Comissário de voo vivencia JMJ de uma forma extraordinária: nas alturas

Publicado em 7 de outubro de 2013 Por Seja o primeiro a comentar!

Helder e um grupo de peregrinos da JMJ

Helder Paes é comissário de uma companhia aérea e gostaria de ter vivenciado a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), como a maioria dos peregrinos que se dirigiram ao Rio de Janeiro de 23 a 28 de julho, porém, o trabalho o fez experimentar esses dias de uma forma especial. Confira o testemunho de uma semana especial na vida desse jovem:

Meu nome é Helder L. Paes e sou comissário de voo há mais de dois anos. Mesmo trabalhando em uma função que implica na mobilidade entre grandes extensões, participo com certa frequência das celebrações por onde passo e faço o possível para viver a minha espiritualidade no contato com passageiros nos voos e pessoas que encontro por onde ando. Apesar de haver pedido folgas no período da Jornada Mundial da Juventude deste ano, não fui contemplado com as mesmas e assim, precisei participar a distância, dirigindo minhas orações e pensamentos para que tudo acontecesse da melhor forma possível.

Nestas idas e vindas que a aviação nos proporciona, estando ao “alcance do céu”, como que mais próximo de Deus (dizemos que Ele escolhe a dedo os que vão trabalhar com Ele no céu), encontrei muitos peregrinos que se dirigiam para participar deste momento único na Igreja do Brasil. Muitos meditando seu terço, outros rezando com a Igreja a Liturgia das Horas, outros dividindo suas expectativas e anseios pelos melhores momentos de contato com a fé encarnada na juventude, sem mencionar que visavam o contato com sua Santidade o Papa Francisco.

Quando em contato com alguns deles, australianos, hispanos, brasileiros, americanos entre outros, ficava visível e sensível que sua alegria era contagiante. Sua fé viva mostrava o porquê de estar em um avião por mais de 24 horas às vezes, voando de tantos lugares, privando-se de seus afazeres e por vezes perdendo o emprego em suas cidades para poder estar em comunhão com a Igreja.

Várias vezes encontrei quem queria expor suas expectativas. Gostaria de expor algumas delas.

Em um voo de Fortaleza para o Rio de Janeiro, havia um grupo da Aliança da Misericórdia, juntamente com peregrinos da Austrália. Estes haviam ido a Fortaleza para a Semana Missionária. Durante o serviço de bordo, não hesitei em oferecer um cafezinho, uma vez que sabendo o que iriam fazer e encontrar precisariam “Vigiar e Orar”. Num olhar carinhoso, um deles disse “Olha, um amigo, vou te dar um presentinho, uma lembrança da Austrália”. Outros, com fome, por tantas coisas que poderiam ter passado para chegar até o avião, pediam mais um lanchinho, e na ausência de um extra eu oferta da minha refeição, o sorrir e o agradecimento daquele que “Deixa tudo e me segue”.

Um grupo de pessoas vindo da diocese de Greenbay, Wiscounsin EUA, não tinha como comprar os bilhetes por Internet para o trecho nacional, chegando a São Paulo teria que ir ao Rio de Janeiro. Como conhecia o padre que organizava o grupo de peregrinos, não medi esforços para que daqui do Brasil eu pudesse adquirir os bilhetes e que voassem em tempo para a jornada. Foi o que aconteceu. Vieram por várias conexões e ao chegar, com os bilhetes reservados em seus nomes, puderam ir a tempo para a JMJ. Encontrei-os no final da Jornada para poder cumprimentá-los e orientar no regresso a São Paulo, de onde partiriam regressando aos EUA. Foi o momento em que me senti mais parte da JMJ, mesmo não tendo como participar pessoalmente.

Acompanhar a JMJ à distância foi um momento de intercessão e oração muito forte e marcante para mim. Orientar, mesmo que a distância, foi como ser o sinal para quem está perdido. Acompanhar e ver o pouso de Sua Santidade por um meio que antes de ser comissário não teria como acessar foi emocionante, pousar por onde ele também passou sentir a presença do próprio Senhor Jesus em tantos jovens, de tantos lugares, foi o reavivar da minha fé. Foram momentos únicos que em minha vida serão para sempre o divisor de águas. O momento em que ao bater à porta, Jesus entra e visita e permanece.

Como eu, muitos puderam experimentar o mesmo sentimento de pertença à Igreja e de amor verdadeiro ao Senhor em seus trabalhos, que por serem vitais, não poderiam ser deixados à parte.

Agradeço muito por ter estado na JMJ 2013 mesmo de longe. E já me planejando para que em 2016 na Cracóvia eu possa participar. Estou rezando para que tudo corra conforme o coração generoso do Senhor, que abençoe e proteja os que já a esperam, e prepare os corações daqueles que irão receber tamanho momento de contato com Deus. Não existe como esconder uma luz que brilha embaixo de uma mesa, ela serve para iluminar e alcançar ate mesmo os lugares mais improváveis.

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