O DOCAT, e uma ‘desculpa’ para encontrar o Papa Francisco

Publicado em 23 de abril de 2017 Por Seja o primeiro a comentar!

Como seria entrevistar o Papa Francisco? O DOCAT deu essa possibilidade para alguns jovens de diversos países, entre eles, um brasileiro, Marcos Groblackner, que teve a oportunidade de um encontro com o Santo Padre para uma conversa descontraída sobre o DOCAT, que é o livro sobre a Doutrina Social Católica para os jovens. Ele partilhou um pouco desta experiência conosco, confira:

Marcos e Elena entregam o DOCAT ao Papa Francisco em momento de descontração.

“Eu sou Marcos Benedetti Groblackner, tenho 27 anos, e sou engenheiro de materiais. Atualmente, moro em Indianapolis, Estados Unidos, onde faço um estágio em uma empresa de consultoria de engenharia ambiental. Anteriormente, passei dez meses trabalhando como voluntário em Roma, Itália no Centro Jovem do Movimento dos Focolares, e nesse período, em nosso Centro Internacional, recebíamos algumas visitas para o jantar e em uma delas, tivemos a ideia de escrever uma carta ao Papa Francisco, convidando-o para jantar conosco, realizando assim o nosso sonho de conhecê-lo pessoalmente.  Depois de escrita, planejamos entregar a carta durante um evento para celebrar o Dia da Terra, em Roma. Quando chegou o momento, na hora que o Papa se aproximava, tentei me posicionar em um bom lugar para que quando ele saísse do carro, pudesse entregar a carta. No entanto, alguns minutos antes, notei que o co-presidente do Movimento dos Focolares estava ali ao nosso lado, e sabendo que ele iria cumprimentar pessoalmete o Papa, perguntei-lhe se seria possível fazer a entrega. Sem hesitação, ele aceitou o meu pedido e deu ao Papa o nosso convite. Infelizmente, não tivemos uma resposta.

No entanto, algumas semanas depois, o Pe. Richard, que é membro da Fundação YOUCAT, entrou em contato com o responsável do Centro Internacional, e perguntou se era possível que dois de nós entrevistássemos o Papa para um vídeo de divulgação do DOCAT. Imediatamente, imaginamos que Deus estava fazendo nosso sonho se tornar realidade de uma maneira diferente, mesmo que nem todos estivessem fisicamente presentes.

Quando o responsável me chamou e falou se eu poderia entrevistar o Papa, perguntei-lhe se ele me ajudaria a me preparar, primeiro porque não sou jornalista, e segundo, nunca havia feito uma entrevista em toda a minha vida e a primeira seria logo com o Papa.
A fim de rever alguns detalhes, eu e outra jovem, também do Movimento tivemos um encontro com os líderes da Fundação YOUCAT. No dia anterior ao encontro com o Papa, fomos todos a uma reunião com a agência de publicidade que nos ajudaria a gravar e a divulgar o DOCAT, foi uma tarde muito interessante em que aprendi um pouco como os alemães trabalham, sempre planejados e organizados. Eles tinham um plano B, C e D, caso o A não funcionasse, o que me deixou um pouco apreensivo, porque eu esperava um momento de descontração com o Papa. Mas, mesmo assim, os líderes da Fundação Youcat me pediram para ser o mais espontâneo possível.

Pouco antes da entrada do Papa na sala, estávamos muito relaxados, muito confiantes na vontade de Deus para nós naquele momento. Estávamos dispostos em um semicírculo, eu e a outra jovem, Elena ficamos por último porque seríamos os “entrevistadores” do Papa, e quando chegou a minha vez de cumprimentá-lo, eu disse: “bom dia, Santo Padre, meu nome é Marcos, é uma honra estar aqui com você, eu sou brasileiro, posso lhe dar um abraço?”. Sorrindo, ele respondeu: “Claro, mas quem foi o melhor, Maradona ou Pelé?”. Rindo, pensei: “Pelé, é óbvio!”, mas eu disse: “Ambos são excelentes jogadores.”

Em seguida, tivemos nossa entrevista, muito descontraída, que pode ser encontrada no vídeo que foi lançado no Dia Mundial da Juventude (), em que exprime o desejo: “Eu sonho com um milhão de jovens vivendo a doutrina social da Igreja Católica”.

Depois do final da entrevista, ele olhou nos meus olhos e me disse: “Agora eu tenho uma pergunta para você.” Meu coração acelerou, comecei a rezar ao Espírito Santo para responder a pergunta, seria um fiasco se eu não soubesse como responder o Papa. E então, ele me perguntou: “Cachaça é água?”. Senti-me aliviado e começamos a rir.  Tudo isso para dizer a vocês que o Papa Francisco é uma pessoa muito simples, humilde e acessível, que nos fez sentir em casa. Na verdade, naquele momento eu não imaginava que era o líder da Igreja Católica na minha frente, eu me sentia completamente confortável como se estivesse com meus amigos. Surpreendente! Depois, apresentamos algumas propostas ao Papa, e ele respondeu com grande cortesia e disponibilidade. Quando o Papa Francisco saiu da sala, ele se virou e me disse: “Maradona era o melhor.” Sua simplicidade e espontaneidade me marcaram. Não importa quem você seja, nós viemos ao mundo para servir e não para ser servidos. E o Santo Padre é um grande exemplo disso”.
Que tal ajudarmos a realizar o sonho do Papa? Um milhão de jovens que vivam a Doutrina Social da Igreja. O desafio foi lançado, e você, tá esperando o que?

Por Valesca Montenegro

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