frontes poderão ir quebrar-se na pedra que pisais para subir ao altar!…
    Não, o Espiritismo não se prende a fenômenos físicos, não se apoia em milagres que falam aos olhos – ele dá a fé ao coração. Dizei-me, não estará aí o maior milagre?” (Obra citada, págs. 43 a 46) [Negritamos]
    O tema fraternidade é recorrente na obra de Kardec, como ele fez questão de enfatizar, pela mesma época do diálogo com o padre acima citado, quando respondeu a uma mensagem de Ano Novo recebida dos espíritas de Lyon, aos quais disse que a ordem, a tranquilidade e a estabilidade de um grupo espírita requerem que nele reine um sentimento fraternal.
    A mesma ordem de ideias o codificador da doutrina espírita utilizou ao analisar o lema da Revolução Francesa: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”, três palavras que, segundo o entendimento de Kardec, constituem, por si sós, o programa de toda uma ordem social que realizaria o progresso mais absoluto da Humanidade se os princípios que representam pudessem receber integral aplicação.
    No artigo que escreveu sobre o assunto, Kardec lembrou inicialmente que a fraternidade, na rigorosa acepção da palavra, resume todos os deveres dos homens relativamente uns aos outros. Significa devotamento, abnegação, tolerância, benevolência, indulgência; é a caridade evangélica por excelência e a aplicação da máxima: “Agir para com os outros como gostaríamos que os outros agissem conosco”.
    Como é fácil compreender, a contrapartida da fraternidade é o egoísmo. Enquanto a fraternidade diz: “Cada um por todos e todos por um”, diz o egoísmo: “Cada um por si”.
    Sendo a negação uma da outra, é tão improvável a um egoísta agir fraternalmente para com seus semelhantes, quanto o é para um avarento ser generoso. Ora, sendo o egoísmo a praga dominante da sociedade, enquanto ele reinar dominador, o reino da verdadeira fraternidade será impossível; cada um quererá a fraternidade em seu proveito, mas não a quererá para fazê-la em proveito dos outros.
    Considerada, pois, do ponto de vista de sua importância para a realização da felicidade social, dos três princípios que formam o lema dos revolucionários franceses, a fraternidade está na primeira linha: é ela a base, e sem ela não podem existir a igualdade nem a liberdade sérias.
    A igualdade – na visão de Kardec – decorre da fraternidade. E a liberdade é consequência direta das outras duas. Os três princípios são, pois, solidários uns com os outros e se servem mutuamente de apoio. Sem sua reunião, o edifício social não estará completo.
    Vê-se, assim, que o sentimento fraternal é a chave da estabilidade tanto do grupo pequeno – que são as instituições espíritas – quanto do grupo maior, as cidades, as nações, o mundo em que vivemos.

    Editorial-O Consolador

    Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outros-temas/sem-fraternidade-tudo-e-dificil-e-instavel/#ixzz51WfuVt7v

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