Juventude indígena de Roraima promove formação missionária

Publicado em 7 de Abril de 2014 Por Seja o primeiro a comentar!

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“Ser Igreja significa ser Povo de Deus”, afirma o papa Francisco na exortação apostólica, Evangelii Gaudium (a Alegria do Evangelho). O papa lembra ainda que, “este Povo de Deus encarna-se nos povos da Terra, cada um dos quais tem a sua cultura própria”. Amar a sua cultura e respeitar as diversidades é fundamental para que os jovens sejam missionários.

Nesse sentido, 230 jovens de doze comunidades indígenas da Serra da Lua, no estado de Roraima reuniram-se, nos dias 28 a 30 de março, na comunidade Alto Arraia, para realizar formação missionária. Valorizando as formas peculiares de se relacionar, os jovens debateram o sentido de sua juventude e a vida feita missão. Dom Roque Paloschi, bispo da Igreja local, esteve presente e ressaltou a importância de cada cristão trilhar a estrada de Jesus, por mais desafiadora e exigente que essa seja. “É preciso ser fiel no caminho que Jesus nos apresenta, e esse caminho não é uma estrada asfaltada. O cristão tem que se virar no meio das pedras e espinhos, e sempre direcionar seu trabalho para a vida da comunidade”, ressaltou o bispo na abertura das atividades durante o sábado.

Organizado pela equipe missionária da Serra da Lua, composta pelas Irmãs da congregação Filhas da Caridade e pelos padres Jesuítas, a formação para jovens missionários teve como proposta dinamizar e incentivar os grupos católicos de juventude indígena. Para Irmã Eriane Guimarães, coordenadora da Juventude Missionária (JM) no estado, o encontro “fortaleceu a juventude quanto ao seu protagonismo, visto que diante dos desafios das comunidades Indígenas, os próprios jovens são chamados a tomar uma atitude e ter postura. Além do mais, o encontro também faz com que eles abrissem ainda mais os olhos diante da realidade que estão vivendo”.

A formação foi assessorada pelo secretário nacional da Obra da Propagação da Fé, Guilherme Cavalli, que lembrou a importância de ser Igreja que vive a fé em comunidade. “As comunidades indígenas têm muito para ensinar, com o amor pela sua cultura e o trabalho em conjunto. A solidariedade é um dos traços mais presentes no povo indígena. Isso nos ensina a viver a missão confiada por Deus como comunidade de amor que gera a justiça”, destacou Guilherme na fala de encerramento.

Segundo ele, encontros como esse, rompem a ideia preconceituosa de que o cristianismo seja monocultural, onde a Boa Nova é direcionada apenas a alguns.“Precisamos promover debates que reafirmem a mensagem transcultural e inclusiva do Evangelho e que não tome unicamente parcelas da sociedade como receptores dessa mensagem”, comentou.

Por: Assessoria das POM

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