Missão Jovem na Diocese de Amparo: experiência de fé e fraternidade em uma Igreja em Saída

Publicado em 9 de agosto de 2018 Por Seja o primeiro a comentar!

“Estar em missão é deixar-se esvaziar de tudo para que Deus nos preencha por completo e o Espírito Santo nos conduza”. Assim como testemunha o jovem Lucas Pimenta, diversos outros jovens responderam com sim generoso e alegre e participaram da 2ª Missão Jovem da Diocese de Amparo, realizada na cidade de Santo Antônio de Posse/SP de 27 a 29 de julho. A missão reuniu 160 jovens de toda a diocese para uma experiência missionária, momentos de fé, alegria e fraternidade. A Igreja, inspirada pelo Papa Francisco, saí ao encontro das pessoas, das famílias, das comunidades e dos povos para lhes comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo. É ser Igreja em estado permanente de missão.

Para o bispo diocesano, Dom Luiz Gonzaga Fechio, a Missão Jovem foi, pela segunda vez, uma iniciativa que encheu o seu coração de alegria, quando olhamos para o esforço da Igreja, liderada pelo nosso querido Papa Francisco, em querer comunicar-se melhor com a juventude, como também fazê-la mais protagonista na evangelização.

“Fico feliz porque vejo que as experiências relatadas pelos jovens neste evento são enriquecedoras para o objetivo que a Igreja tem de fazê-los, como cada leigo e leiga, sujeitos eclesiais, ou seja, cristãos que, no vigor de uma idade tão cheia de novidades ou projetos, e, ao mesmo tempo, com tantas oportunidades de frustrações, muitas vezes perigosas e até fatais, eles sintam que têm um chamado especial de Deus!”, alegra-se o bispo.

Para Dom Luiz Gonzaga, a missão vem ao encontro da temática e vivência do Ano Nacional do Laicato. “Com a missão, assim como outras iniciativas, nossa diocese procura aproximar-se da juventude, com o coração do Bom Pastor, no intuito de motivá-la, principalmente os jovens que já foram crismados e se encontram em grupos paroquiais, como aqueles que estão no processo da Crisma, a serem sal, luz e fermento na Igreja e na Sociedade”.

João Félix, coordenador do Setor Juvenil da diocese, traz no coração a certeza que a experiência é uma forma importante dos jovens sentirem-se tocadas e inspiradas a viver o Evangelho no seu cotidiano, seja na Igreja, na escola, no trabalho e na família. “A segunda Missão Jovem foi um evento que mostrou realmente de forma mais intensa a missão do jovem no dia a dia: anunciar Jesus Cristo Nosso Senhor!”, testemunha.

Outro importante aspecto da Missão Jovem é a possibilidade do Setor Juvenil contar com uma comunhão e ajuda das comunidades católicas de vida e aliança presentes na diocese. Nesta segunda edição, a missão contou com a colaboração das comunidades Missão AthoS2, Pantokrator, Amor Fraterno e Fraternidade Coração Missionário de Maria, que animaram diversos momentos com músicas e orações.

Durante o sábado e domingo, os jovens foram divididos em grupos e fizeram visitas às casas, comércio e ao asilo, conversando com os moradores, abençoando suas casas e os enfermos, fizeram uma procissão, missa campal, cristoteca, momento cultural, assistiram vídeos de mensagens enviadas por diversos padres e bispos e participaram de uma missa de encerramento com o bispo diocesano, Dom Luiz Gonzaga Fechio.

“A experiência da segunda missão jovem em nossa Diocese revela uma Igreja que quer corresponder a missão de anunciar e levar com vigor e ternura da juventude a grandeza do que professamos. Minha gratidão a Deus por cada jovem missionário, por cada fiel que se doou para o viver  três dias de graça e bênção”, agradece o assessor do Setor Juvenil, Pe. Carlos Panassolo.

TESTEMUNHOS

A jovem Naíne Corazin participou pela segunda vez da missão e acredita que estar disponível para o irmão, seja ele católico ou não, é umas das diversas experiências que marcam estar em missão. “Não é apenas bater de porta em porta anunciando a Palavra de Deus ou querer que todos sejam católicos, mas colocar-se à disposição para ouvir, reconhecer como muitas vezes reclamamos de tudo tendo tanto, e outros vivem com maiores dificuldades e agradecem a Deus a cada dia. Missão é estar disponível para fazer amigos novos e reencontrar alguns amigos que moram distante. É não ter vergonha de falar de Deus, para criança, para o adulto e, principalmente, para os jovens. É aceitar toda comida que te oferecem, sair de cada casa levando muito mais alegria do que quando entrou, e também às vezes sair chorando de emoção e aprendendo como devemos ser gratos a tudo que Deus nos proporciona! É guardar a saudade da família, abrir o coração – assim como os ‘pais de fim de semana’ fazem, lembrar de como devemos ser bons em nossa própria casa e ainda mais na casa dos outros, embora eles façam nos sentir em família”, conta.

O sentimento é o mesmo testemunhado pela jovem Júlia Mitestainer, que participou de uma missão pela primeira vez. “Sempre tive essa sede insaciável de fé, e essa missão foi algo que aumentou minha fé, de um jeito lindo e tocante, eu aprendi muito não só sobre a Palavra de Jesus, mas sobre tudo, como sobre as diversas realidades. Diria que saí de lá muito melhor do que fui. Visitei casas para dar e ensinar a Palavra de Jesus, e na maioria das vezes, quem saia de lá com algo novo na mente e no coração era eu”, testemunha a jovem.

Para Lucas Pimenta, que participou da missão pela primeira vez, a experiência foi de doar-se por inteiro para que Deus agisse. “Quando saímos para missão, eu me perguntava como iria anunciar o Evangelho, o que falar, mas foi aí que Deus me surpreendia. Nas primeiras casas que nos acolhiam, as pessoas escutavam com atenção o Evangelho e dentro de mim eu queria cada vez mais. Louvo e agradeço a Deus por me proporcionar essa experiência e por estar me ensinando a como me esvaziar para deixar o Espírito Santo me conduzir e me preencher”, alegra-se.

A jovem Camila Jorge participou da missão pela segunda vez e acredita que o sucesso da missão está no jovem estar disponível para a experiência. “A missão vai muito além das amizades, das comidas deliciosas que cada comunidade fazia com tanto amor. A missão é chorar pela dor do outro nos momentos mais difíceis que tenha passado e aspergir água benta e dizer ‘Pai, abençoe essa casa que tanto precisa do seu amor’, e além de tudo isso, o mais importante é estar presente para a missão, é querer abraçar todos que disseram ‘Sim, pode entrar!’ e mais ainda querer abraçar aqueles que disseram não”, conta.

(Por Adilson Jorge – Fotos Claudinei e Giseli Dias/ Paróquia Sto. Antônio)

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