DNJ 2019: Onde está a profecia dos grupos de jovens, que sonham com a Civilização do Amor?

Publicado em 20 de setembro de 2019 Por Seja o primeiro a comentar!

Os grupos jovens são chamados a ser portadores de uma profecia diante da Sociedade cada vez mais perdida em assuntos humanitários; numa sociedade globalizada, onde há uma inevitável mudança de valores, do aumento do individualismo, do sexo desenfreado, do fundamentalismo, da violência e do extermínio de jovens e de perdas de referenciais.

A violência permeia a vida humana desde os primórdios da humanidade, porém, nos últimos anos, ela aniquilou de várias maneiras a existência juvenil no Brasil. Mata-se e morre-se muito mais no Brasil de hoje, por conta das drogas lícitas e ilícitas, do trânsito, das DSTs, e da promoção das causas que geram suicídio juvenil, mais do que durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundiais. Constata-se um verdadeiro extermínio!

O jovem envolvido com a violência e sem uma estrutura familiar e um círculo de amizades sadias, não quer “perder tempo” encontrando um emprego em que o salário mínimo não lhe irá garantir a realização dos seus sonhos e prazeres imediatos, tão presentes na mídia. Ele prefere ser uma “mula” ou um “avião” do tráfico na escola em que estuda, não se importando se irá ficar reprovado ou não. Prefere tomar conta da “boca”, exterminando os rivais e mantendo a polícia longe, pois assim terá poder material e pessoal. Ao lado disso, há até os que buscam por um emprego simples, mas se deparam com um estado indiferente com a busca juvenil, que não se empenha em propor políticas públicas para o primeiro emprego, políticas públicas em prol de uma educação integral e de qualidade.

A violência – apresentando a juventude como agente e vítima simultaneamente – tem povoado os noticiários, os programas de TV, as discussões no barzinho da esquina. Os crimes cometidos contra a juventude e pela juventude deixam aos poucos de serem números preocupantes, pois se tornam senso comum. No meu tempo de juventude, que aliás, não faz muito tempo, eu nunca soube que um amigo tivesse sido assassinado ou que tivesse assassinado alguém. Os tempos são outros…

E aumenta o coro daqueles políticos que querem diminuir a maioridade penal, mesmo que a questão já tenha sido encerrada em votação no Congresso Nacional.

As ações são tímidas e as vozes proféticas na Igreja, dos grupos jovens em nossas Dioceses, não são ouvidas! A injustiça está batendo à porta e não se faz nada. Enquanto houver injustiça entre nossos jovens, jovens pobres e sem oportunidade, o Reinado da Vida não acontecerá. E a Civilização do amor será apenas um sonho que não mais encanta.

Meditemos a exortação do nosso amado Papa: “Tenham coragem. Não tenham medo de sonhar coisas grandes!”.

Dom Nelson Francelino,
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude CNBB.

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