Conectados no amor e em Deus

Publicado em 12 de junho de 2015 Por 1 Comentário

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O Jovens Conectados recebeu inúmeras histórias de namorados de todo Brasil; confira algumas delas.

 

Ah, o amor. Já diria Luís Vaz de Camões que o “amor é um fogo que arde sem se ver; é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente; é dor que desatina sem doer.” Mas muitas das vezes, os jovens sabem que os poemas não saem do papel e o caminho para seguir ao lado de quem amamos é feito de sacrifícios, ofertas, perdão e entrega integral à Deus.

O sábio Papa Francisco, em suas palavras na catequese sobre família em 27 de Maio de 2015, cita a importância de um relacionamento sólido e duradouro. O Santo Padre se dirigiu aos noivos, mas com palavras que inspiram também os casais de namorados. Ao fazer referências de que o noivado deve ser avaliado e re-avaliado pelos casais como tempo de conhecimento recíproco e de partilha de um projeto, Francisco ressalta: “Certamente é uma coisa bonita que hoje os jovens possam escolher se casar na base de um amor recíproco. […] O noivado, em outros termos, é o tempo no qual as duas pessoas são chamadas a fazer um bom trabalho sobre o amor, um trabalho participativo e partilhado, que vai em profundidade”.

Quando Junior Sales conheceu Jamily Morais, ambos de Fortaleza (CE), vivia momentos conturbados em sua vida pessoal. No entanto, um convite inusitado o levou a Deus e a conhecer sua futura esposa. “No início da minha adolescência percorri caminhos que me levaram a festas, bebidas, más companhias. Porém, em um dia resolvi fazer diferente e fui passar o final de semana na casa do meu primo. Como era mês de festa junina, fui convidado a participar de uma quadrilha junina diferente, chamada ‘Jesus Sertanejo’. Foi lá que conheci Jamily”.

Juntos há cinco anos, ambos caminham para o sacramento do matrimônio: “Durante todo o namoro, ela foi me moldando, foi me ensinando um pouco mais sobre a fé católica e sobre o que é ser cristão. Desde o primeiro momento em que a conheci, pude perceber que ela seria diferente, que ela seria a última, pois é daqui pro céu. Deus nos concedeu a graça de nos conhecermos e nos fez namorados. Deus me transformou através dela e me deu o maior presente que eu poderia querer. Hoje, continuamos juntos, amadurecendo a cada dia, aprendendo um com o outro e vivendo a nosso namoro a três: eu, ela e Deus, que sempre está conosco”, diz Junior.

O tempo do namoro e noivado é um momento no qual as duas pessoas são chamadas a fazer um bom trabalho sobre o amor, um trabalho participativo e partilhado, que vai em profundidade. Por isso, o Papa nos diz que “a aliança do amor entre o homem e a mulher, aliança para a vida, não se improvisa, não se faz de um dia para o outro. Não há o matrimônio express: é preciso trabalhar sobre o amor, é preciso caminhar. A aliança do amor do homem e da mulher é aprendida e afinada”. “Permito-me dizer que é uma aliança artesanal. Fazer de duas vidas uma só é também quase um milagre, um milagre da liberdade e do coração, confiado à fé”, finaliza o Sumo Pontífice.

 

Unidos por Deus

Os jovens cariocas Alan Gripp e Tâmara Carvalho já se conheciam desde os 16 anos de idade e, mesmo com o incentivo dos amigos para “ficarem”, não caíram na tentação de começar um relacionamento que não tivesse uma base sólida em Deus. “Ao longo desses dois anos e seis meses de relacionamento, vemos o quanto crescemos na unidade, partilha, conhecimento, amizade e amor. É claro que passamos por muitos desafios, mas que provaram o nosso amor e que nos fizeram crescer como pessoa e, claro, como casal. Somos muito felizes por escolhermos viver um relacionamento em que Deus é a base. Somos muito felizes por ver a condução d’Ele, diariamente, em nossas vidas e muito felizes por desejarmos alcançar a santidade juntos”, conta Alan.

Na sociedade atual, os sentimentos parecem ficar confusos e, muitas vezes, a delicadeza e a seriedade de um relacionamento são deixados de lado, como indica Francisco ao apontar que, muitas vezes, parece prevalecer o hábito de consumir o amor como uma espécie de “integrador” do bem-estar psicofísico e, assim, não há esperança para a confiança e a fidelidade da doação de si. “O amor não é isso! O noivado coloca no foco a vontade de proteger junto algo que nunca deverá ser comprado ou vendido, traído ou abandonado, por mais tentadora que possa ser a oferta”, afirma o Santo Padre.

Grandes aliados

Além da Sagrada Família como espelho de amor, fé e vida em família, o Papa cita uma sequência de passos importantes para que as etapas de um namoro e de um caminho rumo ao casamento não sejam queimadas: “a Bíblia, a redescobrir juntos, de maneira consciente; a oração, na sua dimensão litúrgica, mas também naquela “oração doméstica”, a viver em família; os sacramentos, a vida sacramental, a confissão, a comunhão em que o Senhor vem a habitar nos noivos e os prepara para se acolherem verdadeiramente um ao outro ‘com a graça de Cristo’; e a fraternidade com os pobres, com os necessitados, que nos provocam à sobriedade e à partilha”. O Pontífice, deste modo, afirma que estas orientações podem contribuir para o crescimento do casal e até, futuramente, a preparar uma bela celebração do matrimônio, “de modo diferente, não mundano, mas de modo cristão”.

A oração foi a grande aliada de Izaura Dejard, de Belém (PA). Durante sete anos, todas as noites, ela rezava a Deus pedindo a pessoa certa para sua vida. “Eu até pensava: ‘será mesmo que Deus vai me dar tudo isso? Acho que estou pedindo muita coisa’. Há um ano, eu encontrei meu príncipe encantado exatamente como eu sempre pedi, mesmo sem eu ser merecedora. Ele me abençoou infinitamente com o melhor amor que eu poderia receber: Deus me deu o Fábio. E como eu sei que é ele o marido das minhas orações? Ah, quando vem de Deus a gente sente! É diferente! Diferente e exatamente igual ao que sempre sonhamos!”, finaliza a jovem em preparação para o matrimônio.

 Confira 5 Dicas do Papa Francisco para os casais, neste dia especial, aproveita e compartilha nas redes sociais:

Por Aline Vonsovicz 

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