Juventude Missionária de Roraima se reúne em comunidade indígena

Publicado em 28 de novembro de 2017 Por Seja o primeiro a comentar!

A comunidade Indígena Malacacheta, localizada na região da Serra da Lua, acolheu o 3º retiro de espiritualidade missionária promovido pela Juventude Missionária da diocese de Roraima

A Juventude Missionária (JM) da diocese de Roraima, se reuniu para o 3º retiro de espiritualidade missionária. O encontro aconteceu na comunidade Indígena Malacacheta, localizada na região da Serra da Lua, no município de Cantá, a 36 quilômetros de Boa Vista.

Diferentemente dos outros anos, este retiro aconteceu em uma comunidade indígena. Não bastava apenas rezar e refletir, mas era necessário conviver e escutar. Este foi o grande diferencial do encontro deste ano. A maioria dos jovens relatou que a convivência com a comunidade indígena foi o ponto mais alto do retiro.

 

Participaram do momento de formação e espiritualidade, nos dias 6 a 8 de outubro, cerca de 20 pessoas, entre religiosos e leigos, jovens e adultos, provenientes das várias áreas missionárias da diocese e da comunidade local.

A inspiração do retiro foram os Mártires da Caminhada: “Mas, se morre produz muito fruto” (Jo 12, 24b) e contou com a assessoria de Laurindo Lazaretti, da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e de Gilmara Fernandes Ribeiro, antropóloga e indigenista do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Cristo aponta para Amazônia

Para o Frei Malone Rodrigues, OFM, franciscano que reside na área missionária de Boa Vista, o retiro foi um momento único em sua caminha religiosa. “Nunca pude sentir tão forte a força da frase do papa Paulo VI: ‘Cristo aponta para Amazônia’. Poder conviver com essa juventude, e nesta realidade é um misto de esperança e uma revitalização da fé. Junto deles sinto a motivação para não desistir e continuar acreditando em um futuro melhor”, afirmou o frade.

O jovem Tiago Ximenes, coordenador da JM na diocese, avaliou que o encontro alcançou o seu propósito, que era de formar, rezar e revitalizar as forças da JM naquela Igreja local. “Tivemos muitos desafios e contratempos, mas a união fez a formação. Também o apoio da diocese e das Pontifícias Obras Missionárias (POM) fizeram toda a diferença para que este retiro acontecesse”, relatou o jovem.

Nas visitas às famílias da comunidade, na acolhida do Tuxaua, o senhor José Ailton, ou durante as celebrações, onde os cantos e orações eram em língua Wapichana, idioma da mesma etnia, os jovens puderam fazer uma experiência de sair de si e ir ao encontro do outro para partilhar a alegria do Evangelho como Igreja em saída. Atentos ao convite do papa Francisco, nenhum de nós é uma ilha, autônomo e independente dos outros: só podemos construir o futuro juntos, sem excluir ninguém.

Por POM com informações da OFM

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