Jovem brasileira que mora no Líbano fala sobre a situação no Oriente Médio

Publicado em 1 de agosto de 2014 Por Seja o primeiro a comentar!

Damine

Justamente agora, quando o mundo inteiro está com os olhos no Oriente Médio, especialmente na Faixa de Gaza, Damine Coelho faz um estágio em Beirute, no Líbano. Algo que a inquieta nessas primeiras semanas é o sentimento de impotência nos jovens daquela região. “Os conflitos são encarados com grande conformismo, existem grupos reacionários, mas a maior parte somente se sente impotente com relação aos ataques com bomba, que são a maior forma de violência que acontece aqui”, explica a estudante recifense, membro da Comunidade dos Viventes, da capital pernambucana.

Enquanto ainda se adapta às diferenças culturais, Damine explica que o senso religioso está bastante ligado à tradição familiar, especialmente entre os muçulmanos, maioria no Líbano. Na sua relação com os jovens, ela percebe uma certa vergonha pelos atos bárbaros cometidos por alguns grupos fanáticos, e um grande silêncio quando se trata de ateísmo, assunto que é tabu entre as pessoas. Apesar disso, segundo ela, “Beirute é uma cidade muito segura, até mais segura que a maior parte das cidades brasileiras, pouquíssima violência urbana. Talvez por ser uma cidade turística, não sinto as consequências de todos os conflitos ao redor do país”.

A experiência no oriente tem aprofundado em Damine a compreensão da importância do diálogo e da redescoberta dos valores religiosos. “Se as pessoas realmente acreditassem naquilo pelo que estão (supostamente) lutando, essas guerras ‘santas’ cessariam. Qualquer pessoa, de qualquer religião que crê no Deus que eu conheço, vê que elas não fazem sentido”, declara ela, que tem procurado, além de vivenciar sua fé católica, construir vínculos com as demais tradições religiosas.

 

Por: Gabriel Marquim

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