Por que celebrar o DNJ? Dom Nelson responde!

Publicado em 25 de outubro de 2018 Por Seja o primeiro a comentar!

Muitas (Arqui)Dioceses do Brasil celebram o Dia Nacional da Juventude (DNJ), uma grande festa, que reúne as várias expressões juvenis. Mas, por que celebrar o DNJ? Quem responde esta e outras perguntas para nós é Dom Nelson Fracelino, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ) da CNBB. 

(Foto: Gustavo de Oliveira)

Portal – Dom Nelson, Por que a Igreja do Brasil celebra o DNJ?

Dom Nelson – A juventude está organizada numa maneira plural, com varias expressões: movimentos, grupos jovens paroquiais, Grupos de PJs, novas comunidades, Congregações, etc… Celebrar o DNJ é uma oportunidade de se aproximar dessa pluralidade de experiência e perceber a força da comunhão celebrativa das nossas juventudes, reafirmando e visualizando seu protagonismo dentro da Igreja e da sociedade. Juntos somos mais fortes para encarar os desafios que não são poucos. Com o apoio dos pastores, que também nessa ocasião afirmam e reafirmam a opção afetiva e efetiva pela juventude. O DNJ é festa e envolve toda a Igreja que acredita e reafirma esse protagonismo.

Portal – Este ano o tema do DNJ é “Juventude Construindo uma Cultura de Paz”. De que forma os jovens podem construir esse caminho?

Dom Nelson – Nossa, são várias as maneiras que os nossos jovens demonstram nesse envolvimento. Seja através da oração, seja através da meditação e tomada de consciência; seja através da militância criativa, tais como o voluntariado, o engajamento político, seja no seu profissionalismo. Mas, sobretudo, nas rodas de conversa, através da reivindicações de políticas públicas, visando um grande pacto entre os governos, os políticos, a iniciativa privada, organizações não governamentais e a sociedade em geral para elevarmos as políticas públicas para a juventude a um lugar de destaque no debate político municipal e estadual, ocupando definitivamente seu espaço no planejamento das cidades, Estados e do governo federal.

Portal – Quais os espaços e oportunidades para os jovens exercerem um protagonismo de paz?

A CNBB foi muito feliz na escolha do tema da CF/2019 sobre Politicas Públicas. Que possamos formar, estimular e acompanhar a nossa juventude católica a ocupar seus lugares nos conselhos paritários, nas escolas e universidades; enfim em toda a sociedade para criar políticas públicas que socorram a nossa juventude desencantado e machucadas com políticas preventivas e não repressivas, capaz de reverter esses dados estatísticos tão assustadores. A Comissão Pastoral para a juventude, conotada pelo entusiasmo do Papa Francisco acredita na juventude, em seu voluntariado e no seu jeito apaixonado de profetizar, de acreditar , no seu jeito de ser Igreja, Santa e, sobretudo, missionária. Nesse jeito “juventude de ser”, nós cremos e promovemos esse lindo protagonismo juvenil…

Portal – A juventude está no eixo central da Igreja com o Sínodo este ano. Como membro da comissão para Juventude, como o senhor enxerga a juventude, em especial a católica?

Dom Nelson – Vivemos um verdadeiro Pentecostes juvenil na Igreja. Há anos atrás a Igreja latino americana profetizava uma opção pelos jovens e pelos pobres em Puebla. Nesses últimos anos, após criação da Comissão Episcopal pastoral da Juventude, a CF de 2013, JMJ no Rio de Janeiro, percebemos com muita emoção e alegria essa opção tomando ares concretos e, sobretudo, através do Pontificado do Papa Francisco, que tem estimulado esse protagonismo juvenil. Esse Sínodo sobre a Juventude vem coroar todo esse movimento com o carinho e estímulo do Santo Padre que pulveriza de vez algumas indiferenças que, porventura, ainda exista no meio do nosso clero. “A juventude é um lugar teológico”, que nos revela a inquietude do coração de Deus. “Deus é jovem”. Que a juventude nos ajude, como Igreja, a reencontrar a “alegria do Evangelho”, nos estimulando a sair de nossas estruturas e nos por a caminho na direção de nossos grandes desafios. Os espaços de atuação da juventude são muito amplos e a sua ousadia nos contagiará. Ela não é só esperança, ela já é realidade transformadora é encantadora.

Desejo que cada (Arqui)diocese do Brasil possa experimentar e promover esse protagonismo juvenil na construção de uma Igreja em saída, propondo o Evangelho da Alegria!

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