Assunção: A festa da Virgem Maria

Publicado em 18 de agosto de 2019 Por Seja o primeiro a comentar!

Pintura de BARTOLOMÉ ESTEBAN MURILLO (1617-1682)

Neste domingo o nosso olhar se volta para o céu, Maria foi elevada à plenitude de corpo e alma, a sua Assunção é resultado da Obra de Deus realizada em sua vida que teve início no “Faça- se em mim segundo a tua palavra…” (Lc 1,38).

Hoje, acontece a principal festa da Virgem Maria, nós como Igreja celebramos a Assunção de Nossa Senhora,  fonte de grande esperança para nós, pois, nos aponta a direção para seguirmos o caminho de Cristo e, com doçura possamos imitar a fidelidade e obediência de Maria à vontade de Deus.

Reconhecimento

“Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos S. Pedro e S. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. Foram com estas palavras que o Papa Pio XII, no dia 1 de novembro de 1950 festa de todos os santos, declarou o Dogma da Assunção de Maria.

dormitio Virginis e a Assunção, no Oriente e no Ocidente, estão entre as mais antigas festas marianas. A Igreja Ortodoxa e a Igreja Apostólica Armênia celebram a festa da Dormição de Maria no dia 15 de Agosto.

Um pouco de teologia

Para nós cristãos, existe o significado teológico para esta grande festa. O Doutor da Igreja, São João Damasceno (676-749), assim escrevera: “Convinha que aquela que guardara ilesa a virgindade no parto, conservasse seu corpo, mesmo depois da morte, imune de toda corrupção. Convinha que aquela que trouxera no seio o Criador como criancinha fosse morar nos tabernáculos divinos. Convinha que a esposa, desposada pelo Pai, habitasse na câmara nupcial dos céus. Convinha que, tendo demorado o olhar em seu Filho na cruz e recebido no peito a espada da dor, ausente no parto, o contemplasse assentado junto do Pai. Convinha que a Mãe de Deus possuísse tudo o que pertence ao Filho e fosse venerada por toda criatura como mãe e serva de Deus”.

“A minh’alma quer cantar a grandeza do Senhor….”

O evangelho de hoje descreve o encontro de Maria com Isabel, nele  vemos que Maria canta o Magnificat (Lc 1,39-56), seu coração estava cheio da graça e da presença do próprio Cristo, já presente em seu seu ventre, e Maria transborda de júbilo, por estar realizando a vontade de Deus.

O papa Francisco, em 2013 disse que esse é o cântico da esperança, é o cântico do Povo de Deus no seu caminhar através da história. É o cântico de muitos santos e santas, alguns conhecidos, outros – muitíssimos – desconhecidos, mas bem conhecidos por Deus: mães, pais, catequistas, missionários, padres, freiras, jovens, e também crianças, avôs e avós; eles enfrentaram a luta da vida, levando no coração esperança dos pequenos e dos humildes. Maria diz: «A minha alma engrandece ao Senhor» – hoje a Igreja também canta a mesma coisa, e o canta em todas as partes do mundo”.

Onde Nossa Senhora agora está, nós também estamos destinados a ir, e podemos contar com isso sustentados pela graça divina, essa deve ser a nossa meta. Que a cada dia possamos trilhar esse caminho de esperança e com o olhar generoso da Mãe, possamos ser novas “Marias”, exemplos de fé e temência a Deus.

O Papa Francisco concluiu o Angelus de hoje pedindo a Maria que “nos ajude a deixar-nos purificar o coração pelo fogo trazido por Jesus, para propagá-lo com a nossa vida, mediante escolhas firmes e corajosas”.

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

Por Valesca Montenegro, com informações do Vatican News

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