Jovem revela que o Papa não queria deixar o aeródromo de Quatro Ventos, na JMJ

Publicado em 14 de outubro de 2011 Por Seja o primeiro a comentar!

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Desde Roma aonde foi para participar de uma ordenação diaconal no Pontifício Colégio Norte-americano, a jovem jornalista e anfitriã em vários eventos da JMJ, Erika Rivera, explicou ao grupo ACI que na noite do sábado 20 de agosto “os mestres de cerimônia perguntavam (ao Papa) se queria retirar-se porque estava chovendo muito e havia um forte vento. Ele lhes dizia que não iria embora de lá. De fato duas vezes moveu o dedo indicando ‘não, não, não’”.

Pela terceira vez os colaboradores mais próximos a Bento XVI perguntaram se ele queria retirar-se. Esta vez a resposta do Papa foi mais firme, assinalando ao milhão de jovens empapados logo depois de um fortíssimo dia de sol que superou os 40 graus: “se eles ficarem, eu ficarei também”.

ericappbxvi“E quando disse isso, nós que estávamos perto dele, ficamos muito contentes do ter como Santo Padre. Assim foi fantástico, uma experiência única”, disse a jovem Erika.
Em meio das cadeiras plásticas voando, sob os trovões e relâmpagos, empapados, cantando e fazendo coro “Esta é a juventude do Papa!” e “Be-NE-dic-to!”, os jovens esperavam que o Pontífice reiniciasse seu discurso. “Não tínhamos medo de nada porque podíamos ver que ele era o que mais sereno estava”, disse Rivera.

“Transmitia muita serenidade, muita calma e por isso, sabe, perguntamo-nos confidencialmente: que mais poderia suceder-nos?”, acrescentou.

Quando a chuva parou depois de 15 minutos, o Papa agradeceu aos jovens reunidos e disse: “obrigado, obrigado por essa alegria. Obrigado por essa alegria e resistência. Nossa força é maior que a chuva, obrigado. O Senhor com a chuva nos manda muitas bênçãos. Vocês são um exemplo”.

Depois de ler as saudações que tinha preparado em distintos idiomas veio a adoração eucarística. O Santíssimo Sacramento foi colocado em uma jóia de ourivesaria de Toledo, uma custódia do ano 1600 de um metro oitenta de altura.

“Foi fantástico, surpreendente. Como uma obra de arte. A Eucaristia estava ali, o Santo Padre também e o futuro da Igreja, os jovens, também faziam parte de tudo. Foi maravilhoso”, recorda Rivera.

Dois meses da JMJ Madrid 2011, a jovem hondurenha acredita que este inesquecível episódio deixa uma cara lição do Papa para o mundo: “a sociedade moderna toma o caminho fácil. Ver o Papa Bento disposto a ficar ali, a sacrificar-se como Cristo que morreu na cruz por nós, foi algo verdadeiramente inspirador”.

De ACI

Foto: Luis Magan/madrid11

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