Pastorais da Juventude chamam a atenção do país para a violência contra os jovens

Publicado em 1 de dezembro de 2010 Por Seja o primeiro a comentar!

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A Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens foi criada em 2008, durante a 15a Assembleia Nacional das Pastorais da Juventude do Brasil. Reunidas, as quatro pastorais (Pastoral da Juventude, Pastoral da Juventude do Meio Popular, Pastoral da Juventude Rural e Pastoral da Juventude Estudantil) decidiram iniciar um trabalho com a participação de outros organismos eclesiais e não eclesiais tendo como objetivo denunciar os altos índices de mortes de jovens e propor políticas que alterem esta realidade.

De acordo com um dos coordenadores, Felipe da Silva Freitas, o principal objetivo é mudar a percepção da sociedade com relação às mortes violentas de jovens – hoje vistas quase como se fossem algo natural –, propondo ações em defesa da vida da juventude e dos seus direitos. “A Campanha Contra a Violência e o Extermínio de Jovens é uma dessas iniciativas importantes que atuam na perspectiva de ampliar o olhar da Igreja e da sociedade sobre as temáticas relacionadas a questão da violência propondo formas inovadoras de promoção da cidadania e da justiça”, afirma.

A campanha está direcionada principalmente aos jovens – tanto aos católicos que fazem parte dos grupos de base das PJs ou que integram outras expressões eclesiais, quanto aos membros de outras igrejas cristãs ou que não fazem parte do cenário eclesial. Mas a campanha também se dirige a toda a sociedade e aos poderes públicos, de quem reivindica a adoção de políticas que promovam a autonomia, a participação e a cidadania da juventude por meio do combate às várias formas de violência que afetam os jovens, especialmente o tráfico, os grupos de extermínio, as milícias e a violência policial.

Ações

A campanha se desenvolve em torno de três eixos principais: formação política dos jovens, com o objetivo de conscientizá-los sobre os debates a respeito de segurança pública e direitos humanos; Monitoramento dos meios de comunicação; e mobilizações de massa com realização de marchas e outras manifestações. Diversas ações dentro desses eixos, tanto em âmbito nacional como em âmbito regional, vêm sendo promovidas desde que a campanha foi lançada. A maior dessas ações é a Marcha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens, que ocorrerá em 2011, em data e local ainda a serem definidos. Outro evento importante é o Seminário Nacional da campanha, que ocorrerá entre os dias 16 e 19 de dezembro em Salvador.

Além da preparação da Marcha Nacional e do Seminário Nacional, já foram realizadas diversas ações em todo o país, que vão desde pequenas experiências locais em grupos de base até grandes mobilizações de rua como as realizadas por ocasião do Dia Nacional da Juventude. Foram promovidos, por exemplo, atos na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e durante a Romaria da Terra e das Águas em Bom Jesus da Lapa, na Bahia; já no Rio de Janeiro, foi realizado um seminário estadual para discutir a violência contra os jovens. Em setembro deste ano, a campanha recebeu o apoio do 3o Congresso Latino Americano de Jovens, organizado na Venezuela pela Conferência Episcopal Latino-Americana (Celam).

De acordo com Felipe Freitas, inspiradas pela campanha, as PJs do Brasil intensificaram as iniciativas de formação e espiritualidade relacionadas ao tema da defesa da vida da juventude. A sociedade e o governo também começam a se mostrar sensíveis ao problema da violência contra os jovens, o que é demonstrado pelo fato de que a campanha vem tendo grande repercussão na imprensa e nas redes sociais. Ele conta que já foram realizadas várias entrevistas em rádios e discussões em jornais locais e que até a novela Passione, da Rede Globo, já exibiu o cartaz oficial da campanha em uma de suas cenas. Além disso, políticos também têm mostrado interesse pela campanha: vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, além de senadores, já manifestaram seu apoio.

Outro resultado da campanha é fazer com que a Igreja do Brasil esteja cada vez mais sensível e solidária ao clamor dos jovens e de seus amigos e familiares.

– Ao denunciar o pecado social representado pela  omissão do Estado ante a grande quantidade de jovens mortos diariamente, as Pastorais da Juventude têm colaborado com o conjunto da Igreja no sentido de, cada vez mais, assumirmos coletivamente o desafio proposto na Conferência de Puebla e reafirmado na Conferência de Aparecida: a opção preferencial pelos pobres e pelos jovens – afirma.

Para mais informações, acesse o site oficial da Campanha Contra a Violência e o Extermínio de Jovens.

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